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Ode ao calor que derrete asfalto

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Frescurete de mocinhas

Dia de sol.
Acordo cedo, vejo a Vila com seus tipos bizarros, divertidos, muitos cachorros e terra vermelha.
Não, não me falta mar.

Museus, deck sem piscina.
Água de bica estilizada.
Pó de asfalto.
Pele é diamante negro.
Horizonte cor de laranja.

Pausa no frege do trabalho.
Cidade dura em festa.
Cortesia ensinada.
Adestramento do encanto.

Pausa para um clericot.
Nasceu na Índia faz mais de cem anos.
Ingleses no Punjab, mortos (como eu) de calor, gelaram vinho claret (Bordeaux para britânicos) e misturaram a ele pedaços de abacaxi.
Claret up!
A idéia rodou o mundo, ganhou branco ou espumante no lugar do tinto e acabou-se em total clericot.

 

Clericot  tropical para uma São Paulo em chamas

1 garrafa de champagne
50 ml de grenadine
12 morangos cortados ao meio
2 maçãs picadas
¼ de abacaxi em cubinhos
½ manga ou laranja picada
8 linchias

Misture tudo, acrescente gelo.

Beba logo, aproveite o resto do dia.

Segundos, minutos, horas

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Como dez dias passam rápido.
Muitas vezes, demoram.
Eu fico pensando em Som e Fúria e o relógio sem ponteiros.
Quem é o carrasco?
O tempo ou o relógio?

Hoje acordei muito cedo.
Não entrei no mar.
As caravelas vieram até a areia e preferi um banho de chuveiro.
(virei uva-passa na piscina)
Dormi, acordei de sopetão.
Subi na cadeira.
Olhei para o céu.
Corri.
Cheguei um minuto antes da chuva cair.
Deu tempo de salvar as roupas que estavam secando ao sol.

Sou assim.
Previdente, organizada.
Vento…
Voou como meu tempo aqui.

Agora é barco, estrada, avião.
E uma vontade doida de colocar rédeas na vida.
Ano bom.