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Traidora do movimento

sábado, 5 de março de 2011

O outro carnaval

Carlos Drummond de Andrade

Fantasia,
que é fantasia, por favor?
Roupa-estardalhaço, maquilagem-loucura?
Ou antes, e principalmente,
brinquedo sigiloso, tão íntimo,
tão do meu sangue e nervos e eu oculto em mim,
que ninguém percebe, e todos os dias
exibo na passarela sem espectadores?

De presente, o adereço que não batizei com confete

Eu ia correr atrás da banda…
Mas o friozinho bom, a chuvinha fina que vai e vem (bem).
A estrada afora.
A bagunça, a cerveja, a praia chuva, o Rio, o xixi na rua.
Ah…
Traí o movimento.
Vou curtir – excepcionalmente este ano – o carnaval numa São Paulo acolhedora.
A mala continua pronta para o caso de eu mudar de idéia.

Vejo você na quinta.

Confete eletrônico

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Gravity

Depois de muita briga com a Telefonica, essa companhia que é campeã de reclamações dos consumidores, consegui o telefone de volta.
Já a internet…
Os intelectuais da técnica de PC não conseguiram ligar meu AirPort.
Internet agora só com o cabo arcaico invadindo o meu Mac…
Mas, depois de quatro desligadas na cara, desisti.
Falta agora, além de resolver minha rede wifi, ter de novo TV a cabo.
Santa Incompetência eletrônica.

Enquanto a vizinhança ainda se liga num PC, o carnaval comeu solto na rua.
Eu venho de mau humor porque tive que dar uma volta de 20 quarteirões para chegar em casa e encontro aquele bêbado gaiato elogiando meu charme.
Penso comigo: o último que caiu nessa, gato, reclamou do meu “charme” depois de um tempo.
(Risos escondidos).
Olho para o bebum, bato a porta da garagem e subo batendo o pé.
Pego minha Alice carnavalesca e vou dar uma volta entre os foliões.
Hoje eu não estava para Paulinho da Viola ou Beth Carvalho atravessados e fora do tom.
O bêbado, agora dirigido – santa inconsequência – para para falar do charme.
Levanto minha saia, faço bundalelê de bermuda e saio bem gaiata.

Cada um com o carnaval que merece…
E dá-lhe confete paulistano.

Se essa rua, se essa rua…

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Alice não mora mais aqui

Eu mandava limpar a neve, mandava clarear a vista e obrigava todo mundo a dizer “eba, eba” todos os dias.
Mas, como ela não é, deixe a neve cair e o povo correr para cima e para baixo sem ter tempo de ver passarinhos que sabem se esconder do frio e cantar.

Estou empacotando as tais compras feitas pela internet. Se eu disser que tive que colocar tudo numa caixa, você acredita?
Pois para quê complicar? Vou pagar a taxa de excesso e tudo vai dar certo.
Mesmo que eu pareça uma feirante de domingo.

Complicar é uma doença moderna.
Queremos tudo o que é enrolado.
O amor impossível.
O trabalho difícil.
A aparência inexistente.
Morar lá quando se é feliz aqui.
Desistir antes de tentar.
Inovar antes de confirmar se o duvidoso é boa pedida.

Ah, ando numa fase de desencapar fios.
Esse foi um.
Eu insisto em querer economizar em algumas coisas que ficam muito mais bacanas quando pagamos o devido.
Lição aprendida.

Sobre o tempo: eu gosto de frio, mas -7,5oC é tão maluco quanto o calor e a chuva brasileiros.
Deixa eu voltar para casa cheia de badulaques e com a cabeça fervilhando de confete.

Ciao, NYC.

carne crua

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

melindrosa

Chego uma hora e meia antes no aeroporto.
Alice, comportada, lambe minha mão e chora baixinho dentro da caixinha que será levada aos trancos e barrancos para o porão do avião.
Depois de pagar um preço absurdo para levar a cachorra bacana, venho para a sala de embarque.
Desvio do Suplicy – acho que ele é pé frio.
Sentada ao meu lado, uma figura conhecidíssima debocha ao telefone:
“- Tanta Vuitton falsa. Tanta Vuitton falsa… Uma coisa esse aeroporto.”
Eu rio por dentro e concordo.
Quem?
Macaco Simão, o próprio.
Ele embarca no atrasado 4710 que partiria às 12h44 para Salvador.

Para quem ainda vai enfrentar um vôo – como eu -, boas notícias: tudo tranqüilo em Congonhas.
Parece que deixar as coisas para a última hora ainda tem suas vantagens…
Sem rabanada, sem peru com farofa e sem tumulto.

