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A metamorfose

terça-feira, 23 de março de 2010

Dias intensos no trabalho, na vida – confesso que rápidos demais até para mim. Ontem, algo indédito: cheguei às 22h30 do francês e caí na cama. Nem comi, nem nada. Dormi de soluçar (se é que você me entende).
(Hugo, recebi os livros, danke! Acho que um vai comigo para as arábias)
Hoje acordei totalmente quebrada, estavam faltando pedaços mesmo. Precisei dar uma autossacudida para me encontrar. A conexão não pegou ainda.
Viagem para a Áustria adiada para julho. Pintou Austrália no meio do caminho. Sidney, Perth, Pinnacles Desert…Prometo tirar uma 3×4 dos aborígenes tomando RedBull.
Sandra, obrigada pelas dicas de Salzburg – vou parar uns minutos nos Emirados para me divertir aos poucos com elas. Acho que vou poder parar nessa viagem. Tudo com minha bolsinha de cupcakes.
Das arábias, vou trazer caneca de milk “sheik” para o Clerc.
Sobre o anel, Elsa Peretti. Sempre – a musa.

Pois é, minha gente, isso é Brasil – antes, para ir para a Disney, o cidadão tinha que nascer rico de pai e mãe.
Hoje ele roda o globo com aquela carinha blasé.No cantinho da gerente
Hoje mesmo, vejam só: liguei para o estúdio de fotos no Rio, pedi cópias das minhas fotos do passaporte, paguei via bankline, fizeram e despacharam pelo correio.
Nada como viver num país subdesenvolvido.

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Por aqui, no país tropical, o assunto é crime.
Pai e madrasta vão a julgamento por assassinato de filha.
Jovem desocupado mata pai e filho e a culpa é do Santo Daime.

Eu fico sempre me perguntando de onde sai a brilhante idéia de matar alguém… Será que não deixamos as cavernas?

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Cavernas…
Eu fico elucubrando por que rodamos tanto, corremos, fizemos guerras – tudo para voltar para as catacumbas… Para puxar as fêmeas pelos cabelos, grunhir, comer carne crua.
É a involução humana.

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o gênioO que me anima é o matemático russo Grigory Perelman. Ontem ele declarou que não tem interesse em receber o prêmio de US$ 1 milhão a que tem direito por ter resolvido a chamada Conjectura de Poincaré.
Tá certo. Se fosse pelo dinheiro, ele deveria fazer outra coisa da vida…

Segundo a Folha:

A vizinha Vera Petrovna afirmou que já esteve no flat do matemático. “Ele tem apenas uma mesa, um banquinho e uma cama com um lençol sujo que foi deixado ali pelos antigos donos – uns bêbados que venderam o apartamento para ele”.

“Estamos tentando acabar com as baratas nesse quarteirão, mas elas se escondem na casa dele”, acrescentou.

Esse não é o primeiro prêmio esnobado por Perelman. Há quatro anos, ele não apareceu para receber a medalha Fields da União Internacional de Matemática.

Dizem por aí que, se uma bomba atômica atingisse todo do mundo, só as baratas sobreviveriam… Esse matemático é mesmo esperto. Fazendo contato com as únicas sobreviventes do caos…

Chegando

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Depois de enfrentar a chuva, a neve, a madrugada, de receber a mala em forma de picolé (cremes e outros chegaram congelados – achei tudo muito engraçado embora desconfie que cosméticos anti-tudo não farão mais efeito); depois de, finalmente, chegar em casa com a sensação de ser a mulher maravilha… morre Walter Alfaiate, terremoto no Chile, alerta de tsunami. E a superheroína vira pipoca do dia seguinte: murchinha, murchinha e salgada.

Mau humor enquanto a neve cai e você não vê

A sacola de compras você não vê na foto

Aí é desfazer a mala e encontrar pasta de dentes inundando o plástico com comprinhas de farmácia.

Sabe aquelas coisas que só acontecem na terra do consumo? Comprei um laptop para meu irmão, aí resolvi levar um teclado wireless da Apple (recomendo – embora eu possa estar sob influência do uso de um PC  por uma semana). Passaram-se dois dias e resolvi comprar o novo mouse da maçãzinha. Os dois são acionados via bluetooth – o que significa que as entradas de USB do seu micro ficam desocupadas. Bom, a conversa está ficando muito técnica e não combina com o blog… Ah! Levei um MacBook de encomenda. Comprei cremes para a vovó (100 dólares e ela, surdinha, entendeu mil dólares e me pediu para pagar parcelado, pode? E como se eu fosse cobrar), esmaltes para a Nilza que transforma unhas quebradiças em maravilhas cor de morango silvestre. Aí, na lojinha do MET, presentinhos para as meninas da revista, para a mama, para mim (um par de brincos art déco de tirar o fôlego de Louise Brooks), porta-cartões com magnólias de Louis Comfort Tiffany (feitas para um vitral em 1885), outro de Frank Lloyd Wright para dar de presente…magnolia

