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Cannolis

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

 

doce açúcar café

doce açúcar café

Siciliano, puro açúcar.
Doce com ricota, limão, chocolate ou baunilha…
A Itália tem sotaque bem mais doce no Bixiga.

Tomo café turco a seco.
Muitos projetos interessantes para quebrar paredes e derrubar muros.
Direto, sem rodeios.
O cacife é sempre alto e restritivo.
Como eu gosto do perigo.

Dias de pouco sono, muitas idéias e um turbilhão de coisas.
De Converse verde, salto ou tênis para praticar esportes.
Meias, malhas, vestidos justos ou de pernas nuas.
O calor deixa o frio em São Paulo.

E eu sinto a primavera chegando.
Com todas as flores num ramalhete único.
Uma delas deve durar mais que as outras.

Calor de Ella

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Desconectada

…according to the latest report

I gotta get the heat down,
gotta get the heat down…

 

Em São Paulo, as paredes derretem.
As roupas, todas grudadas, suarentas.
Sapatos, por que?
Pura insanidade.
Cabelos, pelos, duchas, tudo para voltar ao inferno.

Pareço uma estrangeira vestida de linho num safari.
A pequena metrópole não combina com a temperatura dos trópicos.
Nem eu.

São Paulo.
Ella Fitzgerald.

Nada faz muito sentido.

Muda

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Calor insano não se cura com chuva fina.
Da pele grossa, vapor.
A pele fina, malsã.

Chove em São Paulo.
E nada muda.

Poluição como tudo – acúmulo.
Mais, mais e nada.
Mais do mesmo.
Firme.
Seja forte.
É?
Às vezes me falta estrogênio.

Chuva fina e rápida.
Nem deu tempo de preparar um drink com gelo.
São Paulo, menina mimada, muda tudo e volta às origens só para mostrar quem manda.

Semana 1

segunda-feira, 11 de junho de 2012

segunda com chuva?

E a semana começa com um belo pé d’água.
Para derreter o gelo, limpar a alma e te lembrar que um escritório pode ser um bom lugar.
Imagine ficar em casa de pijama e meia grossa, enquanto a turma da faxina conjetura sobre seus hábitos e obrigações.
No escritório, um bom café de máquina pode ser a salvação.
Uma conversa de corredor, um resolver tudo de uma vez porque hoje não tem sol lá fora (mesmo que você fique numa baia distante da janela).

E aí me lembro de correr na chuva com calor.
No início, você e alguns incautos.
Depois, você e você.
Ninguém.

O tênis, encharcado, fazendo barulhos estranhos.
A roupa, antes fria, agora ensopada com um líquido meio morno: chuva, suor e seu corpo trabalhando duro para manter a temperatura.
Alguns passarinhos escondidos nos galhos das árvores.
As avenidas engarrafadas.

Os pés mantém um ritmo bom para que o corpo não entre em choque.
A semana começa com um único objetivo: ducha quente.
Depois os carros, o caminho, o trabalho, o café de máquina.

Bom (re)começo.

Chutei tudo

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

secando um pouquinho

Depois de muito tempo, chutei os cachorros, corri das crianças e tomei uma(s) cerva(s) estupidamente gelada(s).
Cheguei agora em casa trocando as letras.
Ai que delícia não ter nada na cabeça e fazer tudo errado.
São Paulo vive alguns dias de fritar ovo no asfalto.
E eu não subi no meu salto.
Fiquei aqui na sandália rasteirinha de baby boomer.
Dura e cheia de projetos, resolvi trocar de apartamento.
Quero mais espaço, quero brisa, quero virar vento.
Então é isso aí: ficar maluca e dar um passo maior que as pernas.
Como diria a bruxa má: adoooooro!
E vamos que vamos.
Pois hoje é só segunda-feira…

Ode ao calor que derrete asfalto

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Frescurete de mocinhas

Dia de sol.
Acordo cedo, vejo a Vila com seus tipos bizarros, divertidos, muitos cachorros e terra vermelha.
Não, não me falta mar.

Museus, deck sem piscina.
Água de bica estilizada.
Pó de asfalto.
Pele é diamante negro.
Horizonte cor de laranja.

Pausa no frege do trabalho.
Cidade dura em festa.
Cortesia ensinada.
Adestramento do encanto.