Sobre a figura aí de cima…
Fantasias de carnaval.
Essa, na verdade, é de um halloween frustrado.
Resolvi usar logo mais na ceia de natal.
Na mala, 1 kg de confete e uma Demoiselle tete de cuvee magnum para deixar a noite mais fervilhante.
Eu comprei em Reims para uma noite especial – é hoje mesmo.
Eu sou mesmo assim.

Desejo a todos os que curtem o Natal um dia muito lindo, com festa e alegria.
Se não nos falarmos até lá, fica aqui o meu abraço de feliz ano novo.
E prometa para mim que você fará alguma coisa fora da curva antes do apagar das luzes de 2010.

Boa sorte.
Boa noite.

Pré-carnaval

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

carmelitas
Para mim, carnaval é ir no sábado cedo (quando é possível, ir na sexta de tarde) no Saara (RJ) e rodar pelos camelôs para ver os hits do ano. Os óculos, as máscaras, as músicas que vão bombar.
Depois, passar na casa Turuna e comprar plumas, paetês. Já comprei tatuagem de estrass, coroa de princesa, penas, cílios postiços, meia arrastão, peruca black power…
E pacotes de confete de papel! Todo mundo adora. As crianças, os velhos, todo mundo. Afinal, é divertido e não incomoda como aqueles sprays chatos que te deixam molhado e manchado.
Aí, com a produção feita, tirar do armário minha velha saia de tule e caprichar na maquiagem.
Tem que ser à prova d´água.
Nos pés, uma bota velha, de salto, claro. Daquelas que enfrentam calçadas de pedra portuguesa e chão molhado de líquidos estranhos.
O cabelo, que começa lindo e liso, termina bagunçado num coque.
Sair nos blocos de rua.
É de graça, é non sense.
A gente vê quem não via.
Ri das fantasias.
Antes eu gostava de ir nas Carmelitas, mas ficou cheio demais, perdeu o estilo. E a polícia também mudou de lugar e a graça do bloco acabar o giro em frente à delegacia acabou…
Hoje dizem que os melhores saem de manhã.
Mas de manhã cedo é a hora mais bacana da praia.
Os velhos, as crianças, os bêbados.
O sol quentinho, sem ferver.
Adoro o Rio no carnaval.
Adoro carnaval.

Programação de amanhã no Rio

Alice pronta para o samba com colar de havaiana

Alice pronta para o samba com colar de havaiana


5h Embaixadores da Folia Av. Rio Branco com Rua São Bento, altura da Praça Mauá
9h Cordão da Bola Preta Cinelância, Teatro Municipal (Centro) – RECOMENDO
9h Céu na Terra Largo do Curvelo (Santa Teresa) – TALVEZ EU VÁ
11h Pega Pra Sambar Gomes Freire, esquina com Rua do Senado (lAPA)
12h Bloco da Viúva Rua Gomes Freire (Lapa)
12h Bloco dos Cachaças No Trailler em frente ao n. 3602 da Av. Sernambetiba
13h Beco do Rato Rua Joaquim Silva
14h Bloco dos Cachaças Barraca dos Cachaças (Rua Dias Cruz, 335)
14h Bloco do Caveira Final Marques de Olinda (Botafogo)
14h Turma do Gato Bar do Gato, Rua Djalma Dutra (Pilares)
14h Dois prá lá, dois prá cá Rua Álvaro Ramos 11 (Botafogo)
14h Aconteceu Bar do Gomes (Rua Áurea com Monte Alegre) FICA MUITO CHEIO – VÁ A PÉ
14h O Remédio é o Samba Av. Atlântica
15h Banda de Ipanema Praça Gal. Osório com R. Teixeira de Melo – SUPER GAY
15h Barbas R. Arnaldo Quintela com Assis Bueno (Botafogo)
16h Devassos da Cardeal Bar do Galo, Rua Cardeal Dom Sebastião Leme
16h Cordão do Prata Preta Rua Sacadura Cabral
16h Se Não Quer Me Dar…Me Empresta Rua do Lavradio, 90
16h Carioca da Gema Rua do Lavradio
17h Carioca da Gema Casa da Matriz, Rua Henrique Novaes (Botafogo)
17h Laranjada Samba Clube Praça do Chorinho, R. General Glicério
17h Empurra que Pega Praça Cazuza (Leblon)
19h Zumbi de Pilares Largo de Pilares (Pilares)