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Foi dada a largada

sábado, 1 de janeiro de 2011

Jantarzinho e integração quase total entre cachorros e 14 bangalôs.
Quando o ano começou, ninguém fez contagem regressiva.
Vimos uns fogos do outro lado do mundo e soubemos que 2010 tinha partido.
Nossa garrafa de litro e meio de champagne foi distribuída entre funcionários e novos melhores amigos.
(Não que faltassem garrafas, mas gosto dessa coisa de compartilhar)
Uma cesta de rosas brancas e amarelas, uma vela…
E Alice entrou no mar, recolheu tudo e destruiu as oferendas na areia.
Uma cena engraçada.
Ela incorporou Yemanjá e não deixou nenhuma das 14 cestas escapar.
Foi uma rosa-vela-ficina.
E a bichinha virou um cachorro empanado pegando onda à noite.
Depois de chuva-para-chove-para-chove, o primeiro dia do ano foi puro sol.
Eu passei todas as minhas horas na praia.
Só curtindo o calor e o sal.

Benvindo 2011.
Venha macio e devagar.

Happy

Ciganices

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Caminhante

O que eu já esperava – ou já tramava – aconteceu… Perdi o metrô ontem.
Mas não o choppinho ao lado do cemitério das estrelas, não perdi a exposição incrível de Takeshi Kitano na Fondation Cartier… Nem a feijoada com franceses que me fez perder o metrô ontem de noite.

Antes, uma pausa.
Hoje fiquei presa na lavanderia do meu prédio. A porta fechou e lá fiquei eu com duas máquinas de lavar e duas de secar, sem grana (eu tinha colocado as roupas na máquina e ia sair para trocar minha notinha de cinco… quando a porta bateu). Primeiro, risos.
Depois um pânico de leve. No fim, entreguei os pontos.
Sentei e esperei por algum barulho no corredor.
E o concierge apareceu e me mostrou onde fica o botão que abre a porta e salva os brasileiros tontos que não sabem usar lavanderias comunitárias que ficam trancadas e têm porta eletrônica.

Takeshi Kitano.
Fui mais para conhecer a Fondation Cartier. Essa coisa de prédio moderno com jardim verde exuberante é sensacional. Niemeyer que me perdoe, mas um Burle Marx é essencial.
Cheguei e pensei que a exposição do dia era para crianças. Dinossauros, desenhos infantis, máquinas manipuláveis.
E eis que a brincadeira era para gente graúda.
Gosse de Peitre Beat Takeshi Kitano é imperdível.
Um artista japonês que tira sarro da própria cultura e que é apresentador de programa de TV. Um cara que questiona a arte e a própria sociedade de massa.
É como se o Faustão tivesse humor e soubesse desenhar.
E fosse japonês. Imagina!

Clique no site e veja o vídeo da exposição. É sensacional!

Garatujas

Choppinho sozinha.
Ao lado de Père-Lachaise enquanto escrevia postais, pensava na continuação de um conto que cismei de escrever e brincava de internet no celular.
Num fazer tudo ao mesmo tempo e em lugar estrangeiro foi tão gostoso.

Do cemitério para o enterro dos ossos.
Feijoada de franco-brasileiros para francês ver.
E o negócio estava para lá de bom.
Uma moça que trabalha na Coca-Cola; outro com Christian Louboutin, o sapateiro que faz brasileiras ricas pagarem 2300 reais por um par, entre tantos outros ilustres deconhecidos.
Comemos (muito, bien sûr!), bebemos como não deveríamos (absolument!) a caipirinha de limão com maracujá e a cerveja. Alguns dançaram, outros, falaram pelos cotovelos e terminamos (quase) todos na casa de um amigo para uma saideira.
Eu fui 1h30 da manhã racionalmente de pileque esperar Godot na estação porque o metrô só chegaria às 5h30.
Acabei atravessando o cemitério – com almas penadas e gente estranha – a procura de um táxi.
Já estava imaginando a manchete “Brasileira dá sapatada em mendigo bêbado e acaba na cadeia” quando um haitiano me salvou.
Eu bem disse para ele: quem sobrevive a terremoto paga mico com brasileiro em Paris.
Paguei um mico e dez contos, descobri que moro muito mais perto da área em questão do que pensava, e voltei para casa tontinha às 2h da matina.

Hoje, ciganices por Paris, depois de ter aula às 8h da manhã.
Isso sim é que é disposição. Por que saúde…