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Da série: achados microscópicos

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ver a chuva da janela.
Conta-gotas.
Soprar asas de tanajura.

Ouvir música.
Tudo o que se mistura e vira água.
Saber bicadas e subentender piados.

Falar com a bisavó.
Lembrar do gosto de pão com manteiga e café com leite.
Esquecer dos pesos e medidas.

Dia de Carlos Drummond.
Se você é mineiro, pode.
Se não, ouça – só.

Fugir como passarinho novo.
Sem saber direito como agir, asinhas.
E voltar com o peito ofegante.

Jogamos com muita raça e amor
travessuras na garoa.

Derretidos

Para Leon Cakoff.

Backstage

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Onde há fumaça?

E uma água quente me deu boa noite na quarta.
Foi uma ruptura alta – ou seja: estou vazando feito conta-gotas.
Dormi bem, comi queijo com doce de leite, salada de frutas, chocolate, tudo o que não se deve.
Eu sou assim.
Enquantos isso, meus acompanhantes tomavam bordeaux, comiam queijo italiano e jogavam o líquido vermelho sobre 2 computadores, a parede, o iPad.
Eu, da cama, só ria pensando – eles ficam nervosos e eu que tenho o peso de um mamute fora de forma.

Tive uma quinta tranquilinha – até dei uma garibada de duas horas no salão para não ficar espandongada como é praxe.
De noite, quase 24 horas depois de gotejar e ainda não parar (e já acostumada a usar fralda geriátrica), começou uma dorzinha chata no baixo-ventre.
E ela vem e ela volta.
20, 9, 11, 18, 15, 7, 17, 9, 15, 8, 12, 7, 5, 10 minutos de intervalo.
Abro um pacote de Bis.
Dou tchau para a visita.

Fico danada porque estouraram um pacote de pó de gelatina na minha gaveta de facas francesas.
Vejo a tal da gelatina paracendo groselha de raspadinha em dia de verão dos anos 50.
Não quero gelatina e nada que seja vermelho.
Não quero fralda.
Detesto esperar.

E já são meses assim – aprendendo a ter paciência.
E concordando com a Carla Bruni: quando é vou poder – mais uma vez – mamar minha garrafa magnum?
De-tes-to conta-gotas.