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Capítulo 25 – Táxi

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cada mergulho, um flash

Uma americana a serviço de empresas da Nova Zelândia.
Um encontro informal – marcado.
E um passado – quem diria? – em comum.
Enfrentaram a mesma empresa.
A garotada nervosa e sem talento.
Aquele CEO alemão conhecido pela grosseria.

As duas se olharam – disseram pouca coisa sobre o assunto.
Estava tudo muito claro.
Uma experiência e tanto.
Uma nos EUA, outra no Brasil.

Elas se cansaram de tanta gritaria.
Hoje ganham mais e vivem melhor.
Ainda viajam pelo mundo.
A americana recruta profissionais de ponta e que sejam preocupados com a sustentabilidade corporativa.
Gente do bem para crescer sem puxadas de tapete e ataques de ego.

Pegou o táxi pensando…
Mundo pequeno.

Aquele aeroporto na Singapura

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Eu prefiro vodka pura

Foi naquele aeroporto na Singapura.
Depois de pegar um teco-teco com destino a Frankfurt.
De esperar horas e agoras.
De passar pelas esteiras, escadas, camas-esteiras para quem vem de longe.
O cheiro acre de um banho em casa distante.
Eu não falava polonês.
Você não falava inglês, francês, espanhol e português.

3 horas, depois de 15 horas.
As mensagens jorravam do meu blackberry cheias de avisos, de gritos de socorro.
O avião para Sydney, atrasado.
No banheiro estranho.
O chuveiro parecia de ponta cabeça.
A água saía do chão.
Comprei um sabonete.
Tirei meu vestido preto.
E pensei: “o que estou fazendo aqui?”
A resposta veio afiada.
Ajudando incompetente a vender refrigerante.

Fazia calor.
Da janela, eu via o vapor no horizonte.
Lá no fundo da paisagem, imaginava, havia arranha-céus orientais.
De repente, ouvi a chamada.
Virei a torneira.
Molhada, coloquei meu vestido.
Joguei a meia americana no lixo.
Peguei meu telefone e coloquei a primeira música que apareceu.

Cazuza me sussurrou no ouvido.
Acrescentar pequenos momentos de silêncio
Movimentos sérios de mãos
Esperar o troco.

Foi ali no aeroporto, molhada e aliviada, que eu decidi.
Deixar toda essa hipocrisia de gente careta e covarde de lado.
Essa conta, pode deixar, eu pago.
O nome da música?
Manhãs de ressaca.

Gatinho

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Eu adoro futebol, mas Copa do Mundo… Essa nem começou e já estou com “bode”.
Primeiro foi a febre do álbum de figurinha. Os viciados em Farmville atiram a primeira pedra!
Essa papagaiada de Shakira, Black Eyed Peas… Mistura com acidente da neta do Mandela… Equipes de estrangeiros (incluídos os profissionais brasileiros) que precisam de segurança privada para circular na cidade.
É uma coisa meio Salvador Dalí com a Gala mais louca e masoquisto do que o usual.
E as fofocas sobre jogadores, e o jogador que quebra o braço? Fica tudo tão “espetacular” que o futebol é coadjuvante.
Nas Olimpíadas da China, cobriram favelas com tapumes coloridos.
Na Copa da África, insistem em dizer que todo e qualquer crime foi cometido por e contra locais. Como se tudo isso fosse normal.
Aguardem os eventos no Brasil!
Eu estou pensando seriamente em montar uma banquinha de fotos de lambe-lambe. Aquelas de circo, sabe? Em que vc ganha a foto para olhar com um monóculo de plástico… Leve a lembrança do seu assalto no Brasil.
Coloque sua cara e finja que vc está entre os líderes do PCC…
A foto com dinheiro na cueca vai bombar! Tenho certeza.

oOoOoOoOoOoOoOoOo

Toucador

Agora que passou o prazo regulamentar e o clima permite… que bomba!
Quem acompanha o blog a tempo já sabe:
– Ele foi parar na mesa da presidência da antiga empresa – e foi absolvido com louvor.
– Ele causou briga com a ex-melhor amiga e com o namorido dela
O que pouca gente soube é que na outra ex-empresa, ele também foi motivo de discussão da alta cúpula. Ao ler o que escrevi, teve gente vestindo a carapuça e aí eu tive que recolher pena. Porque contra as neuras do outro que está acima de você na hierarquia, não há remédio…
Nesse período de ditadura, que tristeza.
Eu louca para escrever e tendo que me segurar – vai que o outro lê a crônica do periquito e acha que estou falando da careca dele?
Vai que conto que tomo chopp quando devia beber água?
Ai, que bom seria se eu ganhasse dinheiro para escrever a minhocada que sai da cuca.
Eu bem que tento, mas o dindim só entra para eu florear a realidade.
Então vamos plantar jardim.

oOoOoOoOoOoOo

de olho no futuro

Ou isto ou aquilo

Entre uma marca inglesa de primeira linha, um scotch legítimo, um magazine americano que já foi brasileiro, uma agência francesa que já foi americana do Gates… ou Paris e tudo de novo e outra vez… O que você faria?

oOoOoOoOoOoOo

Sobre o tempo

Essa semana o monge contou a história do chinês.
Ele correu do tigre e pulou no precipício. Lá havia uma corda e ele se agarrou nela.
O tigre lá, com fome.
O abismo embaixo, sem fim.
O chinês viu um morango. Com uma das mãos segurou a corda.
Com a outra, pegou o morango.
“Que morango doce”