Posts com a Tag ‘carnaval’

Moral e bons costumes

quarta-feira, 6 de março de 2019

Durante uma pá de anos, eu usei esse espaço para falar tudo e qualquer coisa.

O mundo mudou, o menino Mark (que, por ofício, conheci pessoalmente) parecia besta (e é)… Enfim, foram-se os anos. Mas continuo falando de tudo e qualquer coisa. Em frases, em posts cifrados, para poucos – onde fica meu conforto e meu prazer. Não que não haja efeitos colaterais e uns bloqueados pelo caminho…

Aqui, pelo menos (e com um visual demodê), quem manda nessa bagaça sou eu (e o Word Press, e o desenvolvedor e o designer – alô, designers, estou procurando um para renovar essa casa velha)…

Chega de preâmbulo.

“Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura; o que é ruim, esconde

Nunca antes, nesse país, uma conversa de bastidor definiu tanto. Ainda hoje, meus amigos economistas citam Ricupero como um grande pensador, elogiam a crítica do Henrique Meirelles à reforma da previdência, alguns, mais old school, se emocionam e tiram selfie com o Delfim.

Eu, que não tenho nada com isso (É a economia, sua boçal), não consigo, de verdade, separar o homem da obra. Tá certo: Woody Allen, Michael Jackson, Chico Buarque… Com esses sou mal resolvida. Decidi que não assistirei a nenhum filme novo do primeiro. Ainda vibro com as músicas do segundo – mas tenho sentimentos dúbios e penso no meu filho. O terceiro pagou em vida pelas escolhas políticas. Vou continuar ouvindo e vou continuar ignorando o que quer que ele tenha a dizer sobre o partido de estimação. Nossa “relação” está zerada, até por que

Seus filhos, erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais

Mas em se falando de economistas, não consigo processar. Não consigo passar um pano no passado do trio duralex e simplesmente me ater aos seus brilhantes pensamentos. Quando o sujo fala do mal lavado, em fevereiro é carnaval.

(EM – eternas – OBRAS)

Garota Bossa-Nova

terça-feira, 2 de julho de 2013

Domingo, eu vou ao Maracanã

O Brasil em revista me agradou.
Fui à final de futebol de negro.
Sim, menos por protesto, mais porque gosto deste modo.
Não, não vi a confusão e a violência que tomaram os arredores do Maracanã.
O gás de pimenta, a bala de borracha, a casa cercada por 300 pobres policiais paus-mandados.

Naquele dia, não deixei as bandeiras de lado e levei meu filho em seu primeiro jogo de futebol.
Tomei cerveja.
Xinguei o juiz.
Fiquei com pena da Shakira.
Urrei o nome de David Luiz, aquele que tem tipo de argentino.

A segunda-feira chegou.
Peguei meu vôo na chuva.
Comecei quase que de ré.
Voltar a ser mais uma no meio da multidão que não é festiva.
O protesto dos caminhoneiros.
O depoimento direto de Hélio Bicudo sobre o bolsa-família.
Os vereadores de São Paulo que pensam que nos enganam criando uma CPI do transporte público.
O Luciano Huck.

No calor dos acontecimentos, quis me lançar vereadora.
Pelo bundalelê criativo.
Pelo grito de desabafo.
Pelo respeito à opinião alheia e do alheio.
Pelo apartidarismo, ainda que sem anarquismo.

Pão e vinho – lembram-se do Romanée-Conti, amigos?
Porque o momento é bom para desabafos e um porre daqueles.
O futuro?
Que chegue em pleno carnaval de Olinda.
Num dia de sol.
Numa sexta-feira.

