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Capítulo 11 – Vista meu terno

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Generalista seria mesmo alguém que não sabe nada?
Carregava seu tablet para todos os lados – a nova muleta.
Jornais, mensagens, filmes, músicas – uma forma “portátil” de alimentar seu autismo social.

Como passar o tempo sendo ninguém?
Pensava que era uma forma de libertação.
Mas, ao fugir do labirinto, via-se só.
Refugiava-se naquela tela de computador.
E recusava-se a ficar em casa.

Ia a parques, ao café, muitas vezes caminhava sem rumo.
Andava a pé na cidade dos carros.
O estado das calçadas estava cada vez pior.
Era interessante ir ao banco quando não havia clientes.
Supermercados vazios.
Fazer exame de sangue às 16h e ser adulada por um sem número de funcionários ociosos.

Ser rico é outra coisa.
Ser rico é furar filas.
Não encontrar vazios em horários alternativos.

Naquela manhã percebeu um movimento estranho em seu mundo virtual.
Fanstasmas do passado pesquisando sua vida.
Sentiu um certo incômodo.
Talvez esta fosse sua única conexão com o mundo dos vivos.
Descobrir que ainda despertava curiosidade e inveja.
Não gostou.

Resolveu passar o dia em casa sem consultar os oráculos da internet.

casa

 

Calvície tem cura

terça-feira, 15 de junho de 2010

Esse blog é realmente um fenômeno. Conta com um grupo bacana de leitores mais ou menos fiéis. Risos. Dois d’além mar: uma de Portugal, outro da Irlanda (recém-chegado que usa google translate para entender a confusão). Eu fico impressionada!

Refletindo sobre o novo mundo, esse eletrônico, que encurta fronteiras, abre janelas novas de percepção… Tudo o que escancara entradas, facilita a vida dos gaiatos.

E eis que surge um novo pássaro na natureza com o intuito de fazer fama e acabar com um dos caras mais abjetos da humanidade: o locutor Galvão Bueno.
Em dez anos de Globo, estive com esse moço apenas uma vez. Chato na telinha, arrogante e bobo ao vivo.
Recentemente tive conhecimento de um gaúcho calvo que é fã do dito profissional. Fiquei horrorizada – mas ao passar mais tempo observando o careca, entendi melhor… São gêmeos de espírito, unidos pela falta de tato e pela deselegância.

Para brasileiros, Galvão é velho conhecido. Locutor arrogante, chato, que torce contra, que fala as maiores bobagens – certa vez trocou os times e passou um tempo de jogo (45 minutos) falando que o time A era B. Além disso, trocou o nome de todos os jogadores.
Sensacional é que é pago para “pagar mico” – dizem por aí que ganha cerca de 250 mil dólares por mês.
Para os estrangeiros, apresento um fenômeno da piada pronta. 

Desde ontem, a frase “Cala boca, Galvão” é campeã de audiência no twitter.
O engraçado não é que escrevam no microblog um libelo contra um cara singular; o ótimo é que um gaiato mais experiente criou um vídeo sensacional.
E agora tem muito estrangeiro achando que “Galvão” é um pássaro que corre risco de extinção.
Só dando gargalhadas!

Leiam a matéria sobre o assunto no New York Times, um jornal de olho nas modas que surgem e somem em cinco minutos.
Quando penso em New York Times, penso na ira de Murdoch, aquele cuja nação tomou de 4 a zero da Alemanha. Alemanha, aquela que deu corda para um austríaco e quase acabou com o mundo.
Cala boca, Galvão!

O vídeo sensacional:

Esse blog gostaria de agradecer a TV Globo, que insiste em manter esse cara como locutor oficial, e também aos gaúchos calvos – que fazem a alegria de nosso CV.

Feliz Copa do Mundo!