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Rodopiando

quarta-feira, 3 de março de 2010
Alê, MaÍra, Jorge Clerc e eu - Gato Negro para alegrar

Alê, MaÍra, Jorge Clerc e eu - Gato Negro para alegrar

Esses dias têm sido Ana ao cubo. TUUUUUUUDO ao mesmo tempo.

Agora mesmo gripei ou fiquei alérgica.  Achei um delivery de sopa no prédio e estou com uma coriza chata. Um ponto positivo e um negativo. E  tenho que correr para a Vogue – semana de fechamento da revista i. A revista está linda de morrer – e os textos, estupendos. Mas o meu pique “tá faiado“.

Alguns me perguntam sobre filhos. Outros, chai latte. De manhã despachei bicho de pelúcia, computador, creme – família toda presenteada via Correios e Telégrafos. No almoço, adieu mes amis. Com nosso ritual de Gato Negro e um certo ar ébrio no escritório.

Amanhã tenho assinatura na justiça (tema para um looooongo post), e reunião para oficializar minha saída da sociedade que foi um sonho, uma república e uma dúvida – e nenhuma dívida. Mas que tem gente muito bacana e correta – coisa rara nos dias de hoje. E tenho que trabalhar. E tenho que organizar a casa para quem vier. E tenho que escrever, escrever, escrever. E tenho tanta coisa que queria ficar de pantufa assistindo tevê. Quem sabe um brigadeiro de colher.

O fato é que o que eu queria mesmo era um tempo para respirar.

(Vou correr para a Vogue e tento terminar esse post de lá – mas não prometo nada. Tanta coisa para falar e eu aqui com a mão coçando e sem poder contar. Ai ai)

Chegando

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Depois de enfrentar a chuva, a neve, a madrugada, de receber a mala em forma de picolé (cremes e outros chegaram congelados – achei tudo muito engraçado embora desconfie que cosméticos anti-tudo não farão mais efeito); depois de, finalmente, chegar em casa com a sensação de ser a mulher maravilha… morre Walter Alfaiate, terremoto no Chile, alerta de tsunami. E a superheroína vira pipoca do dia seguinte: murchinha, murchinha e salgada.

Mau humor enquanto a neve cai e você não vê

A sacola de compras você não vê na foto

Aí é desfazer a mala e encontrar pasta de dentes inundando o plástico com comprinhas de farmácia.

Sabe aquelas coisas que só acontecem na terra do consumo? Comprei um laptop para meu irmão, aí resolvi levar um teclado wireless da Apple (recomendo – embora eu possa estar sob influência do uso de um PC  por uma semana). Passaram-se dois dias e resolvi comprar o novo mouse da maçãzinha. Os dois são acionados via bluetooth – o que significa que as entradas de USB do seu micro ficam desocupadas. Bom, a conversa está ficando muito técnica e não combina com o blog… Ah! Levei um MacBook de encomenda. Comprei cremes para a vovó (100 dólares e ela, surdinha, entendeu mil dólares e me pediu para pagar parcelado, pode? E como se eu fosse cobrar), esmaltes para a Nilza que transforma unhas quebradiças em maravilhas cor de morango silvestre. Aí, na lojinha do MET, presentinhos para as meninas da revista, para a mama, para mim (um par de brincos art déco de tirar o fôlego de Louise Brooks), porta-cartões com magnólias de Louis Comfort Tiffany (feitas para um vitral em 1885), outro de Frank Lloyd Wright para dar de presente…magnolia

Por aí, uma farra: pomada da Tiger Balm, pílulas para dormir – ideais para dois dias sem dormir e esperando o avião decolar -, coisinhas de cabelo, etc, etc, etc. E um anelzinho básico escolhido literalmente a dedo no terceiro andar da joalheria mais famosa da 5 av. by Elsa Peretti+ uma pulseira – sabe aquela que eu tanto procurava para colocar badulaques que ganho por aí na vida cigana? Sei… Que exagero!

E, claro, já inebriada pelo tilintar do cartão de crédito, parei em frente a uma vitrine no Rockefeller Center. Uma oferta imperdível – entrei e não pensei uma vez. Comprei um Wii com pad para fazer yoga. Eu estava completamente drogada. Comprar videogame foi demais. 199 dólares… E ontem joguei Mario Bros. e ainda não ousei experimentar a yoga teleguiada. Onde eu estava com a cabeça?

O curioso é que desta vez não tive coragem de entrar na Barnes & Nobles – onde eu veria livros irresistíveis por preços inacreditáveis e aumentaria mais e mais os quilos da minha bagagem. Confesso que um dia, no frio da noite, com a mão aquecida por um chai latte parei na frente da livraria e fiquei babando. E me autocensurando – não compre, não compre, não compre…

Deu no que deu – não comprei livro e comprei uma lojinha de eletrônicos Made in China.

Ainda bem que estou de volta. E aguardo em preces pela correspondência da Visa e do Mastercard.