Posts com a Tag ‘cansaço’

O peixe morre pela boca

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Tempos modernos.
Você que lê aqui o que acontece numa vidinha comum, discuta o caso: bandido tira foto coberto por nota de 100 reais e é preso acusado de participar de roubo a carro forte.
Pai esquece filha dentro do carro e publica no Facebook carta dizendo-se culpado pela morte da criança.
Jogador (?) Adriano diz a jornalista que não está acabado e que só na (favela) Vila Cruzeiro sente-se “gente”.
Garota brasileira é estrela (?) do programa australiano ‘Virgins Wanted’, responsável pelo leilão da virgindade dela.

Hoje em dia, tudo é público.
Tudo é gritado, arremessado contra a multidão.
Não importa quão bizarro, quão íntimo ou estritamente privado.
O negócio é ser publicado.
Jogado ao povo e escancarado.

O que me estranha é a politicagem que nunca vê nada.
Nem as penas do povo do mensalão…
Nem isto nem aquilo.

Uns querendo vender a alma ao diabo da internet e outros concorrendo ao Oscar…

mamífero hipomorfo da ordem dos ungulados

terça-feira, 4 de setembro de 2012

a-a-a!

Essa coisa mainstream de fazer marketing pessoal e sair por aí cantando loas a si mesmo…
De comprar votos e notícias para construir a bela figura.
Essa coisa de mundo moderno.
De ser tudo o que não se é.
De ser uma imagem carcomida.

Ah…
Sou do ramo ancestral dos pangarés.
De cavalgadura reta, arredia.
Sou da espécie dos livres.
Da família dos asnos e das zebras.

Compro as brigas impossíveis, abro mão das facilidades.
Porém gosto de um certo conforto.
Não sou louca sem causa.

Ah…
Parentes dos rinocerontes, das antas.
Pangarés desembestados, uni-vos.
Gritai.
Saí da toca.

Hoje preciso estar em grupo.

Backstage

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Onde há fumaça?

E uma água quente me deu boa noite na quarta.
Foi uma ruptura alta – ou seja: estou vazando feito conta-gotas.
Dormi bem, comi queijo com doce de leite, salada de frutas, chocolate, tudo o que não se deve.
Eu sou assim.
Enquantos isso, meus acompanhantes tomavam bordeaux, comiam queijo italiano e jogavam o líquido vermelho sobre 2 computadores, a parede, o iPad.
Eu, da cama, só ria pensando – eles ficam nervosos e eu que tenho o peso de um mamute fora de forma.

Tive uma quinta tranquilinha – até dei uma garibada de duas horas no salão para não ficar espandongada como é praxe.
De noite, quase 24 horas depois de gotejar e ainda não parar (e já acostumada a usar fralda geriátrica), começou uma dorzinha chata no baixo-ventre.
E ela vem e ela volta.
20, 9, 11, 18, 15, 7, 17, 9, 15, 8, 12, 7, 5, 10 minutos de intervalo.
Abro um pacote de Bis.
Dou tchau para a visita.

Fico danada porque estouraram um pacote de pó de gelatina na minha gaveta de facas francesas.
Vejo a tal da gelatina paracendo groselha de raspadinha em dia de verão dos anos 50.
Não quero gelatina e nada que seja vermelho.
Não quero fralda.
Detesto esperar.

E já são meses assim – aprendendo a ter paciência.
E concordando com a Carla Bruni: quando é vou poder – mais uma vez – mamar minha garrafa magnum?
De-tes-to conta-gotas.

Post bem banal

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Eu sou

Segunda-feira típica.
Nem a acentuação do teclado me obedece.
E comecei com uma baixa na equipe.
Sexta dei a notícia.
Hoje, todos trabalhando mais.

É, companheiro, duas semanas para tudo mudar…

E aquela reunião das 14h foi cancelada.
Esqueci que havia marcado um almoço.
Muito mais importante rever amigos do que resolver problema dos outros.
Reunião remarcada para amanhã.
Almoço demorado na Rodeio do Iguatemi.
Sair com mulheres de verdade.
Saber dos bafos do mercado.
Contar as últimas do casamento.
Experimentar a nova droga emagrecedora.

Mulherzinhas e um almoço.
Depois, voltar ao planeta.
E levar a semana lembrando que tudo pode ser bem leve quando a segunda-feira já passou.

Pé no freio

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Frio

O frio graciosamente baixou sobre a terra da garoa e a vontade é de hibernar.
Você também tem esses arroubos?
Ir para uma caverna e desligar todos os equipamentos da tomada?

