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A girafa yoísta

domingo, 22 de novembro de 2009

girafitaSair por aí na chuva… Só para mostrar o que está acontecendo do lado de cá.

Minha vizinha. Decidi tirar uma foto com ela. Na chuva, ninguém pára para olhar você tirando foto com uma girafa. (a não ser quem tira a foto)

Tentei assistir a uma produção cinematográfica local. Cancelaram e não avisaram… Tomei chuva e nada.

Fui conhecer a livraria Gandhi. Não sei quantas vezes passei em frente e nunca entrei. Bacana. 3 CDs de jazz de gente da terra.

Comprei caramelos da Lion d’Or. Devorei uma caixa (e paguei mico mais tarde…)

Chuva, chuva quente.

Tudo a ver com empanadas quentinhas.

Táxi, direto para a Recoleta.

2 empanadas Sanjuanino. El patrón (que pena) não estava. 1 Quilmes gelada. Eu queria clericó. Eles não fazem E quando vi fazerem a sangria com Crush de laranja… Aaaaarght! O excesso de brasileiros não me incomoda. Um ex-colega de Cuba entra. Fiquei escondida. Cabeça baixa. Não gosto de surpresas. Não quero falar de amenidades. O que você tem feito nos últimos 8 anos?

Um pedaço de tamales. Prefiro empanada de humitas.

De lá, caminhada até o shopping mais próximo. E, claro, não passavam um filme que me interessasse.

Táxi de novo. De volta para a Corrientes.

16H40 – Cine Premier. Um pulgueiro decadente. Uma tela pequena no terceiro andar. Um calor de matar baratas.

“Los Abrazos Rotos” de Almodóvar.

Pimenta com chimichurri

Pimenta com chimichurri

Deu um caldo. Saí inspirada. O gay, filho de pai rico e dominador. O diretor cego.

Eu gosto de Truffaut. Gosto muito de Costa-Gravas. Fellini. De Sica. Tomás Gutiérrez Alea. Woody Allen me surpreende de tempos em tempos – mas, vendo o conjunto da obra, ele é repetitivo demais e perdeu aquela graça boba. Não critica judeus, tem um quê que falta. O fato é que, desde que tropecei no espanhol em Nova York, e ouvi seu discurso de viva-voz, Costa-Gravas ganhou um rival. PEDRO ALMODÓVAR.

Inteligente, louco, desassossegado, radical, violento. Pronto. Outra alma gêmea. Sem papas-na-língua. E sem modéstia. Se eu tivesse a cara de Almodóvar, talvez desse “certo” na vida. E o que ele diz sobre blogs?

EGOTRÍPTICO

Estamos en plena efervescencia de la literatura del Yo (Por supuesto estoy a favor, también estoy a favor de los libros inclasificables y de la demanda del Juez Garzón de hacer listas de todos los “vencidos” en la guerra, y de abrir todas las cunetas y paredones que haya que abrir para que sus familias puedan enterrarles como es debido).

No tengo más alternativa que la de estar a favor de la literatura del yo, no hay nada más “yoista” que la escritura de un blog. También es cierto que al ser esa su naturaleza, nadie te puede tachar de egotríptico.

http://www.pedroalmodovar.es/PAB_ES_09_T.asp

E entrei numa livraria dos sonhos. ZIVALS. Fica na av. Callao 395, esquina com Corrientes. Pirei completamente. Depois de horas e horas de puro deleite, levei a poesia completa de Arthut Rimbaud – edição bilíngue (tá certo, não resisti). Levei também Diários de Andy Warhol, edição de Pat Hackett. E um dicionários de gestual argentino. E outras bobagens. Deixei Verlaine me esperando para uma próxima.
E fui para o tal restaurante de comida molecular (que eles chamam de “techno-emocional”).
Drinque de entrada, comidas malucas (mas bem servidas), vinho… E claro – somados à caixa de Lion d’Or + empanadas… Deixei o tango para hoje… E dormi com a barriga estufada por conta do material abaixo… Aiiiiiii!

