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Aos covardes

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Querido, todos vamos passar desta.
Uns com menos, outros com mais.
Poucos com a cabeça erguida.

Da moça que não quis fazer exame de corpo de delito ao comandante que bateu o navio em uma noite escura e fria, não trabalhou nos resgates e fugiu.
Vamos todos passar.

Ser você é mesmo, lindo, louro e ainda quer ter opinião…
Só se for em filme mudo gravado no leste europeu pouco antes da Segunda Guerra.
Enfrentar fila porque é o certo.
Devolver a carteira perdida.
Ajudar uma velhinha a atravessar a rua.
Pagar todos os impostos – mesmo que eles sejam desviados de seu destino.
Ser uma pessoa boa.

Eu sou uma menina má.
Mas é em outro sentido.

Eu também vou passar.

Pé na porta

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Eu não fujo de nada.
E tendo a ver de cima para baixo todos aqueles que se escondem.
Os omissos, os covardes, os tristes, os baixo-astral.
A vida, nego, é curta.
Seja 16, 30 ou 80 anos que lhe caibam – é curta e passa rápido.
Daí para que ter medo?
Não, não sou panfletária nem adepta de gritos e de escândalos.
Só acho que ficar calado pode ser perda deste precioso tempo.
Portanto, coloco meu pé na porta e entro. Falo.
Seja um adeus ao emprego com sobrenome, seja um tempo na nossa bela história para ver o que acontece do outro lado do mundo, seja uma opinião que não é compartilhada pelos demais.
Com delicadeza, sem perder a firmeza, com educação, sem deixar para trás o recado a ser dado.
Eu falo.
Eu chuto.
Eu piso.

Eu já entrei em 2012.

A fé tem a ver com coisas que não são vistas e a esperança nas coisas que não estão à mão.
São Tomás de Aquino

A notícia do ano não…

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

fez o mundo parar e talvez você nem tenha lido.
Sim, cientistas descobriram um jeito de apagar a memória.
Na sociedade do espetáculo, agora podemos escolher não lidar com traumas, problemas, histórias que não deram tão certo.

Use ZIP e “ZAP”, você não vai se lembrar de mais nada.

É impossível deixar de pensar que estamos nos tornando uma sociedade acovardada e inerte.
No lugar de agir, virar o jogo, sentamos em frente ao micro e tomamos nossas pílulas.
Em alguns segundos, tudo passa e você nem sabe mais o que estava fazendo.
E, claro, você também seguirá em frente, sem referências, sem aprendizado e, provavelmente, vai repetir o “erro” que pagou esquecer.

E tudo certo: você tem uma caixa de pílulas. É só tomar mais uma.

E que tal aplicar o golpe em alguém?
Colocar a pílula no copo do chefe, do colega que foi promovido em seu lugar, daquela mala que te persegue?
E o gerente do banco? Forte candidato?

E eu, aqui, fico com medo até de sair de casa.

Afinal, estou proibida de tomar remédios.
Como vou sobreviver?

Meu mundo que você não vê

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tempestade

Quando o pobre suicida chega às vias de fato.
A turba, em coro:
– Covarde.

Quando a famosa atriz afirma em importante entrevista:
– Matei, dei, traí, roubei.
Nos salões, madames desdenham:
– Atriz.

Quando a vida pesa e você não tem saída.
Pelos corredores, sussurros:
– Fracassado.

Quando a fé é cega e o passado, dourado.
Um flit paralisante qualquer
Te aprisiona ao ontem e te impede de ver o hoje.

Quando a carne é fraca e o andor, de barro.
Deus chega ao sexto dia.

Ao contemplar a criatura, profetiza:

– Coragem.

Meu mundo que você não vê
existe mesmo assim.

Era de aquário, tiróide lenta e assuntos recorrentes

sábado, 14 de fevereiro de 2009

photo-120

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I´ve got you under my skin

Em sábados cinza e frios, tenho saudades das décadas que não vivi.
Uns sons meio jazzy, uma coisa mais devagar, esfumaçada.
Por isso escolhi Frank Sinatra como tema do post de hoje.

Não sei se é neura, se é cansaço, se é falta de rumo, mas ando com um sono…
Na quinta dormi de 16h às 21h30. Tirei a tarde livre porque tive que fazer exames e pedi para trabalhar em casa.
Resumo honesto: não trabalhei nada e dormi profundamente.
Ontem dormi de 19h até 21h30. Sono pesado.
Pode ser o clima, pode ser o tempo frio, mas não é normal.