Pausa para um clericot.
Nasceu na Índia faz mais de cem anos.
Ingleses no Punjab, mortos (como eu) de calor, gelaram vinho claret (Bordeaux para britânicos) e misturaram a ele pedaços de abacaxi.
Claret up!
A idéia rodou o mundo, ganhou branco ou espumante no lugar do tinto e acabou-se em total clericot.

 

Clericot  tropical para uma São Paulo em chamas

1 garrafa de champagne
50 ml de grenadine
12 morangos cortados ao meio
2 maçãs picadas
¼ de abacaxi em cubinhos
½ manga ou laranja picada
8 linchias

Misture tudo, acrescente gelo.

Beba logo, aproveite o resto do dia.

Coco, cocada e quebra-queixo

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Les fleurs du mal

Acordo às cinco da manhã, faço uma hora e vou caminhar.

É calor logo cedo para os transparentes.
Em Boa Viagem, admirei-me com o que vi: cerca de cinco homens de uniforme azul royal no alto dos coqueiros.
Pensei logo: que bacana, a prefeitura poda as folhas secas dos coqueiros.
Poda?
Que nada, macacada…
Mutila.

A turma cortava, sem piedade, os brotos de coco, os cachos floridos, branquinhos e tão poéticos.
Eram dezenas, quase centenas, de cocos em produção sendo ceifados deste pobre verão.
Uns hão de dizer que é para proteger o povo que vai à praia.
Ora, bolas, quem passa debaixo de um coqueiro sabe que coco dá.
E a água vale o risco quando o sol é inclemente.

Pelo calçadão, a imagem do velório.
Algumas senhoras recolhiam galhos e flores para por eles orarem mais tarde.
E eu fiquei borocoxô.
Dia feio de gente má.

Nem Baudelaire aguentaria.

Beira-rio

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

La mariquita roja trae suerte a aquellos que lo creen.

Essa coisa de ficar enclausurada.
Quando fujo, falta tempo.
Fico em carne viva.

Nesta caixa, voando.
Você me vê – creio.
Lembro de algo que me fez bem na década passada.
Espero chover.
Será que tudo seria diferente?
Duvido.

Leio as notícias, reclamo das grades, caminho da sala para o quarto.
Vejo um pedaço do mar.
E acho que estou ali, outro lugar.

Prometo respeitar as horas.
Não começar 2012 agora.
Minto e você acredita.

Viajante.
Cigana.
Mais feliz do que ontem.
Choppinho gelado em dia de calor.

Só não pode tocar

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

escada rolante

Então mais uma vez de ponta cabeça.
Daqui de cima não consigo te enxergar direito.
O calor em excesso muda a minha personalidade.

Ando com paciência de monge budista.
E uso uma capa que me deixa mais tolerente.
A beleza ajuda e, quando falta, não atrapalha.

Ana bobinha.

Estou aqui me enrolando com as horas.
Deixando tudo por fazer.
Controlando São Paulo por telepatia.
Insistindo em não molhar os pés.
Mesmo que chova garoupa.

Ah, meu amigo, você ainda por aqui?

Luz e fúria

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

cereja

Virada do mês.
Os orientais dizem que a primavera é estação de tensões, agressividade e falta de paciência.

“Madeira – a fase inicial – a Primavera: o Yang dentro do Yin.”

A Primavera é o início de um ciclo, o momento do aparecimento do Yang dentro do Yin – ou seja, o Yin do Inverno começa a diminuir e o Yang a aumentar.
O frio começa a diminuir e os dias ficam maiores.
Agora, pura transição antes da estacão literalmente florescer, é momento de calor, frio, chuva, sol – confusão de estações.
Segundo dizem, este é o período mais dinâmico do ano em que tudo se renova e se exterioriza. Corresponde ao “este” (ao nascer do sol) e está associado ao vigor, à juventude, ao crescimento e ao desenvolvimento.
Esta é a fase expansiva, explosiva, criadora, despertando na natureza o desejo sexual de procriar.
E é também o momento de violência, de pavio curto, de confusão.
A cor verde predomina, o céu está mais azul, e, como o vento, tudo se agita.

Fique de olho no fígado, dome seu stress, segure seu ego.
Take care.
O momento pede.