Posts com a Tag ‘farmácia’

Em domicílio

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Minha vida agora é venha a mim.
Tirando a ultra organizada com toda antecedência volta olímpica matinal na praça da esquina para o – nem sempre fácil – banho de sol, tenho ficado em casa.
Supermercado, papelaria, farmácia, padaria, fisioterapia preventiva, ginástica, trabalho – nesta ordem -, estou na tal quarentena – com direito a fugas que dariam pena máxima… (restaurante na semana passada, feira livre no sábado – duas horas para cada e retorno à casa esbaforida)
Não, não me queixo, e aprendo muito: minha vida solitária foi substituída pela presença de duas funcionárias, um corpo que não é meu e prisão domiciliar voluntária.

E a doação?
Não ser mais dono de seu exíguo tempo, da casa que comprou com tanto suor.
Ser do e para o outro.

E acordar vazia.
Vazia.

Pensar que a vida é mesmo assim.
Um para lá, dois para cá.
Uma volta e tanto.
Para ter de volta o que eu deixei pelo caminho.

E reinventar a história toda.

Momento Procon

domingo, 22 de março de 2009

Carta para o SAC de uma farmácia:

Ontem, depois de passar uma tarde no hospital Sírio Libanês com fortes dores musculares nas costas, ombro e nuca, fui liberada pelo médico e passei na Onofre da Paulista com Bela Cintra por volta de 23h. Fui comprar um medicamento de venda controlada – Ultracet. No meu braço ainda estava a pulseira de identificação do hospital. Nas mãos, radiografias e outras receitas passadas pelo médico do pronto atendimento.
Na receita, que fica retida na farmácia, o médico – com letra característica – colocou a data um tanto quanto mal escrita.
No balcão da Onofre, fui atendida por uma moça de origem asiática. Ela leu a receita, não entendeu o nome do remédio e, enquanto fazia a busca pelo computador, eu lhe informei 4 vezes o nome do remédio. Ela simplesmente me ignorou. E buscava um remédico cuja letra inicial era V.
Como não encontrou, foi falar com a farmacêutica de plantão, que estava a meio metro de distância. A farmacêutica, que também me ignorou solenemente apesar de estar quase na minha frente, mandou a moça me avisar que não venderia o remédico porque a data na receita estava rasurada.
Saí da Onofre, fui na concorrente, me atenderam com gentileza e em cinco minutos levei o remédio.
A data não estava rasurada, estava mal escrita – mas, na Onofre da Paulista, educação e expediente não existem. Qualquer pessoa de bom senso teria me dado uma resposta com educação e diretamente. Ou teria ligado para o médico no hospital, afinal, uma pessoa com a pulseira do hospital, com radiografias na mão, andando com dificuldade poderia, por um acaso, estar realmente necessitando de uma medicação. E, no mínimo, de um atendimento gentil.

Há anos, sou cliente da Onofre. Compro medicamentos, cosméticos, produtos de higiene todos os meses pela internet. E vocês podem confirmar isso consultando meu cadastro.

Considerem que FUI cliente da Onofre.

Nunca mais compro nem cotonete de vocês.
E farei uma propaganda ótima com amigos, conhecidos, pela internet contando o que aconteceu.
Passar bem.