Pernas firmes

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Depois de um biênio sem carnaval, fui à forra.
Nada de excesso destrutivo.
Marchinhas, sol, cerveja, confete, ladeira.
Fantasias – uma para cada dia (e pense logo no que está subentendido).
E uma fome sem fim.
Minha festa pagã para expiar anos difíceis, viradas forçadas, experiências que, uma vez findas, não trarão saudades, mas obrigatoriamente, fortalecerão esta sobrevivente.
Lugar comum (como sempre).
Carnaval de gregos, pré-romano.
Culto em agradecimento aos deuses pela fertilidade.
Fertilidade de idéias, de andanças, de trocas, por fazer com que haja escolha.
Agora é seguir com fé.
2012 é para valer.
😉

mensagem subliminar

Você pode fechar a conta?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Não sei se para você já chegou, para mim, a tal da conta do ano novo veio num envelope.
O que mudar?
Por que mudar?
Qual personagem vestir?
2012, depois do caminhão que passou por cima de 2010-2011, chegue de mansinho.
Eu não quero decidir nada.
Mas assumo a responsa.
Se quiser briga, eu desço do bonde.
Se for para chacoalhar, colo.
Se for para correr, paro para uma branquinha no boteco.
Não aceito café com leite.
Média desnatada.
Vou tropeçar na calçada e sentar no meio da rua.
Nem venha me empurrar que daqui não saio.
O meu 2012 vai ser como confete e serpentina em baile de gala no domingo de carnaval.
Banana-split, ok?

Comprei plumas de galinha morta e caí…

domingo, 4 de dezembro de 2011

carnaval, cheguei

No samba, menino.
Eu ando mesmo impoliticamente correta (sic).

Menino, foi assim como que acordar as pernas e esquentar o peito.
Me enchi de lantejoulas e frevi. (sic)
Na praça do Arsenal, com a turma do carnaval de salão, menino pendurado no pescoço e muitas, muitas marchinhas.

Colombinas, negas faceiras, amores perdidos, amores matados, pierrôs…
Cheguei devagar, com samba de mineiro, e saí cantando e dando pulinhos pelo centro antigo.
No coração dessa alemã de farmácia bate uma alma carnavalesca.
O menino, tão pequeno e gordinho, foi a alegria da rua, pulando feito um cabritinho e sem chorar.
Ai…
Em domingo sem ídolo do futebol, só confete e serpentina em minh’alma.

(E um maltado porque não sou de ferro)

Confete eletrônico

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Gravity

Depois de muita briga com a Telefonica, essa companhia que é campeã de reclamações dos consumidores, consegui o telefone de volta.
Já a internet…
Os intelectuais da técnica de PC não conseguiram ligar meu AirPort.
Internet agora só com o cabo arcaico invadindo o meu Mac…
Mas, depois de quatro desligadas na cara, desisti.
Falta agora, além de resolver minha rede wifi, ter de novo TV a cabo.
Santa Incompetência eletrônica.

Enquanto a vizinhança ainda se liga num PC, o carnaval comeu solto na rua.
Eu venho de mau humor porque tive que dar uma volta de 20 quarteirões para chegar em casa e encontro aquele bêbado gaiato elogiando meu charme.
Penso comigo: o último que caiu nessa, gato, reclamou do meu “charme” depois de um tempo.
(Risos escondidos).
Olho para o bebum, bato a porta da garagem e subo batendo o pé.
Pego minha Alice carnavalesca e vou dar uma volta entre os foliões.
Hoje eu não estava para Paulinho da Viola ou Beth Carvalho atravessados e fora do tom.
O bêbado, agora dirigido – santa inconsequência – para para falar do charme.
Levanto minha saia, faço bundalelê de bermuda e saio bem gaiata.

Cada um com o carnaval que merece…
E dá-lhe confete paulistano.

A melhor época do seu ano

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

They always say time changes things, but you actually have to change them yourself.
Andy Warhol

Ne terminadas as chuvas que inundaram nossa virada do ano, começam a surgir as histórias de novos tempos.
Trabalho novo, filho que chega, gente que muda, casais que se formam, viagens.
Este período de pré-carnaval é o das inúmeras possibilidades.
É aquele momento em que o ano promete ser tudo e nós ainda não estamos cansados para desistir.

Sobre carnaval, vale uma palhinha inspiracional.
A festa surgiu na Grécia antiga, quando Pisistráto oficializou o culto a Dioniso, no século VII a.C.
Em Roma e na Grécia, a sociedade já era organizada em classes com rígida hierarquia e a mobilidade social era complicada.
A festa pagã surgiu como uma grande válvula de escape institucionalizada: bebidas e orgias, inversão de papéis – neste período, tudo era permitido.

