Posts com a Tag ‘farol’

Romaria

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

 Estou eu no prédio embolsado pelo Lalau quando vejo as imagens da Síria.

Todo tipo de gente morta pelo governo. Crianças, adultos, jovens, velhos.
Um avião descarregou o gás da morte sobre Damasco.
O governo desconversa.
A ONU, para variar, nada faz, só fala.
Corpos acinzentados espalhados pelo chão.
Sem feridas.
Todos os mil e trezentos mortos.

No Egito, um bundalelê.
Dona Morte anda dançando cancan sem parar.
Hosni Mubarak vai ser colocado sob prisão domiciliar.
Aumenta o som.

O porteiro, desta vez, levou a pior.
Eu tenho que fazer milagre até sexta-feira.
Dólar a 2,45.
Minha tosse agora é lenta: fica 10, 15 minutos sem parar.
A casa nova saindo do forno.
Grana para cortina, arandela, mesa, sofá.

As imagens das crianças acinzentadas, enroladas em panos como bonecas russas.
Minha cabeça gira.
Atravesso o rio.
Os faróis parecem uma grande procissão.

Ando meio sem ar.
Talvez pneumonia.
Ou uma sensação de últimos dias.

Ressaca

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Quando chove na metrópole, o mundo para.
Árvores desistem.
Faróis de carros parados criam uma atmosfera de filme noir.
Meia-luz e céu sem estrelas.

Eu? “Elucubrista”.
E o pau que a Yoani anda tomando?
Como se o governo da Ilha merecesse mesmo qualquer defesa.
Enquanto isso, a Venezuela reedita seus fantoches.
Se fossem checos, talvez tivessem graça.
No outro continente, heróis da perna de pau enjaulados.
Chinês que paga por cirurgia plástica em cachorro.
E moças que se autodenominam “rycas”.

Os dedos coçam para ler toda poesia de Leminski.
Fazendo as contas, tenho 6 anos para beber mais do que ele.
Por que poesia…
Tmbém posso começar a fazer judô.
Por que não?

No Rio, faz 40oC à noite.
Como filhos fiéis, todos de cervejas a postos e pés na areia.
Rio.
Pouquinho.

pelos caminhos que ando
um dia vai ser
só não sei quando
(p.l.)