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Charles avisou e você não quis escutar!!!!!!!!!!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
caolicoptero

Foi-se o tempo em que o dono levava o cachorro para passear...

Dias insanos na volta ao trabalho. Planos, reestruturações…
Crises, pessoas, confusão, ar condicionado, comida de shopping, trânsito – atire o primeiro blackberry aquele que vive num mundo diferente!
Y adiós vaciones!

Eu adoro rotina!
Acordar às 6h, fazer meu pilates com corrida, tomar banho num vestiário cheio de perigosas peruas de todas as cores, formas e tamanhos, entrar no carro, atravessar 3 quarteirões (em 5 minutos ou em hora e meia), parar meu carro no 5º subsolo, apertar o botão 36 do elevador, atacar a geladeira da firma e pegar uma água quentinha  e passar pelo menos 12 horas na frende de um PC, com dois celulares e um telefone tocando sem parar. Tenho certeza de que o homem evoluiu do macaco só para ter dois celulares! E ficar parado na Marginal Pinheiros no fim do dia.

Darwin. Que sacada a Teoria da Evolução!
Como sou uma moça das Ciências Humanas, já viu!

Muito cedo aprendi que a adolescência é uma construção da história e das sociedades. E fiquei me sentindo a última batatinha Chips do pacote: quebrada e supersalgada.

A idéia de que a adolescência surgiu com a transformação das estruturas sociais ocorrida em fins do século XIX. Os “pessoal” foram retirados do mercado de trabalho para frequentarem a escola e outras instituições educacionais. Segundo os estudiosos, o aumento da complexidade das funções e papéis a serem exercidos na idade adulta levaram a um aumento progressivo dessa fase de formação.
E aí os “pessoal” foram estudar, ver Xuxa, beijar na boca, fazer festa quando os pais viajam e bater cadeira em baile funk.
Teoricamente, com 21 anos, os “pessoal” estão prontos para cair de boca num blackberry. Pelo que me consta, numa pesquisa formal e absolutamente científica usando como cobaia os “pessoal” que me cercam e que (não) têm características socio-econômicas bem similares às minhas, só eu comecei a trabalhar com 21 anos.

Sair de casa?
Pagar conta?

O adendo à Teoria da Evolução – que pretendo escrever, publicar em blog e, com ele, virar uma personalidade no twitter (com 12 milhões de followers, sendo que 20% oferecendo sexo e 15%, formas rápidas de ganhar dinheiro) – , vai provar que estamos evoluindo.

A adolescência, seguramente, hoje termina aos 35 anos. É só passar no Coqueirão em Ipanema em qualquer dia útil às 16h horas que está provado. A turma que ainda mora com os pais está lá tomando uma cerva e discutindo o sexo dos anjos (do Posto 10).

Casamento – pelo menos um ajuntamento – com quarentinha. Para homens, a idade pode variar. É que aos quarenta, existe uma escassez de pais – ou vivos ou dispostos a pagar para ver. Por isso, o jeito é mudar de provedor.

As mulheres começam Mafaldas e terminam Maitenas. Não entendeu? Eu pirateio para vc colorir:

 mafaldaana

maitena Qualquer semelhança com esta que vos escreve não é mesmo mera coincidência…

Depois da fase do livro, aos 60, queremos um filho (de proveta). Claro: aí já usamos todos os cremes possíveis, já investimos na plástica errada e só os filhos – dizem – têm um amor incondicional… Rugas, mau humor de manhã, vinte quilos a mais – nada disso abala o nosso amor. E, claro, mesada, carro – tudo isso fortalece.

E então chega ao fim nossa evoluída existência.

Esta semana, o IBGE anunciou: a esperança de vida dos brasileiros aumentou para 72,8 anos em 2008. A expectativa de vida dos homens é de 69,1 anos e das mulheres 76,7.
Meninos, nesses sete anos que nos separam da cova, vocês não imaginam o que vamos aprontar! Vai ser a festa do comprimido para pressão.

E para não terminar assim, intelectual, conto um fato verídico que hoje me aconteceu.
Ontem (calma que o hoje já chega), comi uma barra de chocolate Nestlé nougat. E, óbvio, não dormi.
Hoje, óbvio de novo, cheguei atrasada à aula de abdominais.
Depois de sofrer horrores, fui guardar minhas bolsa no vestiário.
Atravessei os corredores de olhos fechados. Era muita mulher esquisita para ver logo de manhã.
E fui para a sala de pilates (eu faço pilates de pobre, com a galera).
Eis que Adriana – uma loura de metro e meio, 60 quilos, cabelo mal pintado, escova de formol, plástica na barriga e silicone no peito, mãe de dois – chega atrasada e completamente anfetaminizada (vem chegando o verão, macacada).
A típica quarentona paulista de anedota – com direito a casa no Guarujá – não parava de falar e interromper a aula.
A professora ameaçou dar um castigo.
E ela, adolescente de alma, sossegou.
É ou não é uma evolução essa a da nossa geração?

É… “Estemos” involuindo messsss.