Ao todo, eram quatro celebrações, em Atenas: as Dionísias Rurais, as Leneias, as Dionísias Urbanas ou Grandes Dionisias e as Antestérias, se estendendo de dezembro à março.
Em Roma, o homenageado era Saturno, deus da agricultura (Cronos em grego) que defendia a igualdade entre os homens.
Saturno, expulso do Olimpo, chegava com os primeiros sopros do calor da primavera e era saudado com festas e um período de liberação das convenções sociais.
Durante as chamadas Saturnálias, os escravos tomavam os lugares dos senhores.
Tribunais e escolas permaneciam fechados.
Depois dos excessos, a festa acabava com a lavagem das casas.

Nem preciso dizer que a Igreja Católica torceu o nariz para esse momento de anarquia anual e que só incorporou o carnaval em 590 d.C.

Pois então: prepare-se para o momento em que tudo será permitido.
Não interessa classe, gênero, conta no banco, estado civil, regime político.
Os meses de janeiro ou março são os mais interessantes.
As possibilidades se abrem sem impedimentos ou amarras e o ciclo se fecha com uma grande festa/catarse de 4 dias.
Pense nisso.
E vire outro na quarta-feira de cinzas.

carne crua

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

melindrosa

Chego uma hora e meia antes no aeroporto.
Alice, comportada, lambe minha mão e chora baixinho dentro da caixinha que será levada aos trancos e barrancos para o porão do avião.
Depois de pagar um preço absurdo para levar a cachorra bacana, venho para a sala de embarque.
Desvio do Suplicy – acho que ele é pé frio.
Sentada ao meu lado, uma figura conhecidíssima debocha ao telefone:
“- Tanta Vuitton falsa. Tanta Vuitton falsa… Uma coisa esse aeroporto.”
Eu rio por dentro e concordo.
Quem?
Macaco Simão, o próprio.
Ele embarca no atrasado 4710 que partiria às 12h44 para Salvador.

Para quem ainda vai enfrentar um vôo – como eu -, boas notícias: tudo tranqüilo em Congonhas.
Parece que deixar as coisas para a última hora ainda tem suas vantagens…
Sem rabanada, sem peru com farofa e sem tumulto.

Sobre a figura aí de cima…
Fantasias de carnaval.
Essa, na verdade, é de um halloween frustrado.
Resolvi usar logo mais na ceia de natal.
Na mala, 1 kg de confete e uma Demoiselle tete de cuvee magnum para deixar a noite mais fervilhante.
Eu comprei em Reims para uma noite especial – é hoje mesmo.
Eu sou mesmo assim.

Desejo a todos os que curtem o Natal um dia muito lindo, com festa e alegria.
Se não nos falarmos até lá, fica aqui o meu abraço de feliz ano novo.
E prometa para mim que você fará alguma coisa fora da curva antes do apagar das luzes de 2010.

Boa sorte.
Boa noite.

Festa no céu

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

bananaEu li e vi a notícia no sábado. Era tão triste que não quis comentar.
Mas aí, li o post do apresentador Zeca Camargo e fiquei chateada de novo.

Alcides era aquele moço que teve uma história tão surreal que virou celebridade.
Vou de trás para frente.
Na sexta de noite dois bandidos da perifa do Recife procuravam um desafeto. A tarefa, matar um rival.
Alcides foi confundido com o homem marcado para morrer. E morreu no lugar dele.

Alcides era muito, muito pobre. A mãe é catadora de lixo.
Estudou, óbvio, em escolas públicas.
E virou notícia quando passou em primeiro lugar no dífícil vestibular de biomedicina da Universidade Federal de Pernambuco.
Alcides virou tema de reportagem sobre “o que é a felicidade”.

Alcides ia se formar este ano.
Dois suspeitos de envolvimento na morte foram presos.
No país onde vivo, isso não é novidade.
Eu mesma, menina de classe média remediada e quase alta, vi um assassinato de um estranho quando tinha 12 anos.