Falando de cães, Alice está revoltada contra o sistema.
Escolheu um canto na sala para chamar de banheiro.
Agora, com um ano e quatro meses, já adulta, tem que ficar presa no quarto de empregada para dormir.
É a única maneira dela usar o jornalzinho corretamente.
Imagino que ela quer dizer algo com isso…
Mas só entendo au-au.
E adoraria aplicar essa técnica.
Pode ser assim: chego no trabalho, e paro o carro na vaga da presidência.
Ou sento na mesa da recepção para trabalhar.
Ou ocupo toda a área do café com as minhas coisas…
Será que cola?

E a tal Era de Aquário? Será que o mundo muda hoje?
Sei que fecharam a rua aqui do lado para fazer um desfile de pré-carnaval.
Vai ser o inferno na torre… Ou é um sinal?
Melhor me jogar no meio da paulistada que acha que samba… (?)
E, pelo menos, acaba o terrível horário de verão.
Mais uma hora para esse meu sono atávico.
Na Era de Aquário, eu gostaria que houvesse menos caos.
Não quero um mundo 2+2, pura matemática e organização.
Mas quero um mundo mais preto no branco.
Porque o caos é terreno fértil para os incompetentes, que se escondem nas baias dos grandes escritórios.
É terreno fértil para quem não faz nada não levantar suspeitas.
O caos não nos leva a lugar nenhum.
Ele confunde…
Eu queria um pouco mais de clareza.

E me pergunto: onde andam os corajosos?
Onde andam os que não têm medo?
Porque olho em volta e não vejo muita gente assim.
Vejo gente que não enfrenta os problemas.
Vejo gente que se deixa abater.
Vejo gente que topa levar nas costas para não ter que brigar.
Vejo muita gente covarde e pouca gente que diz o que pensa.
Hoje é todo mundo politicamente correto.
Todo mundo pisa em ovos para não arrumar confusão.

Quero mais Cássia Eller, mais Francis, mais Mickey Rourke, mais Sean Penn, mais porrada.
Menos mel.

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My way

Um dia cinza

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

cadeira-vaziaQue beleza é o mundo da internet.

Cheguei para trabalhar e descobri que vou ter que mudar de mesa.

Aqui é assim: falta mesa. Em época de crise, em que falta emprego, chega a ser interessante o paradoxo.

Mas, além de internet, somos uma corporação. Certo?

Então vocês já podem imaginar a luta de poder, os usos de certos privilégios e outras cositas más (nos dois sentidos), para que a mudança seja feita. Quem está bem com o chefe, quem não está, a importância de se mudar um departamento de lugar, e por aí vai…

Eu, de meu lado, estou indo com a maré. Não sou “boss” de ninguém. E confesso: vou ficar com saudades da turma do meu lado, que é fofa. Gente fina, gente elegante.

E, como o destino sempre apronta das suas, vou para o meu antigo “lado”, o marketing. E seja o que o diabo mandar!

Mudando de assunto, que tempo louco (chove o mundo e faz calor), que época louca (crise, Obama, bancos fechando, bônus sob júdice, construtoras quebrando), etc, etc, etc. Será o fim dos tempos? Será o ano do macaco? Será o benedito?

Ontem recebi um email, dizendo que no dia 14 de fevereiro, sábado que vem, vamos entrar na Era de Aquário. Quem tem a minha idade viu o filme Hair escondido. Risos. Melhor reformular a frase: quem tem a minha idade, é mineiro de família tradicional, viu o filme Hair escondido. Eu vi e achei o máximo. Queria ser hippie, estar na luta contra a guerra do Vietnã, estar na viagem de Thimoty Leary. Mas, puxando a cordinha, vamos entrar na Era de Aquário e isso é algo importante para os astrólogos. O que é interessante nessa época é  que é esperada  uma mudança poderosa que atingirá todo o mundo.

Pois bem, a música do Hair numa tradução livre promete mil coisas…

Quando a lua estiver na sétima casa
E Júpiter alinhar-se com o Marte
Então a paz guiará os planetas
E o amor dirigirá as estrelas

Este é começo da época de Aquario

Harmonia e compreensão
Simpatia e confiança existirão
Não mais falsos ou ridículos
Sonhos vivos brilhando as visões
Revelação de cristais místicos
E a liberação da verdadeira mente
Aquário!

Acho que minha grande mudança vai ser participar do Programa do Raul Gil… E pegar meu banquinho e ir embora de mansinho. Rárárárárá!