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O sabiá e Hamlet

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

“…brevity is the soul of wit,
Though this be madness, yet there is method in ‘t.
There is nothing either good or bad but thinking makes it so.”

dali

Homens versus mulheres.
Na minha longa lista de defeitos, eu tenho um da pesada: sou totalmente pró-mulheres e detesto as mulheres.
Na Guerra dos Sexos, eu sempre torci para o Otávio. Desde a abertura.
Mas a gente não vive sem eles.
Mesmo que eu saia de casa vestida de mocinho – com minha superpreferida e cool jacketa de motoqueiro.
Me achando um ser autosuficiente. Vestindo minha persona nova que estou amando enlouquecidamente. (amo meu sobrenome)

Sobre elas, não adianta: elas vencerão. E as defendo enquanto gênero.
Nesse mundo multiplataformas, quem consegue assoviar, chupar cana, twittar, encher o saco do cara, telefonar e ainda pagar a conta atrasada pela internet – tudo ao mesmo tempo?
Talvez por isso eu queira virar um (a) hermafrodita evoluído (a). Rárárárárá.

Agora “enquanto pessoa a nível de ser humano” (taí o Shakespeare do cerrado, com erro e tudo), as mulheres são umas chatas.
Cerebrais. Faladeiras. Implicantes. Invejosas. Exigentes.
A gente vê pêlo em ovo a toda hora.
A gente faz beicinho para o mané carregar a mala, a caixa pesada, para comprar a bolsinha Hermès de 40 mil USD.
A gente acha que sabe tudo.
Chaaaaaatas.

Mas o motivo desse post é sórdido.
Hoje, fazendo minha esteira, liguei a TV e estava lá minha musa: Oprah.
(Pode detonar: Oprah é a única mulher que me encanta de verdade. Se ela pedir, eu deito no chão e me finjo de morta. Rolo e dou a patinha.)
Oprah entrevistava uma loura típica americana que teve um caso durante 4 anos, dos 20 aos 24.
Um caso com o…

PAI.

A história é complicada e não vou entrar nos detalhes.
Sei que, durante uma eternidade fiquei vidrada na telinha.
O pai pastor que abandonou a filha.
O primeiro beijo.
Sexo na casa da avó.
Fiquei com os olhos marejados.
Tropecei na esteira umas dez vezes.
Quis matar o cara.
Espancar a platéia.
10 km.
O coração disparado.Ácido lático bombando. Tudo doendo.

E o fim do programa? A moça não fala com o pai há dez anos.
Mas escreveu um livro.
E diz que ainda o ama. E odeia ao mesmo tempo.

E surreal é levar o tamanduá bandeira para dar uma voltinha no metrô de Paris.

Outro assunto na mesma vibe
Eu sou sócia-investidora minoritária de uma empresa de marketing digital.
Quatro caras e eu.
Tem duas semanas que a gente se estranha com polidez.sabia
Afinal, a gente não fala a mesma língua. Definitivamente.
Mas vamos ficar ricos e louros – tenho certeza.

Mais uma virada
Se posso fazer uma crítica aos rapazes , permitam-me.
A gente experimenta mais do que vocês.
A gente vai mais longe.
Vocês, com essa síndrome do “macho alfa dominante” são só não-me-toques.
Bobos. Não sabem o que estão perdendo.

Mulheres e homens.
Que bichos estranhos.
Se eu pudesse escolher.
Seria um sabiá.
Gordo e laranja.
Comendo coquinho vermelho na Vila Madalena.

Stoned!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Olheiras de felicidade (e uma certa boemia)

Olheiras de felicidade (e uma certa boemia)

Eu adoro fazer várias coisas ao mesmo tempo. Sempre foi assim. Tem uma cena da minha infância que é divertidíssima: às sexta-feiras, quando eu não fazia ballet, natação e aula de artes (!), eu passava a tarde na banheira ouvindo música, lendo gibi e comendo biscoitinho. Saía do banho igual a uma uva-passa. Tudo ao mesmo tempo agora. Só não era digital.

E nem precisa dizer que nasci para esta época louca de smartphones, TV com internet, muito aeroporto e muitos outros gueriguéris. (estou me perguntando se gueriguéri tem ou nao hífen segundo a nova gramática e provavelmente errando…).
Pois hoje eu estava de banho tomado, roupa posta, maquiada. Só faltava colocar meu sapato para sair e tomar meu late brunch. Bate na porta o conciérge com mil caixas. O micro novo que eu comprei. Um MacBook-pro com tela maior que o do meu micro atual, feita de led e com anti-reflexo. Além disso uns programetes (office e outros) + caixinhas micro-mínimas-minúsculas de som com um bom design…

Pronto! Fiquei chapada na hora! Botei a camisola, são 13h50 e ainda nao comi… (só fui comer às 15h40 e parecendo uma bárbara, uma “Kasper Haus”)
Ontem, depois de emendar 2 restaurantes, um bar de hotel e uma boate, fiquei pensando: será que virei nerd? HAHAHAHAHA. Uma nerd party monster?

O garçon do segundo restaurante (Bagatelle), é um francês atacadíssimo. Laurent. Ao me ver twittando, pegou meu celular e não devolveu mais. E vamos dançar, falar francês (e o meu melhorou muito), comer doces com milhares de calorias. Esqueça dos widgets. Mas com tudo isso e mais um celular… Twittei as fotos do Laurent. Il est tres mignon!

Nem contei que fui a Broadway para ver Hamlet. É a peça mais longa de Shakespeare e primeira que li. Roubei um livro do meu avô e so devolvi sete anos depois… Amei como amei os gregos que ele primeiro me apresentou. Ésquilo sempre foi meu predileto.
Bom, Jude Law é realmente bonito e bom ator. A peça me pareceu um tanto irregular, mas o resultado final foi positivo. Valeu. Agora, bonito mesmo é o cara que interpreta Horatio, de nome Matt Ryan. Meninas, olho no inglês porque é um achado!

Enfim… Muito blablablá e tenho que me desgrudar desse computador lindo e superpoderoso e sair para trabalhar… E bater perna por aqui é minha especialidade.
Chega de ficar no quarto.

Ah! E para quem também se descubriu nerd com mais de 30: http://technology.timesonline.co.uk/tol/news/tech_and_web/article6868818.ece