Aqui, no Brasil, a gente é mesmo bem humorado.
“Rir para não chorar” é a frase que deveria estar na bandeira nacional.

o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o

E é pré-carnaval: esse post não pode terminar tão amargo.
Alcides hora dessas está cercado de gente animada.
Vou deixar uma marchinha que é a minha predileta.carmita
É non sense e deve ser bem boa para atravessar o tal túnel com luz no final.

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar
Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande água pra ioiô
Mande água pra iaiá
Allah! meu bom allah
  

Propaganda e crítica

sábado, 6 de fevereiro de 2010
fazendo merchand

fazendo merchand

Depois de pula-pula no carnaval, momento de auto-indulgência. Estou numa fase totalmente eski-bon. Bom demais!

Pular carnaval em São Paulo… Algo estranho. O bloco é todo organizadinho – tem camiseta para todo mundo, rua com cavaletes de ferro, banheiro químico, decoração, barraquinhas de bebida, UTI móvel, policiamento. No quesito cidadania, 10.

Pausa para um xixi

Pausa para um xixi

A música, superbem escolhida. Marchinhas antigas, todas consagradas.
Mas no quesito bossa e malemolência, zero.
Os caras param para avisar que o bloco vai virar a esquina.
Param para agradecer o pai, a mãe, o patrocinador.
Param!
Gente, carnaval não tem essa de pausa. Começou, meu bem, tem que ir até o fim!

Enquanto isso, o Rio virou outra vez um grande mictório e os blocos arrasam. Que engraçado.
E suspeito que, se juntar, não dá certo. Água e óleo.
Palavras de uma mineira sem pátria que pulou muito carnaval de salão e que ama essa época do ano.

E como estamos em São Paulo, sejamos paulistas.tandoorilicius
Dia agitado hoje, passeio com cachorro, depósito no banco, falhei na busca do melhor açaí, salada de fruta na Padoca, cachorro em êxtase dando pulos no mato da pracinha, pé e mão, corte de cabelo, ingresso de cinema para a manicure, supermercado… Computador, muito reencontro no Facebook, blackberry, um pouco de trabalho…
Adoraram meu vestido-saia indiano trazido de Punta.
Adorei meu novo-velho cabelo a la Farrah.
Perdi um chá de bebê por causa da chuva.
Casa! E acabou – meu carro ficou preso na garagem…
Pedi – pela internet – comidinha do Tandoor. Eles trouxeram um forno tandoori da Índia e a comida é uma maravilha! Tem anos que não vou lá, mas arrumei um clima em casa. Vela de citronela (para espantar mosquito), flores (rosinhas caipiras), mesa posta, bebida com gelinho.
Samosas, daal masala e outras delícias. Cervejinha, livrinho e cama.
Chega de festa porque a tia aqui tem mais de trinta!

Ah! Alguém leu “A” notícia do dia?

“Três caixas de uísque e duas de conhaque pertencentes ao explorador Ernest Shackleton foram recuperados depois de terem ficado enterradas por mais de cem anos sob o gelo da Antártida.
As bebidas foram achadas por um grupo de pesquisadores, armazenadas sob a cabana que o inglês construiu no continente em 1908.”
(Fonte: Folha de S.Paulo)

Eu só digo uma coisa: se eu encontrasse, eu abriria uma garrafa e tomaria. Uma oportunidade dessas?

“Richard Paterson, mestre malteiro da Whyte and Mackay, empresa que havia fornecido uísque Mackinlay para Shackleton, descreveu a descoberta como “um presente dos céus” para os amantes dos destilados. “Se o conteúdo puder ser confirmado, extraído com segurança e analisado, o blend original pode ser reproduzido”, afirma. “Como a receita original não existe mais, isso pode abrir uma porta para a história.”
Fastier disse que deve definir nas próximas semanas como lidar com a “delicada tarefa de conservação.””

Melhor que isso, só tomar banho de mar à noite em dia de calor…
Ciao.