O sabiá e Hamlet

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

“…brevity is the soul of wit,
Though this be madness, yet there is method in ‘t.
There is nothing either good or bad but thinking makes it so.”

dali

Homens versus mulheres.
Na minha longa lista de defeitos, eu tenho um da pesada: sou totalmente pró-mulheres e detesto as mulheres.
Na Guerra dos Sexos, eu sempre torci para o Otávio. Desde a abertura.
Mas a gente não vive sem eles.
Mesmo que eu saia de casa vestida de mocinho – com minha superpreferida e cool jacketa de motoqueiro.
Me achando um ser autosuficiente. Vestindo minha persona nova que estou amando enlouquecidamente. (amo meu sobrenome)

Sobre elas, não adianta: elas vencerão. E as defendo enquanto gênero.
Nesse mundo multiplataformas, quem consegue assoviar, chupar cana, twittar, encher o saco do cara, telefonar e ainda pagar a conta atrasada pela internet – tudo ao mesmo tempo?
Talvez por isso eu queira virar um (a) hermafrodita evoluído (a). Rárárárárá.

Agora “enquanto pessoa a nível de ser humano” (taí o Shakespeare do cerrado, com erro e tudo), as mulheres são umas chatas.
Cerebrais. Faladeiras. Implicantes. Invejosas. Exigentes.
A gente vê pêlo em ovo a toda hora.
A gente faz beicinho para o mané carregar a mala, a caixa pesada, para comprar a bolsinha Hermès de 40 mil USD.
A gente acha que sabe tudo.
Chaaaaaatas.

Mas o motivo desse post é sórdido.
Hoje, fazendo minha esteira, liguei a TV e estava lá minha musa: Oprah.
(Pode detonar: Oprah é a única mulher que me encanta de verdade. Se ela pedir, eu deito no chão e me finjo de morta. Rolo e dou a patinha.)
Oprah entrevistava uma loura típica americana que teve um caso durante 4 anos, dos 20 aos 24.
Um caso com o…

PAI.

A história é complicada e não vou entrar nos detalhes.
Sei que, durante uma eternidade fiquei vidrada na telinha.
O pai pastor que abandonou a filha.
O primeiro beijo.
Sexo na casa da avó.
Fiquei com os olhos marejados.
Tropecei na esteira umas dez vezes.
Quis matar o cara.
Espancar a platéia.
10 km.
O coração disparado.Ácido lático bombando. Tudo doendo.

E o fim do programa? A moça não fala com o pai há dez anos.
Mas escreveu um livro.
E diz que ainda o ama. E odeia ao mesmo tempo.

E surreal é levar o tamanduá bandeira para dar uma voltinha no metrô de Paris.

Outro assunto na mesma vibe
Eu sou sócia-investidora minoritária de uma empresa de marketing digital.
Quatro caras e eu.
Tem duas semanas que a gente se estranha com polidez.sabia
Afinal, a gente não fala a mesma língua. Definitivamente.
Mas vamos ficar ricos e louros – tenho certeza.

Mais uma virada
Se posso fazer uma crítica aos rapazes , permitam-me.
A gente experimenta mais do que vocês.
A gente vai mais longe.
Vocês, com essa síndrome do “macho alfa dominante” são só não-me-toques.
Bobos. Não sabem o que estão perdendo.

Mulheres e homens.
Que bichos estranhos.
Se eu pudesse escolher.
Seria um sabiá.
Gordo e laranja.
Comendo coquinho vermelho na Vila Madalena.

Luz?

terça-feira, 20 de outubro de 2009
Mutante

Mutante

Luz branca = cabelo castanho escuro.
Franja = só na foto.

Tenho uma avó ligada no 220V (Freud nem precisa explicar).

Quando anunciei o primeiro namorado (eu com 13, ele 16), adivinha quem me pegou no flagra?
Quando tomei o primeiro porre da minha vida, adivinha quem questionou o bafo?
Quando falei que ia dormir na casa da amiga e passei a noite na rua, adivinha quem ligou “a” com “b”?
Quando fui sozinha para Amsterdã aos 15, adivinha quem chamou minha mãe de tonta?
Pois é, dona Chlóris* é da pá virada. Não deixa passar nada.
E a última dela foi puxar minha orelha por conta do mundo digital: “-Seu twitter é muito doidão. Você se expôe demais no seu blog. Para quê isso?”
Aos 85 anos, ela questiona o meu twitter e meu blog.
E não tem e nem usa computador.
Como pode?
Quais são as fontes da vovó?

Já meu avô conheceu meu Mac tempos atrás. Achou uma beleza ter TV5 on demand. Poder ver todos os programas de entrevistas da TV Francesa quando e onde quiser.
Mas achou muito chato ter que apertar mil botões, esperar o vídeo carregar. “Na TV vai mais rápido”. É fato.

Mudando de assunto, estou traumatizada. A fauna do vestiário da academia hoje estava demais. Vi coisas horrendas, indizíveis, inexplicáveis.
Da anoréxica à gorducha passando pela moça que, quando não reclama da babá, conta detalhes dos casos extraconjugais em altíssimo som, não sobrou pedra sobre pedra.
Detalhe: a gorducha fez um strike em mim e na minha malinha. Não contente, deixou itens pessoais caírem dentro da minha malinha. Me senti George Foreman diante de Muhammad Ali no Zaire. Que roubada.

Estou pensando seriamente em colocar venda nos olhos para entrar no vestiário.
É uma visão do inferno de Dante.
Preciso de 20 anos de análise para superar tudo o que vi e ouvi…

Socorro!

Em tempo: o nome Chlóris parece esquisito? Pois era assim que iria me chamar. Mas vovó me tirou dessa roubada. Na mitologia grega, Chóris era uma das Alseíades, ninfa das flores. Foi a última amante de Zéfiro, o vento-oeste. Depois do casamento, Hera e Afrodite a converteram em deusa das flores.

Em tempo 2: link besta e IMPERDÍVEL do dia
http://www.esquire.com/features/funny-slang-language-dictionary/funny-euphemisms-list-1109