Converso com amigas que contam o que aconteceu em minha ausência – não que eu fizesse alguma falta.
Penso que todos sobreviveram às dificuldades.
Você também, tenha fé.

Penso nas obrigações da semana.
Nessa coisa chata que é treinamento de gente nova.
E nessa vontade de sair correndo, descabelada, sentindo o vento e chuva baterem no rosto.

Aí procuro o próprio umbigo e não acho.
E a dor no sacro apita.
Preguiça, inércia, inépcia.

Ai, frio macio.
Uma casa para chegar.
Um ver com graça de tudo o que não se encaixa.

Gaddafi caiu – e o mundo encontrará novos ditadores.

Lapsos

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Topo até Coney Island para abaixar a maré

Descubro hoje que faltei ao médico na segunda-feira. E que simplesmente não tomo meu remédio de tireóide desde sexta passada…
Não saí do eixo?
Deu nisso.

Ontem, ao meio dia, chego em casa com tempo para uma ducha, comida e saída correndo.
O lado esquerdo da caixa de energia desarmou.
Sem internet, telefone, luz, aquecedor, com banho frio e descabelada.
Chego em casa tarde da noite e vou dar uma de Maria.
Passar pano úmido para tirar poeira.

Nesse campo de guerra aberto em Marte, falta de vontade de ir para frente.
Ontem mesmo pensei em mergulhar dentro da própria barriga.
Ficar nadando no líquido quente.
E mandar uma banana para realidade.
Dar um chute se me incomodar.

Amanhã embarco de novo. 10 horas.
Calor.
Meias de média compressão.
Serviço de concierge.
Caminhadas e um pouco, um pouco mesmo de “trabalho”.

Se uma viagem não me salvar, aí é que a vaca vai para o brejo e não voltará nunca mais.

Eu acho que o mundo pirou (ou Frida fritou)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Flagrante de minha manhã

Estou dormindo pouco.
Deito tarde, acordo cedo.
Trabalho.
Corro para chegar com tudo pronto até o Natal.
Em paralelo, casa para montar.
Tem coisa mais chata?
Preço de eltrodoméstico, acerto de contrato, empresa de mudança, tomada de preços…
Para relaxar, nem joguinho besta do Facebook ajuda.
Vinho não tentei…
Acabo rodando os sites de notícia e me admiro com o mundo.

Prefeito assassinado. Secretário de habitação preso.
Tentativa de assassinato de genro. Milionário dono de companhia de transportes preso.
Pai que mata dois filhos.
Pai que mata filha.
Wikileaks, estupro e intriga política.
Menino mau do Facebook eleito personalidade do ano.
Chove chuva, chove sem parar.

Eu sei, estou procurando sarna.
Mas dá para fechar os olhos diante dessa ferocidade animal a que somos expostos todos os dias no noticiário?
Fico pensando: o que não nos faz animais?

Destesto dezembro.
Destesto chuva que dura uma semana.

Gosto de sol com brisa.
Passarinho na janela.
Ficar em casa sem fazer nada.
Miado de gato.
Cachorro bobo.
Corrida na praia.
Açaí do Bibi.
Pizza do Braz.
Música nova.
Música velha.
Tênis usado.
Roupa de linho.
Livro novo.
Livro velho repetido.
Poesia concreta.
Champagne com amigos.
Sol no rosto.
Esmalte colorido.

2011, te espero ansiosa.

Cabelo, cabeleira, cabeluda…

quarta-feira, 17 de junho de 2009

photo-1601

Cabelo, cabeleira
Cabeluda, descabela
Cabelo, cabeleira
Cabeluda, descabelada
Quem disse que cabelo não sente
Quem disse que cabelo
Não gosta de pente
Cabelo quando cresce é tempo
Cabelo embaraçado é vento
Cabelo vem lá de dentro
Cabelo é como pensamento
Quem pensa que cabelo é mato
Quem pensa que cabelo é pasto
Cabelo com orgulho é crina
Cilindros de espessura fina
Cabelo quer ficar prá cima

Laque, fixador, gomalinatwitter
Cabelo, cabeleira
Cabeluda, descabelada
Cabelo, cabeleira
Cabeluda, descabelada
Quem quer a força de Sansão
Quem quer a juba de leão
Cabelo pode ser cortado
Cabelo pode ser comprido
Cabelo pode ser trançado
Cabelo pode ser tingido
Aparado ou escovado
Descolorido, descabelado
Cabelo pode ser bonito
Cruzado, seco ou molhado

Simplesmente amo essa música da Gal.
E a cabeleira nova tem me dado um trabalho do cão…
Não me arrependo, mas também não me acostumei com tanto cabelo repicado, com tanto chifrinho, com tanta ponta…

Hoje acordei arrebentada.
Na hora de levantar, já fiquei meio tonta.
Pensei: é pressão baixa. Como e já melhoro.
Comi minha manga e meu morango picados com iogurte desnatado castanha de caju + linhaça e fui para a academia.
Já cheguei em câmera lenta.
Fiz pilates devagar quase parando.

