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Ascensão

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Saí assim

Saí assim...

Pois é… Escrevi com “ç”…
Isso é que acontece quando vc pensa numa língua e trabalha com outras duas. Você erra nas três! Risos e mais risos.
E não tem desculpa! Obrigada pela correção – porque escrever errado até dói.

O fato é que não consegui voltar. Foi uma corrida maluca. Cheguei 3 horas antes no JKF e a American cancelou o vôo. Consegui comprar passagem na Continental e corri muito – uma hora de neve e estrada congestionada para chegar em Newark.  Fiz check in!

Corri para um wine bar, pedi 3 (!) taças tipo degustação, uma cumbuca de macaroni & cheese (blergh) e fiquei lá, feliz, meio bêbada, pensando: falta pouco.

Um cara de Bermuda pegou muito no meu pé até a hora do embarque e me deu uma camiseta do país dele. Eu fugia e o moço puxava papo. Pediu meu creme, perguntou se eu fazia yoga, etc, etc, etc.
Na hora de entrar no avião, sumi!
Por volta de duas e meia da manhã, ainda dentro do avião, tivemos que descer com tudo.
Alguns foram procurar comida e nada – só o Mac Donalds é 24h. A cia aérea não ofereceu nem água.
Aí resolvi voltar para meu hotel. Os meus companheiros de viagem ficaram por lá – e tiveram a notícia do cancelamento às 7h da manhã. Coitados. Fiquei mesmo chateada por eles. Mas eu sabia que isso não iria acabar bem…

A volta foi típica: não havia táxis (óbvio) e um albanês fez o bonde na neve. Levou a mim e mais dois pela bagatela de 75 dólares cada! Bom demais (mas eu tinha 15 dólares no bolso e uma bola de neve daquelas com prédios da cidade que comprei para meu agente de viagem – que me “salvou” com a passagem da Continental). Depois de patinar no asfalto, um caixa eletrônico da ATM me salvou e saquei dinheiro para pagar meu novo amigo da Albânia.

Minha gente, o bom de ser pobre excêntrico é isso: você encara a maior roubada com uma certa elegância e ainda angaria sócios para o clube. Já temos um albanês no time! Motorista particular para as horas difíceis.

Agora, detalhe importante, a empresa aérea não devolveu nossas malas e o governo não devolveu o tíquete de entrada no país. Resultado: estou com a documentação ilegal, com a roupa do corpo, dois computadores, uma bolsinha de maquiagem e um pacote com 6 tipos de vitaminas. Ah! E escova de dente e pasta e fio dental.
Digamos que não fiz uma mala de mão muito inteligente.
Mas isso é parte do show do “pobre excêntrico”.

O meu ex-avião camuflado na neve
Culpa dele: “meu” ex-avião camuflado na neve

Vou ter que sair para comprar roupa de baixo + bota de neve + creme de rosto. Tudo o que um pobre excêntrico pode querer. Imagina o sucesso que minha bota de neve vai fazer no verão de 40 graus do Brasil. Imagina ter que patinar na neve para chegar na Saks, a loja mais próxima daqui. Turista bocó fratura nariz de meio centímetro no asfalto molhado – vai sair no blog do estudante de inglês. Risos e mais risos.

Olha, darei notícias da nevasca (a pior desde 1986). Ontem, por exemplo, um local morreu no Central Park. Tomou uma galhada na cabeça. E uma turma teve que ser resgatada nos trens – mais árvores caíram sobre os trilhos.
Eu, como excêntrica total, prometo visitar o local do crime com Louboutins para neve ou similares – porque UGG Boots não dá! Ugly! E vou tirar fotos do mico para postar. Agora, só o chá de menta em formato de pirâmide me salva.

Se eu pudesse, comprava um relaxante muscular e só acordava amanhã…