Por aí, uma farra: pomada da Tiger Balm, pílulas para dormir – ideais para dois dias sem dormir e esperando o avião decolar -, coisinhas de cabelo, etc, etc, etc. E um anelzinho básico escolhido literalmente a dedo no terceiro andar da joalheria mais famosa da 5 av. by Elsa Peretti+ uma pulseira – sabe aquela que eu tanto procurava para colocar badulaques que ganho por aí na vida cigana? Sei… Que exagero!

E, claro, já inebriada pelo tilintar do cartão de crédito, parei em frente a uma vitrine no Rockefeller Center. Uma oferta imperdível – entrei e não pensei uma vez. Comprei um Wii com pad para fazer yoga. Eu estava completamente drogada. Comprar videogame foi demais. 199 dólares… E ontem joguei Mario Bros. e ainda não ousei experimentar a yoga teleguiada. Onde eu estava com a cabeça?

O curioso é que desta vez não tive coragem de entrar na Barnes & Nobles – onde eu veria livros irresistíveis por preços inacreditáveis e aumentaria mais e mais os quilos da minha bagagem. Confesso que um dia, no frio da noite, com a mão aquecida por um chai latte parei na frente da livraria e fiquei babando. E me autocensurando – não compre, não compre, não compre…

Deu no que deu – não comprei livro e comprei uma lojinha de eletrônicos Made in China.

Ainda bem que estou de volta. E aguardo em preces pela correspondência da Visa e do Mastercard.

www e os pobrema

segunda-feira, 2 de março de 2009
Bones = mulher maravilha

Bones = mulher maravilha

Elucubrações antes de voltar a São Paulo.
Fui em dois médicos hoje.
O primeiro me disse que o diagnóstico de um exame de rotina dado em SP estava totalmente errado. No exame, a médica do plano de saúde em SP encontrou uma misteriosa infecção e eu teria que fazer um tratamento simples que – óbvio – incluia algumas voltas ao consultório dela. E meu plano pagando o passeio.
O que diz minha médica que me conhece desde o tempo em que eu não tinha juízo: que eu não tenho nada. Que mais saudável, impossível.
No segundo médico, mesmo diagnóstico do médico do plano de saúde de SP.
A tal da tiróide está inflamada, mas continua funcionando normal.
Mas essa consulta foi uma coisa just checking , afinal, minha tiróide tá deformada e com um nódulo. Ninguém merece.
Se o importante é beleza interior, a minha tiróide esttá precisando do Pitanguy.
Conclusão: não confio mais em médico de plano de saúde. Dar o golpe para a gente voltar lá é brincadeira. Eu já estava preocupada, achando que tinha infecção, fala sério!
Paguei passagem, falteir ao trabalho…
O negócio é ter médico de família porque a medicina hoje virou caso de polícia!

Mudando de assunto, a mulherada sabe, mas os homens não.
A pulseira da foto chama-se BONE e é da super designer italiana Elsa Peretti.
Como minha fantasia predileta na infância foi da Mulher Maravilha, acho que Freud explica.
Trinta anos atrás, minha mãe comprava uma cartolina, cobria com papel laminado e colava a estrelinha da mulher maravilha. Eu tinha 4 delas: duas douradas para uso em bailes mais bacanudos e duas prateadas com estrelinhas azuis para o dia-a-dia carnavalesco.
Resultado: hoje saio com minha pulseira de meio quilo de prata da Tiffany´s por aí e, se bobear, defendo bala de ladrão com ela.

Já a foto – meu momento super narciso no blog – meio esfumaçada é porque o sol aqui em Minas, assim como em Sampa, está de rachar.
E fiz no contra-luz para dar aquela disfarçada e ficar com cara de Luana Piovani antes da lama.
Mas, falando sério, um banho de mangueira ia acabar com a brincadeira.
Melhor do que ficar na frente do computador é passar a tarde na água!

Bom, para quem acompanhou a história, ainda não resolvi me jogar na aventura.
O lance alternativo não me agradou.
Hoje ouvi a proposta e achei que não iria segurar.
Eu sou anti-mainstream, mas a proposta era radical demais.
O trabalho oferecido era muito diferente e eu não iria segurar a peteca.

O lance é seguir buscando.
Com a pulseira da mulher maravilha cover.