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Multitarefa

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Em computação, Multitarefa é a característica dos sistemas operativos que permite repartir a utilização do processador entre várias tarefas aparentemente simultaneamente.
Wikipédia

autorretrato em um momento de folga

Na vida dos mortais, é não dormir mais do que duas horas, dar comida para o gato, para o cachorro, lavar as toalhas de banho, cuidar do pequeno, e, quando der, fazer o café da manhã.
Receber o amigo, amarrar a coitada no carrinho e levar a cachorra para uma volta simples até a esquina (e, depois, ver a cara de decepção dela).
Faminta, tomar café por volta de 11h, almoçar às 16h30, rezar para o pequeno não acordar, tirar o lixo, passar pano, aspirador, tomar banho correndo enquanto deixa roupas de molho.
Baixar os jornais que não vai ler e, também, alguns textos sobre matemática financeira.
Fazer uso de sua habilidosa leitura dinâmica.

Pensar em inglês, escrever em espanhol, sonhar em português. Pirar em francês.

Adiantar um trabalho que era para ser entregue no dia 16 porque acha que essa será sua única janela de tempo para fazer algo apresentável.
Antecipar o medo de ter que usar uma HP-12C. Ah, se fosse “apenas” para consultar um livro de antropologia ou para tentar decifrar Albert Camus.

Cansada, enclausurada e com a cabeça em outras paragens.
Quero ver um computador dar conta de tudo isso.

Fruta do conde

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O tal Conde de Miranda tinha bom gosto

Tem coisa melhor do que a casca verde, art déco, com esfumaçado em negro?
E a polpa branca, doce, lenta?
Sementes tão lindas que sempre guardo para jogar em algum jardim – embora nunca tenha visto uma árvore pelas redondezas.

Puríssima numa tigelinha branca ou em suco com água de coco para esbanjar?

E uma meia tarde sozinha?
Eu, comigo mesma, uma HP-12C, e uma telinha para acompanhar o sono dele.
Tão bonitinho.

Cabeça-de-negro, araticum-do-campo, araticum-dos-lisos e marolinho. Pinha.

A primeira muda aqui chegou vinda das Antilhas para criar raiz na Bahia, em 1626.
Culpa do governador Diogo Luís de Oliveira, o Conde de Miranda.
Quando amadurece, o fruto se abre como que dizendo:

é agora ou nunca!