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Perdas e ganhos

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

You don't know me

Graças a 2010, eu não choro mais do que o necessário para seguir em frente.
Mas anda doída a perda de meu amigo de 18 anos. Não posso negar.

Graças a 2011, abrem-se novas e boas portas.
E estou revendo algumas das minhas decisões radicais.
Ex-amigos, mudanças que quase-foram, outras que foram, velhos conceitos.
É chegada a hora de voltar atrás, fazer a curva. Quero ser menos “definitiva” com o que um dia não deu certo.
E quero caminhar na paz.

Nesse clima, meu espírito contraditório veio com tudo.
Mais uma vez, esbravejei contra essa onda de transformar José Alencar em herói.
E andei jogando porcaria dos outros no ventilador…
“Paz” com assinatura Ana Pessoa.

Depois de resolver as chatices burocráticas que todo dono de empresa enfrenta no começo de um ano, hoje me dei uma folga.
Deixei o texto do amigo que estava quase pronto para depois, não cobrei a entrega de material do fornecedor atrasado, congelei o grande projeto da enorme empresa.
Deixei tudo para amanhã na cara dura.
E fui para o salão de bairro com minha prima 4 anos mais nova.
Pé, mão, café e fofoca.
Mais uma escova que me deixou com o cabelo todo oleoso de “produtius”.

Ah, Belo Horizonte é uma cidade estranha…
Parece o ensaio de uma série daquelas tipo Mad Men só que feita com baixo orçamento.
Uma coisa do passado com personagens muito marcantes.
E, definitivamente, eu não faço parte do cast.

Agora, hora de ir para a degustação dos novos pratos do bistrô francês com a mamãe.
(Leia-se: As incríveis aventuras da balzaca inconformada com a condição humana e com os dois pés definitivamente na jaca…)

Reveillon

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pivoines: florescem um mês por ano, custam 25 euros e executivo rico não leva

Ei, vocês, chatos que infernizaram minhas escolhas, que empataram minhas decisões e que hoje estão nos seus escritórios.
De um lado, uns arrancam cabelos para resolver as dívidas insolúveis.
De outro, uns não têm cabelos porque a grana sobrou e a família, os amigos, todo mundo se mandou.
Ou você é aquela que apenas encalhou e vive perdida numa série de reuniões.
Viajem muito.
Trabalhem duro.
Como se não houvesse amanhã.
Não há!

Para mim o ano começou hoje.
O ano? Acho que nasci ontem.
Papo de blog?
Papo de mais de 35.

Não dormi.
Passei a madrugada escrevendo.
O começo de uma história.

Não, não quero essa vida chata de corporação.
De gente pequena, gorda, careca, sem graça,
que não bebe de segunda à sexta, que se esconde atrás do cartão (de visita e de crédito).
Que arruma filho para segurar algo que já acabou.
Que acha que ser gente está relacionado a “onde” ou “ter”.

É tarde, é tarde, é tarde

Ei, você aí!
Topa tomar um drink de menina comigo hoje às 19h?
Ei, o que faz bem não engorda.
Só engorda quando é para trocar alho por bugalho.
E se você chegar atrasado amanhã, tudo bem.
Mate os colegas de inveja.
Chegue bem tarde e um pouco descabelado.
(Com cara de quem fez o que não devia, mas que valia)

Hoje saí por aí com uma amiga.
Esbarrei num ator da Globo.
Feliz e anônimo com dois filhinhos.
Fazia um sol do cão.
Depois de andar uma hora com a gringa para trocar dinheiro, ela cansou.
Encheu meu saco.
Tem casa há 20 anos em Paris e confundiu o Louvre com o Quai d’Orsay.
Entramos no metrô.
Esperei a porta abrir e…
Quando o trem já ia partir, pulei!
Deixei a moça falando sozinha e chupando pirulito dentro da estação.
Simplesmente e literalmente pulei fora.
Sai de mim, gente chata.
Gente que adora falar de si, dos seus problemas, de suas conquistas, de si, de si e só.
Eu só quero céu azul, sola gasta, poesia de manhã e de noite.
Dinheiro também, mas sem muito foco.
Quero gastar em flor de 25 Euros.
Em molho de Marseille.
Na Capadócia.

Ei, vem beber comigo hoje?
Acabei de completar minhas primeiras horas.
E não vou perder tempo.

Macunaíma prontíssima!

A volta dos que já foram

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Fotos de uma night espano-cubana-gay com direito a visual bizarro e muito, mas muito gim com ginger ale! E peruca!