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A notícia do ano não…

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

fez o mundo parar e talvez você nem tenha lido.
Sim, cientistas descobriram um jeito de apagar a memória.
Na sociedade do espetáculo, agora podemos escolher não lidar com traumas, problemas, histórias que não deram tão certo.

Use ZIP e “ZAP”, você não vai se lembrar de mais nada.

É impossível deixar de pensar que estamos nos tornando uma sociedade acovardada e inerte.
No lugar de agir, virar o jogo, sentamos em frente ao micro e tomamos nossas pílulas.
Em alguns segundos, tudo passa e você nem sabe mais o que estava fazendo.
E, claro, você também seguirá em frente, sem referências, sem aprendizado e, provavelmente, vai repetir o “erro” que pagou esquecer.

E tudo certo: você tem uma caixa de pílulas. É só tomar mais uma.

E que tal aplicar o golpe em alguém?
Colocar a pílula no copo do chefe, do colega que foi promovido em seu lugar, daquela mala que te persegue?
E o gerente do banco? Forte candidato?

E eu, aqui, fico com medo até de sair de casa.

Afinal, estou proibida de tomar remédios.
Como vou sobreviver?

Impurezas

domingo, 17 de abril de 2011

Texto muito bom o do Ferreira Gullar hoje, na Folha.
Como sempre, o que é bom, é pago: só para assinantes.
Se você é, leia: Tragédia em Realengo.

Por aqui, minha vidinha suja de sempre.
Ontem comprei o ingresso e não fui ao teatro.
Antes, encontro com amigos mineiros que há muito não via.
Tanto não via que um casal não se lembrava mais da minha pessoa – que engraçado e constrangedor.
É que eu mudei e vou continuar mudando, eles, talvez, não.

Neste encontro, fiz das minhas, levei uma amiga de outras praias.
Sempre faço isso – misturo tudo.
Pobres moças impuras que empilham os pecados na prateleira da banheira.

Um velho conhecido dos tempos de outplacement aparece afoito.
Email, telefone, mensagem até no Linkedin.
O que ele quer não vou dar porque não quero.
Mas meu instinto de sobrevivência profissional e uma mineirice irritante – que acolhe a todos – fazem com que eu não ignore o chamado.

Por falar em mineirice, recebo notícias daquele moço rico e perdido que foi preso por supostamente matar a namorada grávida.
Novela das sete?
O moço foi casado com uma ex-amiga, bêbada, feia, complexada e que eu abandonei porque não gosto de gente que usa drogas.
Fiquei pensando – cheia de maldade – seria o moço rico perdido pior do que a moça rica complexada?
Sei lá – esse não é meu universo.

Meu universo é dos problemas do cotidiano, não dos épicos com um ego descomunal – drogas, dinheiro, carreira.
Meu universo é do motoqueiro que bateu no meu carro, do gatinho resgatado de uma vala na favela de Paraisópolis que, depois de dois meses de tratamentos contra um protozoário violento, veio parar em casa com 36 pulgas.
Eu fiz tudo errado: coloquei o veneno na nuca, tranquei num quarto cheio de conforto, fui ver os amigos no restaurante argentino e, ao voltar, cancelei o teatro e dei banho no gato. Era para ser ao contrário: dar banho no gato, trancar os amigos num quarto e aplicar veneno de pulga em todo mundo no teatro.
Precisei de pinça para arrancar as pulgas que se agarravam ao felino como muita gente ao passado.
Ele gritava, esperneava e eu esfregava e pinicava.
No golpe final, o secador.
Ele se acomodou, vencido, entre minhas pernas.
E eu ia aquecendo o pequeno e encontrando novas pulgas perdidas.
Hoje de manhã, duas mortas e envenenadas jaziam na almofada onde ele dormiu.
Aparentemente a colônia foi exterminada.

A vida curta das pulgas de favela.
O momento errado de adotar um gato paulista.
A mesquinhez humana ao saber da tragédia dos outros.

Um sábado quente e tão intenso.

Hoje é domingo. Dia de ler todos os jornais, rolar na cama gigante com um gato velho.
Comer Waffle belga às 10h.
Sonhar com Ferreira Gullar e seu saudoso Gatinho.

 

Andanças

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

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Dias de andanças e muita conversa.

Na academia, dá-lhe Tenys Pé Baruel em spray. Eu queria sugerir para a japonesa que todo dia enche nosso ar com esse troço – e me faz espirrar para caramba – que ela usasse Baygon. Se é para detonar, faça bem feito.

A anoréxica cada dia está mais magra. É engraçado: a pessoa fica tão magra, tão magra, que o que resta de pele cai igual pelanca. Não é uma fina ironia? Pelanca em esquálidos… Chato é ver a moça se acabando e não ter coragem de falar com ela, com o médico, com alguém, pô!

A casa segue em transformação – para melhor.

 Na Folha de S.Paulo hoje, uma testemunha confirma o dito popular de que mentira tem perna curtinha. A candidatíssima a presidente que se explique…

“Funcionária de carreira da Receita, Iraneth confirmou que Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil, foi ao gabinete de Lina no final do ano passado. “Ela entrou pela porta do corredor, não passou pelas secretárias. Não foi uma coisa que constava da agenda.”
Segundo Iraneth, Lina falou com ela sobre o convite do Planalto logo após a visita de Erenice e disse “que teria um encontro reservado no Planalto”.
Até o fechamento desta edição, a Casa Civil não comentou a participação de Erenice no episódio. Anteontem, o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, disse: “A Erenice me garantiu que jamais foi ter essa conversa com Lina”.
Iraneth trabalha na direção da Receita desde setembro. Continua na gestão do secretário interino Otacílio Cartaxo.”

Folha de S.Paulo

Na vida, ebulições. Mil coisas na cabeça.

Eu acho que voltei para os 4 anos de idade. Sua mãe te dá uma maçã e você pergunta: por que?

Você vê um cachorro abanando o rabo e fala: por que?
Chove no fim da tarde. Por que?

Sou extremamente alérgica a cigarro, mas sou contra a lei antifumo que é a grande novidade em São Paulo.
Se o Estado libera a venda de cigarros, por que?
Aliás, Estado mínimo. Não quero ninguém e nenhuma lei me mandando fazer isto ou aquilo.
Faça a sua parte direito e não me venha com atos secretos.
Se o cidadão quer fumar, que fume até morrer. Se o restaurante deixa o povo empestear o ambiente, mude de restaurante.
Se o povo faz xixi na rua, não me venha com lei e multa. Instale banheiros públicos, ora.

Eu pago meus impostos para não me encherem a paciência.
E liberem logo as drogas.
Desde que o homem é homem, ele se entorpece.
É aquela história: os maiores consumidores de cocaína e heroína são americanos e europeus. Os maiores produtores? América Latina, Ásia…
Quem tem autoridades corrompidas? Quem tem meninos de 10 anos armados? Quem tem favelas?
Libera geral: maconha vendida em maço.
Cocaína pronta para uso.
E não me importunem.
Eutanásia e aborto para todos.
Pegue a senha e aguarde sua vez.

Ser classe média enche o saco.