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Casa grande, senzala, favela e trilho

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

own...

 

Meu universo parou na favela queimada.
Moradores não foram para o abrigo com medo que outros favelados invadissem seus ínfimos metros quadrados incendiados.
E o hit entre as babás de madame é pingar sonífero nas mamadeiras.
A empregada foi demitida só por que pediu vale refeição – não gostava da comida fresca da madame.
E tudo acaba em novela, um tal de empreguete com patroete que não entendo (nada) bem.
Brasil, sil, sil.
O ex não fala português, e diz coisas loucas, disparatadas.
E é o cara!
Em São Paulo, vence quem tira a uvinha da Mortágua em pleno carnaval.
No Rio, nem tropa de Elite tira o bandido do trono.
Está lá a moça morta por tiro de fuzil dentro do posto de saúde.
Zil, zil, zil.

Porque eu só quero ser feliz, andar tranquilamente…

…Quero ser feliz
Nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar.

E a saudade no meu peito ainda mora (…)

quando pego meu cavalo e encilho
Sou pior que limpa trilho e corro na frente do trem.

Resposta

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Aos trancos, a vida que se mistura a poeira.
O telefone que não para, o trabalho que gruda, as mil tarefas, o MBA para “pessoas” bonitas e inteligentes, o dia, a lua, o frio.
E a acentuação do teclado que insiste em não obedecer. Equipamentos eletrônicos.
A barriga que resolveu ficar enorme de ontem para hoje.
Eu rio desse negócio de dizerem que muda a vida, tem plenitude e lalalá.
A graça em saber do ministro que falou tudo o que pensava (eu o detestava e, agora, nutro um certo respeito rebelde…)
E os risos dos que se preocupam demais com o outro.

Hoje, arrumando documentos, mexi na pasta de memórias do meu pai.
Fotos, documentos, pedaços de jornal.
E, curioso, percebi que ele nunca me escreveu.
Um bilhete, uma carta, um recado.
Com ele, tudo falado.
E nada para a posteridade.

E eu aqui com minhas mãos ressecadas de removedor.
Pensando nessa vontade de escrever a esmo.
E nessa coisa maluca que é conhecer gente sem vê-las.
E nos porquês de quem não acredita nas letras.

Mundo vasto mundo.
Nem Drummond te entenderia.