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A união dos polvos

quarta-feira, 25 de março de 2009

doctor-octopusMomento de burocracia

 

11h20 – Consulado do México

Entrevista para visto marcada pela internet

O táxi para na porta. O segurança (brasileiro) ameaça mandar multar o carro porque é proibido parar no local.

Mesmo sem haver fila, o segurança – num total abuso da falta de autoridade – me faz ficar parada na porta.

Depois de um tempo, outro segurança me bota para dentro.

Um deles me informa que não posso usar celular dentro do Consulado.

Pedem para eu abrir a bolsa. Será que o fofs sabe que uma bolsa-saco não abre? Eu nem me dou ao trabalho. Deixo para ele a bolsa. Ele não mexe e me devolve.

Numa conversa rápida com o rapaz que confere os documentos, ele me conta que a reclamação é geral. Que os caras são trogloditas mesmo. É patada para todo lado.

mexico-visa2Uma hora de espera e duas perguntas depois, visto autorizado.

Na saída, adivinha quem está atendendo o celular dentro do Consulado? O troglodita.

Gente, o cara veste um terno preto num calor de 29 Celsius e começa a tratar a brazucada a patadas.

Isso porque trabalha num consulado xicano que pede visto porque os americanos mandaram.

Que vergonha!

14H30 – Banco Real do Centro Empresarial das Nações Unidas.

Pego minha senha de atendimento e me junto a 4 caras que estavam esperando há 15 minutos pelo atendimento.

Os caras, todos contínuos de grandes empresas não se falam.

Mas eu começo a perguntar: vocês estão esperando desde quando? quem é o primeiro da fila? você vai demorar? veio fazer o quê?

Caramba!

Todos eles se conhecem, embora nunca tenham se falado. Sabem quem demora mais. Quem só faz saque polpudo. Quem paga muita conta… Quem segura a fila.

E a conversa gera uma revolução. Um deles dá uma prensa num funcionário do banco.

O funcionário dá uma prensa na única caixa – que deve medir 1,40 – e a fila começa a ser atendida.

Pago meu visto. No site, falavam em 300, 400 dólares. Paguei 90 reais.

Às 16h meu passaporte chega. O visto é igual ao dos Estados Unidos. Cópia fiel.

Só que a foto ficou horrível e vale por dez anos.

Tô livre da burocracia mexicana até 2019.

Então fui.