O Plágio…

terça-feira, 19 de maio de 2009

photo-170

Finalmente a onda que eu esperava começou!

Apple this summer is recruiting about 450 “At Home” technical support staff in at least six cities across the U.S., according to a document seen by Cultofmac.com.
Instead of locating these workers in a centralized call center, they will work out of their own homes.
“As a company who’s motto is ‘think different,’ our ‘work different’ philosophy offers you the opportunity to work independently in your home office,” the job ads said. “You will receive all the wonderful benefits of working for an amazing company without ever leaving your home.”

http://tinyurl.com/p23k3j

 Acho o máximo. Trabalhar em casa. Defendo super.

Principalmente se o cidadão é da minha área – jornalismo, marketing. É muito mais produtivo. É muito melhor. Para quê vir para o escritório todos os dias? Vamos fazer nossas reuniões essenciais e tocar o barco.

É assim que eu fecho revista e, embora ainda haja um nariz ou outro torcido por aí (até dentro da editora), funciona.

Falando de filmes, o novo do Ken Loach, Looking for Eric deve ser incrível. Ken Loach sempre surpreende com seus filmes bem amarrados, suas preocupações com questões sociais… Eu simplesmente amo Costa Gravas. E acho que Loach é da mesma escola…

Já o Anticristo de Lars Von Trier… Sinceramente!  Dos caras do movimento Dogma, ele foi sempre o diretor que menos me encantou. Mas… Não sirvo como referência de crítica. Não mesmo. Ainda mais se a crítica é do cult. Risos.

E leiam isso (no Blue Bus saiu uma nota em português):

Dowd wrote: “More and more the timeline is raising the question of why, if the torture was to prevent terrorist attacks, it seemed to happen mainly during the period when the Bush crowd was looking for what was essentially political information to justify the invasion of Iraq.”

Marshall wrote: “More and more the timeline is raising the question of why, if the torture was to prevent terrorist attacks, it seemed to happen mainly during the period when we were looking for what was essentially political information to justify the invasion of Iraq. “

 Alguma diferença? Trocando o “we were” para “the Bush crowd was”, nenhuma diferença… A crítica do New York Times simplesmente copiou o texto de um blogueiro e jura que foi mera coincidência, que ela nem leu o blog. E pior, a culpa é de um amigo dela!

“I didn’t read his blog last week, and didn’t have any idea he had made that point until you informed me just now. I was talking to a friend of mine Friday about what I was writing who suggested I make this point, expressing it in a cogent — and I assumed spontaneous — way and I wanted to weave the idea into my column. But, clearly, my friend must have read josh Marshall without mentioning that to me.
We’re fixing it on the web, to give Josh credit, and will include a note, as well as a formal correction tomorrow.”

 Maureen Dowd, minha filha, assume que você copiou o blog do moço. Ou então fica calada. Porque mentir assim é feio demais…

 E falando em confusões via blog, matéria da Gazetaonline dá uma dica aos candidatos a emprego: “Dizer em páginas de relacionamento que odeia o chefe ou odeia trabalhar na segunda-feira, pode colocar tudo o perder. “

Gente, hello! Todo mundo odeia chefe e odeia segunda-feira! Ou quase todo mundo. Eu nunca li num blog alguém escrevendo que AMA o chefe que que mal vê a hora de chegar a segunda-feira. Recrutadores, hello! Procurem pessoas de verdade. E “odiar” o chefe pode ser pesado. Mas querer ser o chefe pode ser positivo… Vou usar uma frase do diretor-geral do Google Brasil, Alex Dias, 37 anos, que foi publicada numa entrevista hoje: “A transparência é que faz a diferença. É falar para o usuário, deixar claro para que ele não se sinta traído.”

Hello!

Ai, tanta coisa para falar… Hoje estou super com a macaca. Mas esse post já deu.

Como última, antecipo novidades da próxima revista. Tudo caminhando para nosso próximo editorial ser feito em Paris. Que delícia.

Mas eu não vou… Tenho meu segundo emprego para tocar.  :-(