Posts com a Tag ‘Cocaína’

Se esta rua fosse minha

sábado, 30 de novembro de 2013

Eu mandava prender a polícia e bater no delegado.
No avião cheio de farinha,
pixaria algo do tipo: aqui jaz.

O negócio é andar descalço,
dever horrores na padaria.
Fazer pose de quem pode mesmo com sapato furado.

Aqui do alto da torre,
finjo que nada acontece lá embaixo.

O bom de ser anônima
é não ter medo da plebe.
E sair dando porrada para todo lado.

Inconsequente.

kamikaze

Detalhes da casa

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

branco e verde

As flores que eu queria vermelhas, brancas e verdes ficaram sem vermelho.
No meu aparador, pedaços da minha personalidade: Paulinho da Viola e Cristóvão Bastos na casa do flautista Copinha no bairro de Queimados no ano de 1974 – fotografados por Walter Firmo e com paspatou de chita (isso é a minha cara); a capa da revista Time com os americanos de classe média muito loucos de cocaína (1981 – essa é original, a do arquivo digital da Time teve o subtítulo alterado: http://tinyurl.com/ybx9ake), um quadro que herdei de Bianca, minha ex-amiga e filha do ilustre (?) Ruy Castro (a mãe dela é que é um estouro) e um casamento matuto – totalmente atemporal. Atenção: não quer dizer que eu ame samba, cocaína e Severino Borges. Por favor, não seja literal ao entrar neste blog.

Fim de semana esticadoe a quebra da rotina. Flores que compro pela internet porque a preguiiiiiiça é grande. Chegam menores, mais tímidas, mas têm carinha de feriado.

Quadros que já deveriam estar expostos, mas que esperaram alguns móveis e um novo lar – e mais de um ano para sair do plástico-bolha.

E uma certa paciência + força de vontade  para colocar na casa uma personalidade  (irônica). Nada muito certo, tudo muito arrumado. E uma(s) mensagem(ns) subliminar(es). Você vai captar – com certeza.

Semana que começa na terça tem correria e a casa vira meu receptáculo de calma. (Se eu deixar – coisa rara)

As flores mudam com o fim de semana – e deixam o sábado com jeito de dia novo, com astral diferente. As cores, os formatos, com ou sem cheiro, de várias espécies. Eu gosto.

E a chuva que tem caído sem trégua. Não sei, mas é uma coisa diferente. Antes, janeiro era mês do sol infernal. Agora virou da chuva. Chuva para limpar a poluição da cidade, para levar os barracos e as pessoas, para derrubar árvores. Muda tudo. São Paulo é camaleônica. E a gente enfrenta as mudanças com todas as armas. Quem sobrevive, está pronto para essa e outras guerras.

Boa semana.

DSC_0029

PS: em tempo: as fotos granuladas foram de propósito.