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Preto no branco no preto no branco

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Elza Maria dá uma piscadinha para os fãs

Não sei quanto a vocês, mas o assunto aqui é Copa do Mundo – de manhã, de tarde, a hora que for.

Minha professora de francês não entende o que acontece. Segundo ela, na França ninguém para por conta de uma Copa.
Bom, a França não pára, mas o time deles está parado… Então talvez não seja esse o melhor exemplo.

Hoje, o tema na padoca, na rua, no YouTube, no almoço, na portaria foi a grosseria de Dunga (que, segundo dizem, errou de nome de anão, pois deveria ser “Zangado”). O alvo? O jornalista bonzinho, Alex Escobar.
E o “Cala Boca, Tadeu Schmidt” ecoou com força no twitter. Seria uma campanha para salvar um macaco?

Eu – sempre avessa às unanimidades – fui obrigada a inaugurar a vuvuzela. Cala boca, Tadeu…

O técnico está numa coletiva depois de um jogo nervosíssimo e o jornalista está ao telefone? E ainda ri do/para o técnico?
Ora, solta os cachorros mesmo. A hora da catarse é essa! É PQP para baixo!

Aí a TV vem dar de fina falando que está apoiando o futebol nacional?
A TV está interessada em comercializar os jogos. Quando mais o Brasil ganha, mais comerciais. E ponto.
Eu queria só saber quem é que escreveu o texto do Tadeu e estou esperando ansiosa pelo novo vídeo da Fundação “Cala Boca, Galvão”. Risos. Aliás, essa fundação é chapa branca, vamos esperar a nova. Cala Boca, Schmidt!

Patriotada fazemos nós com a cerveja na mão e o vazio no peito.

Comemorar o quê?
A ascensão da classe C? A melhora da economia? A Dilma? A queda do Euro?
Esse blog é melancólico, mas não é baixo astral.

Ainda não apresentei: a modelo da foto acima atende pelo nome lindo de Elza Maria. Homenagem à cantora que é contemporânea de Platini – aquele que levou nossa Copa em 1986 (e levou com garbo).
Da Elza cantora recomendo “O choro do Passarinho” e a marchinha ótima “O canguru perneta”.
Da Elza acima recomendo uma volta pela praça Raphael Sapienza. Elza é mais ou menos amiga da Alice (ela é meio mineira, desconfiada) e arrumou um namorado novo: Zeca, um vira-lata ajeitado, grande, pelo brilhante de cor branca e doce de leite. O “pai-dono” permitiu os encontros. E a corrida com rabinho abanando é a festa no céu.

Joana Fomm, Paulo José e Grande Otelo em Macunaíma, filme de Joaquim Pedro de Andrade (1969)

Para os gringos, “canguru perneta” é uma metáfora para sexo com uma certa bossa brasileira.
E dá-lhe bossa.
O que mais admiro em ser brasileira é nossa capacidade de auto-deboche.

É, somos todos macunaímas.
Nascemos adultos e já fugindo do trabalho.
Não vem com Benjamin Button, não.

Macunaíma, “herói de nossa gente” nasceu à margem do Uraricoera, em plena floresta amazônica. Desde a primeira infância, revelava-se um “preguiçoso”. Ainda menino, busca prazeres amorosos com Sofará, mulher de seu irmão Jiguê. Nas várias transas (“brincadeiras”) com Sofará, Macunaíma transforma-se num príncipe lindo, iniciando um processo constante de metamorfoses que irão ocorrer ao longo da narrativa: índio negro, vira branco, inseto, peixe e até mesmo um pato, dependendo das circunstâncias.

E quem guardou a história? Um louro – currupaco-paco-paco – que se mandou para Lisboa. O papagaio contou para Mario de Andrade que é personagem do próprio livro…

“Tudo ele contou pro homem e depois abriu asa rumo de Lisboa. E o homem sou eu, minha gente, e eu fiquei pra vos contar a história. Por isso que vim aqui. Me acocorei em riba destas folhas, catei meus carrapatos, ponteei na violinha e em toques rasgado botei a boca no mundo cantando na fala impura as frases e os casos de Macunaíma, herói da nossa gente”. Era o próprio Mário de Andrade. “Tem mais não””

Pois por isso digo, a gente quando perde, debocha. E perdemos muitas. Em posts passados comentei: foram dezenas de crises econômicas que forçam nosso DNA a pegar qualquer rico dinheirinho acumulado e gastar tudo em picolé de uva.

Assim pensamos e assim agimos.

Quando ganhamos, distribuímos os picolés para todo mundo.

Meu pai, quando separou, pagava uísque para todo mundo em qualquer bar.
Era festa. Festa da fossa.

Eu, sem querer saber de emprego, vou para Paris.
Alice ficará com o pai dela, com o tratador, com o passeador. Vai tomar banho no veterinário toda sexta-feira.
E eu vou viralatear até decidir se sigo a vida de Macunaíma.
Ou se finjo ser Benjamin Button dos trópicos.

Recebi um email há pouco que fica bom para finalizar o post.

Twenty years from now you will be more disappointed by the things that you didn’t do than by the ones you did do. So throw off the bowlines. Sail away from the safe harbor. Catch the trade winds in your sails. Explore. Dream. Discover. – Mark Twain, written in a letter to Ana Pessoa, which he failed to send, and which I have just found behind my sofa.

Para terminar bem, uma homenagem à profissão que abandonei e à gata cearense, Mafalda.

Notinhas sobre o nada

quinta-feira, 21 de maio de 2009

photo-176

Finalmente o Dunga apareceu: Ronaldo(s) não serve(m) para a seleção. Desde a Copa da França que não serve (m). Mas a gente sabe que tem que ter peito para encarar a pressão e  não colocar os caras. Gostei.

E o cara que pagou 2 milhões de dólares para matar a namorada? Com esse dinheiro ele mandava fazer uma namorada nova… Agora vai para a forca… Humor negro. Piada Pronta.

No mundo da moda, reunião, bronca, site, blog e conversa de padaria.
Nada muda. Isso é moda. Aliás, toda edição busco frases sobre moda para a capa. E várias – apesar de ótimas – são impublicáveis. Leiam algumas:

“A moda é um ridículo que não teme objeções.” (Honoré de Balzac)
“A moda morre nova. É isso que torna grave a sua leviandade.” (Jean Cocteau)
“Sendo a moda a imitação de quem pretende dar nas vistas àqueles que não o desejam, resulta daqui que ela muda automaticamente. Mas os comerciantes acertam esse relógio.” (Paul Valéry)
“Em matéria de moda, são os loucos que ditam a lei aos sensatos, as cortesãs que a impõem às mulheres honestas, e o melhor que temos a fazer é respeitá-la.” (Denis Diderot)
“A moda é uma variação tão intolerável do horror que tem de ser mudada de seis em seis meses.” (Oscar Wilde)
“A moda, afinal, não passa de uma epidemia induzida.” (George Bernard Shaw)

Na Inglaterra, justiça decidiu que Pringles é batata. (!) O fabricante queria mudança de categoria ( para aperitivo) para fugir de imposto. Vou ligar agora para a Receita Federal. Também quero ser classificada de aperitivo! Rárárárá.

E a moça que foi hipnotizada e perdeu 25 kg? Marion Corns, de 35 anos, foi convencida de que havia sido instalado um anel que reduziu tamanho de seu estômago. Alguém tem o telefone do HIPNOTERAPEUTA? Quero perder 5 kg e quero ser convencida de que ganhei na loteria. AGORA!

Fui