Fui correr e foram os 6km mais longos da história.
No monitor na minha frente, como eu estava fora de mim, fiquei assistindo Ana Maria Braga e seu arraial no Projac.
Ela entrevistou a Cássia Kiss, que falava sem parar e sem pudor de seu novo amor.
Disse que largou o terceiro marido para se juntar com um cara que conheceu no aeroporto.
Achei tudo tão despudorado. Contar que largou o marido imediatamente. Dizer que esse, sim, é o cara da vida dela. Que o amor está por todos os lados.
Não sei.
Acho que essa coisa escancarada é obscena.
Sou mineira.
Amor é quase um poema.
E poema não é filme de sessão da tarde.
É para ser lido em lugar próprio, privado.
Fiquei horrorizada.

No banho, eu queria desesperadamente ter um banquinho e fica sentada debaixo do chuveiro com água gelada.
Para secar cabelo foi uma luta…
Odeio ficar sem energia…
Enquanto lutava comigo mesma, a mulherada no vestiário não parava de falar. A moto que o marido comprou.
O feriado com a família.
Uma tem distúrbio do sono. Na boa: lava 3 kg de roupa que dorme neném.
Risos machistas.

No mais, estou com amigo em casa.
Me conta que Gianechinni soltou a franga. E está circulando com um bonitão pelo Rio.
Tão engraçado: estamos no século 21 e os gays ainda não saem do armário.

E eu com vergonha da coroa que anuncia que descobriu o verdadeiro amor.

Ando ruim da cabeça…

Bogotá

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Transito no momento em Bogotá. Não confunda com a Marginal...

Transito no momento em Bogotá. Não confunda com a Marginal...

Minha semana começou lindja!
Cinco e meia da manhã – agradecida e feliz com o fim do horário de verão – acordei do meu sono de beleza.
E parti com minha maleta para o aeroporto de Guarulhos.
Ao chegar, fila pequena no check in da Avianca.
E, claro, como não poderia deixar de ser, não encontraram meu nome na lista de passageiros.
Para ganhar na MegaSena, o sistema da empresa era novo. E estava constantemente fora do ar.
Eu – com um humor ótimo – levei tudo na esportiva.
Afinal, nada mais me supreende e estou entendendo a teoria do caos.
A fofa que cuida das passagens da minha empresa pediu uma passagem para… Ontem!
Mas, como tenho meus contatos, resolvi o problema.
E depois passei pela fase troca de emails quando a fofa botou a culpa em mim: mandei muitos emails e ela se confundiu. Tadinha!
Gentem, ela não pode receber muitos emails…
Quantos vc recebe por dia… Eu recebo cerca de 300…

Embaquei no AirBus novinho numa fileira de quatro cadeiras só para mim, com destino a Bogotá.
Assisti dois filmes: Vicky Cristina Barcelona e Elisabeth I.
O primeiro é filme para mocinhos.
O segundo é um filme bacana.
Ainda consegui ver duas séries de TV.
O vôo é longo – com direito a café da manhã e sanduíche no almoço.
Chegando em Bogotá, filão na imigração. Três gaúchos manés dando em cima de uma loura suspeita.
Peguei minha mala e tome aduana, tome revista erótica (a policial deveria ser processada) e raio-x.
Tome troca de grana, tome táxi, tome hotel.
Calor da p* a 2600m de altitude.
E aí, para não dizer que não falei de flores, o tempo fechou, tudo ficou frio e diferente.
Clima perfeito para trabalhar.

E o trabalho é tamanho, que estou na labuta. 20h do Brasil, 18h de Bogotá…
Eu, um pouco cansada, já não sei se falo espanhol, português ou inglês. Talvez italiano.
Socorro!

Detalhe: Bogotá tem um sistema de rodizio lindjo. Os carros sao impedidos de circular por dois dias inteiros da semana. Se a moda pega, ai, ai, ai…