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Éramos quantos e outras estórias

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Uma festa em um dezembro que não existe mais

Éramos dois.
Eu na estrada.
Feito balão de gás hélio, solta, subindo, subindo, subindo.
Viramos três. Eu na estrada, eles em casa.
Viramos quatro.
Durante um curto período de tempo, fomos cinco.
Dois viajantes sem rumo, três caseiros encantandos entre si.
Voltamos a quatro.
Rio e suas aventuras.
Eu virando outra pessoa.
Eles aprendendo a fugir.
Adicionamos um carioca à conta.
E deixamos um rastro de baixo Gávea, Cine Íris, Largo de São Francisco.
Algo de Santa Teresa.
Cinco e um destino.
Viramos seis.
Aos poucos o tempo foi se esgotando.
De seis voltamos a quatro.
Cinco.
Seis.
Cinco de novo.

Somos cinco.
Flanando, partindo e chegando.
Somos assim.
Sem rumo – com múltiplos objetivos.
Casa cubana – ora gritam, ora cantam. Dançam.
Ora choram.
Ora berram.

Somos cinco e, agora, ponto.
Pronto.

Acaso

domingo, 23 de outubro de 2011

leitura de mão

Aquele que não existe.
Que não passou por aqui.

Duas criaturas separadas por um dia, quatro estórias, um encontro e alguns adeus.
Uma fronteira.

Era uma vez uma história de desbravadores.
A vida que se abriu como trilha a facão
Andanças
Praias
Sertões
Finalmente, paulicéia cheia de pontas
Novamente, montanhas – a separar e a reunir

Eram fotos de peixes, de paradas de ônibus
Inocências e descobertas
Eram certezas verdes
Antagônicas
Suaves como coisas de Cecília

Foi-se a mãe de um
O pai da outra
Ficou a pequena história
E uma pá de cal num veio profundo
Coisas mínimas
Croniquetas de folhetim de bairro

E eis que 0,1,1,0,0 – poema binário do acaso inexistente
O maior caminho entre os pontos
e novas fotos
ao acaso?

Um dia apenas, 15 anos, tanta coisa a contar.
Duas criaturinhas lindas
e novas histórias