Posts com a Tag ‘comidas’

Ressaca

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Quando chove na metrópole, o mundo para.
Árvores desistem.
Faróis de carros parados criam uma atmosfera de filme noir.
Meia-luz e céu sem estrelas.

Eu? “Elucubrista”.
E o pau que a Yoani anda tomando?
Como se o governo da Ilha merecesse mesmo qualquer defesa.
Enquanto isso, a Venezuela reedita seus fantoches.
Se fossem checos, talvez tivessem graça.
No outro continente, heróis da perna de pau enjaulados.
Chinês que paga por cirurgia plástica em cachorro.
E moças que se autodenominam “rycas”.

Os dedos coçam para ler toda poesia de Leminski.
Fazendo as contas, tenho 6 anos para beber mais do que ele.
Por que poesia…
Tmbém posso começar a fazer judô.
Por que não?

No Rio, faz 40oC à noite.
Como filhos fiéis, todos de cervejas a postos e pés na areia.
Rio.
Pouquinho.

pelos caminhos que ando
um dia vai ser
só não sei quando
(p.l.)

Pelas ruas

segunda-feira, 4 de julho de 2011


Carregando mais peso, os passos lentos, o tempo é outro.
Três horas cruzando o país, dois gatos na cabine – nem um miado e uma curiosidade amansada.
“Casa” – um apartamento modernete, dois quartos, dois banheiros, muitos equipamentos eletrônicos, um calor viscoso, janela.
Foram sentir maresia.
Para começar a aclimatar, Olinda.
Comer polvo com leite de coco, ver árvores, sentir o Brasil onde ele é mais português.
De azeites, ladrilhos, cerâmicas, rendas, bacalhau. (um desconhecido francês disse detestar o peixe salgado. Bom mesmo é ter Sarkozy e Dominique Strauss-Kahn no cardápio).

No fim da tarde, enfrentar a multidão na feira de artesanato do Centro de Convenções.
Madeiras, panos, sementes, palhas, literatura de cordel, comidas com nome estranho e gosto familiar – mungunzá; bolo de macaxeira; se der, arrumadinho, e se não der, escondidinho.
Vim para uma semana.
Penso em transformar em duas.
Deixar São Paulo, reuniões, médicos, aulas para a terceira idade, pó de obra, empregada nova – deixar tudo o que é realidade para trás.
Café da “Mére”?
Tapioca com queijo coalho, mungunzá, chá de manga, maracujá e laranja e meio mamão para rebater.

Às vezes penso que só mesmo complicando primeiro é que desembaraçamos os desvios por completo.