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Palavras

sábado, 8 de agosto de 2015

Eu sou como eu sou porque eu vim de onde eu vim.

Ya esta en el aire

Do minério que gruda na pele e não sai.
Da crueza ferina.
Das feridas praticamente incuráveis porque a faca tem veneno.
Para esta raiz não volto mais, para este caule de flor de lótus solto na água.
Que se desfaz em fibras grossas e gosma sem cheiro.

Faz parte do desenvolvimento entender os porquês.
Faz parte se perdoar também.
E é sempre tempo de olhar para frente.

Meus olhos são verdes e castanhos.
Eles sempre enxergam mais do que deveriam.

Figos e chocolate

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sim, minhas dores lombares melhoraram e o investimento foi alto.
Medicina ayurvédica, eutonia e acupuntura.
Tudo ao mesmo tempo agora como um dia de fim de inverno em São Paulo.
Ayurveda e seus óleos quentes e poções mágicas canforadas.
Eutonia, uma novidade (para mim) que é suave e delicada. Uma forma de respeito pelo corpo (e uma alerta ao que você faz com ele).
Acupuntura – reconhecidamente eficaz pela ciência ocidental (pela oriental nunca precisou de reconhecimento) e que ainda briga por um lugar ao sol.

Aos poucos, fui limpando minha área.
Parei com a yoga, com a hidroginástica, com a minha correria maluca, com o meu refazer o que os outros deixam mal feito para trás.
Parei com meu excesso de informação.
Investi no que é necessário.

E, hoje, a dor sumiu.
Como é bom não sentir nada além da sua respiração.

(Sobre figos e chocolates?
Ah…
Comi um cinelândia para comemorar…)

Minha primeira vez

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Amore

Você, amigo leitor, também experimenta a delícia do sobrepeso?
E a dor lancinante na lombar que acompanha esse momento mágico, pleno e com tudo que a propaganda oferece aos ingênuos?
Pois comigo aconteceu.
Na sexta-feira foi um pequeno incômodo.
Engraçadinho até – dá um certo charme no seu andar de pato.

Ela veio chegando, chegando, passando de um lado para outro…
A cabeça dura mandou a dor pastar e carregou coisas, foi para o trabalho, praticou exercícios fisicos, lavou roupa…
Ainda lutando, começou a fazer compressas de água quente.
Resultado: ontem de noite, cada levantada de cama era acompanhada de um ganido.
E foram vários ganidos – minha Alice canina não ousaria tanto.

Hoje cedo, fui me arrastando (de taxi) para a acupunturista.
A cena é mais ou menos assim: um pato gordo andando muito devagar com a cabeça para frente – praticamente um ganso com torcicolo.
E dá-lhe escada para chegar à portaria do Centro de Acupuntura.

E o ganso dolorido virou foca. Ãin, ãin, ãin. Sardinha, please!

Sim, recorri à medicina que teve a primeira publicação em VIII a.C.
A história de que a energia flui através do corpo, e de seus órgãos, em dois sistemas (um anterior, outro posterior) de linhas longitudinais (no sentido da altura do corpo) chamadas meridianos, e que é o equilíbrio no fluxo pelos dois sistemas que garante uma condição saudável e o bem-estar.
A introdução das agulhas (que pode ser associada a outras técnicas, como pressão digital, aquecimento, microimpulsos elétricos etc.) estimula, ou ‘ libera’ esse fluxo, o que pode aliviar dores, corrigir certas disfunções…

Pois ainda sinto dor.
Menos intensa.
E não posso tomar medicamentos.

Pato de borracha sem estabilidade na banheira.

Fui furada com carinho.
Ganhei também um vidrinho de floral.
E o papo foi ótimo.

Há dores e dores.

Os nossos medos

terça-feira, 26 de abril de 2011

sobre os que têm coragem

O mundo anda dizendo que não está nem aí, mas, como dizia meu amigo Ely, “aqui em casa, só se fala em outra coisa”… Risos.
O filho de Diana vai casar.
A boda movimentou a economia inglesa.
Os americanos, dizem, não estão nem aí.
Um integrante da guarda britânica chamou a noiva de “vaca” numa rede social e está sendo investigado.
As festas e os convidados vips.
A sucessão real. Será que o Principe Charles escapa desse mico trabalhoso e passa a bola para o filho?

Sinceramente?
Minhas leituras sobre o tema ficam na periferia dos diários e não ligarei minha telinha para ver o enlace real.

O que me interessa mesmo é a celebração do amor monogâmico.
Ainda acho “modernos” e um tanto infantis aqueles que são inconstantes no amor.

Amor é um bicho trabalhoso.
Depois do fogo inicial, gera dúvidas, diferenças, desinteresses, interesses novos, embates (velhos e novos), insegurança, comodismo – tantas sensações.
O chamado amor livre sempre me pareceu um pouco covarde.
Fica na superfície, fica apenas no físico.
Você vivencia, prova um pedacinho e parte para outro.
Cruel e bobo – quer algo mais sem saber o que tinha em mãos.

Óbvio que a devoção, a constância, a fidelidade não são exercícios marciais.
Surge algo bom dentro da gente e, apesar dos dias de chuva, insistimos em ficar.
Não é como uma casa – pois podemos mudar a decoração, a disposição dos quartos, tudo.
Não é como um automóvel – pois não é leva e traz.
Ele traz muito, cobra muito, dá mais do que recebe. Muitas vezes, não recebe.

O amor é imaterial.
O amor novo é cego, atirado, corajoso. Inconseqüente e pleno.
O amor maduro é prudente, discreto, um pouco amuado. Acomodado.
O amor vivido… Não sei dizer, mas penso que começa com dor de dente.
Dor de descobrir que não somos um.
E que precisaremos reconstruir, rever, repensar, reinventar.
Dor de saber que, sim, temos medo da solidão, somos covardes para recomeçar.
Clarividência para saber que, se desistirmos, voltar para a estaca zero é cair no abismo.

Maduro ou vivido…
É sempre o melhor de todos.