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Reveillon

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pivoines: florescem um mês por ano, custam 25 euros e executivo rico não leva

Ei, vocês, chatos que infernizaram minhas escolhas, que empataram minhas decisões e que hoje estão nos seus escritórios.
De um lado, uns arrancam cabelos para resolver as dívidas insolúveis.
De outro, uns não têm cabelos porque a grana sobrou e a família, os amigos, todo mundo se mandou.
Ou você é aquela que apenas encalhou e vive perdida numa série de reuniões.
Viajem muito.
Trabalhem duro.
Como se não houvesse amanhã.
Não há!

Para mim o ano começou hoje.
O ano? Acho que nasci ontem.
Papo de blog?
Papo de mais de 35.

Não dormi.
Passei a madrugada escrevendo.
O começo de uma história.

Não, não quero essa vida chata de corporação.
De gente pequena, gorda, careca, sem graça,
que não bebe de segunda à sexta, que se esconde atrás do cartão (de visita e de crédito).
Que arruma filho para segurar algo que já acabou.
Que acha que ser gente está relacionado a “onde” ou “ter”.

É tarde, é tarde, é tarde

Ei, você aí!
Topa tomar um drink de menina comigo hoje às 19h?
Ei, o que faz bem não engorda.
Só engorda quando é para trocar alho por bugalho.
E se você chegar atrasado amanhã, tudo bem.
Mate os colegas de inveja.
Chegue bem tarde e um pouco descabelado.
(Com cara de quem fez o que não devia, mas que valia)

Hoje saí por aí com uma amiga.
Esbarrei num ator da Globo.
Feliz e anônimo com dois filhinhos.
Fazia um sol do cão.
Depois de andar uma hora com a gringa para trocar dinheiro, ela cansou.
Encheu meu saco.
Tem casa há 20 anos em Paris e confundiu o Louvre com o Quai d’Orsay.
Entramos no metrô.
Esperei a porta abrir e…
Quando o trem já ia partir, pulei!
Deixei a moça falando sozinha e chupando pirulito dentro da estação.
Simplesmente e literalmente pulei fora.
Sai de mim, gente chata.
Gente que adora falar de si, dos seus problemas, de suas conquistas, de si, de si e só.
Eu só quero céu azul, sola gasta, poesia de manhã e de noite.
Dinheiro também, mas sem muito foco.
Quero gastar em flor de 25 Euros.
Em molho de Marseille.
Na Capadócia.

Ei, vem beber comigo hoje?
Acabei de completar minhas primeiras horas.
E não vou perder tempo.

Macunaíma prontíssima!