Posts com a Tag ‘família’

Papai Noel, hambúrguer de minhoca e outras histórias

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Não se preocupe.
Quando você crescer, vai se casar, ter dois filhos – um menino e uma menina – e irá morar numa casinha com chaminé e uma árvore no jardim.
Seu cachorro será gordinho e simpático.
Você terá um carro bacana e vai trabalhar numa multinacional.
Provavelmente irá entrar como gerente e, em menos de 5 anos, será promovido a diretor.
Não, nunca precisará tomar empréstimo no banco.
Terá disposição para fazer ginástica todos os dias e vai adorar comer salada.
Não terá problemas de colesterol, obesidade, triglicérides e estresse.
Diabetes é marca de fruta tropical?
Viagens fantásticas, hospedagens no George V, classe executiva, como não? Você e sua família merecem.

Drogas?
Dívidas?
Dúvidas?
Bebidas e cigarro?
Emprego?
Você andou vendo muito Harry Potter e acreditou em Voldemort.
Muito impressionado? Ansioso?
Tome um valium que passa.

Feliz dia de sol na praia.
E cuidado com os aviões.

Sociedade das mulheres

quarta-feira, 1 de junho de 2011

C de casa da mamãe

Um caso novo e que me deixou com a cuca fundida hoje.
Uma amiga bem sucedida, solteira, com mais de 40 vai ser mãe.
O pai? Não existe.
Mesmo.

Sim, na sociedade ainda machista, em que homens ganham mais do que mulheres para exercerem cargos de mesma hierarquia, na sociedade em que não existem pílulas contraceptivas para eles… Surge uma ameaça.
Além da piada pronta – a proliferação indiscriminada de sogras -, um questionamento tomou conta de mim: o que será dessa nova classe de mães solteiras sem pai “biológico” conhecido? O que será dos frutos dessas novas mães que recorreram a bancos de esperma?
Não quero falar de minha amiga. Estou com ela e não abro. Essas crianças terão uma senhora mãe.
Penso em mercado de serviços, em bens de consumo, em relações de trabalho.
Mães que não terão maridos ou pensão dos ex e que com isso não contam, disso não precisam.
Filhos de uma nova família.
Uma sociedade em que os homens têm menos importância. Terão algum papel?
Uma sociedade em que os homens possíveis são os filhos dos homens invisíveis.

É o começo de uma revolução.
Sexual, comportamental, profissional.
Seria uma terra de amazonas?
Com um dos seios cortados – o seio que as liga à concepção dita original?
Seriam os homens dessa nova sociedade apenas objetos para determinados fins?

Homens, tremei. O fim está próximo.

Laços de sangue

sexta-feira, 18 de março de 2011

Etimologia (do grego antigo ἐτυμολογία, composto de ἔτυμον e -λογία “-logia”) é parte mais fantástica da gramática.
Por causa dela, sei que “família” é derivado do latim “famulus”, que significa “escravo doméstico”.
O então recém criado grupo social surgiu com a legalização do trabalho escravo na Roma antiga.
E é foco de tensão desde tempos imemoriais.

Adoro o ditado que diz “de perto ninguém é normal”.
E o problema é com o “normal”?
Afinal, esse padrão parece mais com algo a ser almejado do que algo que realmente compreende a maioria… E o que é a maioria nesse mundo misturado, multicultural?
A wikipedia tem uma definição boa:

Normalidade é um estado padrão, normal, que é considerado correto, justo sob algum ponto-de-vista. É o oposto da anormalidade. A normalidade muitas vezes se dá por conta de uma maioria em comum, sendo anormal aquele que contraria esta maioria. A normalidade também se dá por um resultado padrão ao realizar uma operação com alta probabilidade de se repetir.

Normal é um padrão ideal inventado para mostrar que todos nunca chegaremos lá?
Quando penso no temido (pelas mulheres) IMC e em quantas pessoas no mundo estão acima do 25 (que indica sobrepeso)…
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) 43 milhões de crianças em idade pré-escolar em todo o mundo são obesas ou possuem sobrepeso e mais de 1,5 bilhão de pessoas serão obesas em 2015, caso não mudem o estilo de vida e criem hábitos alimentares mais saudáveis.
Mas o comum, o normal, pelo visto é se entupir de comida ruim, ter um estilo de vida sedentário, estressado…
Uma China inteira junkie é uma senhora “normalidade”.
Mesmo que essa normalidade mate uma boa parte da população de doenças do coração e custe zilhões de dinheiros em atendimento médico.

Ah! Família.
Sem uma desavença, não pode ser família. É o que diz a biblioteca nacional de medicina americana:
Olha lá:

Families are much more than groups of people who share the same genes or the same address. They should be a source of support and encouragement. This does not mean that everyone gets along all the time. Conflicts are a part of family life. Many issues can lead to conflict, such as illness, disability, addiction, job loss, school difficulties and marital problems. Listening to each other and working to resolve conflicts are important in strengthening the family.
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/familyissues.html

Risos. E sem comentários.

E ainda nem falei de trabalho (alguém disse que meu troll já está na 11a  tentativa de me chamar de desempregada inútil?)
Eu acho que o mundo virou um grande produtor de bula.
Para cada problema, para cada acerto, uma explicação científica… Um padrão.
E anda faltando espaço para uns louquinhos fora da curva.
Para aquele menino que pergunta POR QUE para a professora, para aquele que resolve ficar sem tomar banho para ver o que acontece.
Trabalho?
Já fez seu MBA para caber na latinha de sardinha?
Hoje o quente é Executivo em Projetos – para você continuar a fazer tudo ao mesmo tempo agora e ainda saber o valor do prejuízo…

Vou me candidatar!

Existe bela insone?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

sleepingbeauty01

Ai a sexta-feira.

Ontem fiquei agitada. Não conseguia dormir. Aí, 1h da manhã, fechei os olhos e mentalizei. Dorme, criatura.

Hoje foi um dia agitado. Abri cancelando uma reunião. Fiz o pé e a mão depois de duas semanas. Chovia. Tava frio e eu com um wrap dress de meia manga. Fornecedor com problema de documentação. Texto para divulgar parceria com Facebook. Texto para a revista. Amigo precisando de força. Nova empresa ainda sem acerto. Almoço completamente freak: Mariana e minha meia-família. Só ela para captar a minha mensagem. Batata-fria e milk-shake para aliviar a minha tensão.
É estranho ver a família do pai. Outra vida. Outros irmãos. As mesmas idéias quer não deram muito certo.
Mas esse assunto me cansou.

Banco, pagamento de imposto, negociação de pagamento não recebido, colega abusado. Sem cheque depositado, sem grana para pagar a empregada.
Ai, sai sexta-feira. Sai de mim. Me deixa respirar.

Logo mais, paella em casa de amigo. Vinho.
Eu queria dormir e acordar linda e loura na segunda-feira.

Mas quem nasceu para Maleficent tem que segurar o carma.

Salagadula mexegabula bibidi-bobidi-bu
Junte isso tudo e teremos então
Bibidi-Bobidi-Bu

E cá entre nós: sai de mim fada-madrinha que canta uma coisa ridícula dessa…