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Sociedade das mulheres

quarta-feira, 1 de junho de 2011

C de casa da mamãe

Um caso novo e que me deixou com a cuca fundida hoje.
Uma amiga bem sucedida, solteira, com mais de 40 vai ser mãe.
O pai? Não existe.
Mesmo.

Sim, na sociedade ainda machista, em que homens ganham mais do que mulheres para exercerem cargos de mesma hierarquia, na sociedade em que não existem pílulas contraceptivas para eles… Surge uma ameaça.
Além da piada pronta – a proliferação indiscriminada de sogras -, um questionamento tomou conta de mim: o que será dessa nova classe de mães solteiras sem pai “biológico” conhecido? O que será dos frutos dessas novas mães que recorreram a bancos de esperma?
Não quero falar de minha amiga. Estou com ela e não abro. Essas crianças terão uma senhora mãe.
Penso em mercado de serviços, em bens de consumo, em relações de trabalho.
Mães que não terão maridos ou pensão dos ex e que com isso não contam, disso não precisam.
Filhos de uma nova família.
Uma sociedade em que os homens têm menos importância. Terão algum papel?
Uma sociedade em que os homens possíveis são os filhos dos homens invisíveis.

É o começo de uma revolução.
Sexual, comportamental, profissional.
Seria uma terra de amazonas?
Com um dos seios cortados – o seio que as liga à concepção dita original?
Seriam os homens dessa nova sociedade apenas objetos para determinados fins?

Homens, tremei. O fim está próximo.

Quando não evoluímos

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Eu tenho visto essa série de propagandas e, cada vez que essas humoristas aparecem em minha telinha, xingo um palavrão sem depilação.
Para mim, publicitário é tudo, menos bobo.
Afinal, tem que ter um certo talento para fazer o cliente pagar e aprovar pelos devaneios da criação.

Como mulher com um toque declarado de misandria, detestei essa propaganda.
Que coisa sexista, atrasada, estúpida.
Mulher evoluída é aquela que ataca o sexo oposto?
Mulher evoluída acha que homem tem que fazer faxina?

Em tempos de grana curta e empregada doméstica virando profissão em extinção, pensei que um produto de limpeza viesse para facilitar a vida de homens e mulheres que não têm tempo nem paciência para uma faxinão da dona Maria…
Ledo engano: produto de limpeza serve é para esculhambar as questões de gênero.

Para mim, as mulheres confundiram tudo quando tentaram ser… Homens!
Quiseram trabalhar mais e melhor, colocaram a prótese peniana na mesa e excluíram os homens do jogo.
Os homens, por sua vez, ficaram fazendo aquele papel de PSDB: depois de curtirem o poder, perderam a mão.
Não se posicionaram e viram uma parte do eleitorado debandar…

Estes novos comerciais mostram que queimar soutiens foi uma tremenda besteira.
O lance é botar uns contra os outros.
E, se você for gay ou simpatizante, tem tudo para fazer a turma hétero comer poeira enquanto se engalfinha na rinha do nosso quintal.

Apertem os cintos, a guerra dos sexos vai aparecer em versão reloaded em tamanho P, M, G, XG.

Buscando um papel

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ultimamente tenho me ligado em questões de gênero.
Talvez seja a idade.
Mas não posso deixar de defender um ponto: homens e mulheres andam perdidos, perdidos.

As mulheres, com soutiens em chamas e peitos despencando, decidiram dar uma banana para os homens.
E nenhuma, nenhuma mesmo, liga muito para o fato de não ter ganhos equiparados aos deles.
A questão é poder fazer tudo o que eles fazem e mais: ainda serem mães deles e dos filhos. Tudo?
Eles, encolhidos na perda do papel de provedores alfa, ficam na defesa.
E reclamam, pois não conseguem adivinhar o que mais elas querem.
Antes, era só um puxão de cabelo e uma penca de filhos.
Depois, houve a fase Liz Taylor: jóias, viagens, uma casa no campo.
Hoje ela puxa o cabelo, dá carro e ainda manda que ele lave a louça. Pode?
No fundo, creia em mim, elas querem ser mulherzinhas.
E eles, machinhos dominantes.

É um círculo vicioso.
Elas mudam o mundo, comem a vida pelas bordas, eles se encolhem, ficam perdidos, gritam, e ninguém se entende muito bem.

Hoje, numa daquelas conversas que pintam de quando em vez, o moço contou que está trabalhando loucamente e que a mulher, com filhos de 3 e 1 ano, deixou a profissão para virar mãe em período integral.
Não conheço o moço e nem tive interesse em me aprofundar em assunto tão íntimo, mas ficou no ar aquela sensação de que eles sabem que perderam o equilíbrio e que andam arriscando muitas coisas numa corda bamba.
Eu, particularmente, não quero falar da minha vida pessoal.
Só devo dizer que é muto difícil ser mulher moderna. Homem então…

Essa sensação falsa de autosuficiência não cola.
A gente é bicho. Vive em comunidade. Temos hábitos sociais. Precisamos do outro.

Eu ando com uma pulga atrás da orelha.
E ela, doutoranda em Lewis Caroll, vive gritando:
“-É tarde, é tarde… É tarde, é tarde, é tarde.”