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Rodopiando

quarta-feira, 3 de março de 2010
Alê, MaÍra, Jorge Clerc e eu - Gato Negro para alegrar

Alê, MaÍra, Jorge Clerc e eu - Gato Negro para alegrar

Esses dias têm sido Ana ao cubo. TUUUUUUUDO ao mesmo tempo.

Agora mesmo gripei ou fiquei alérgica.  Achei um delivery de sopa no prédio e estou com uma coriza chata. Um ponto positivo e um negativo. E  tenho que correr para a Vogue – semana de fechamento da revista i. A revista está linda de morrer – e os textos, estupendos. Mas o meu pique “tá faiado“.

Alguns me perguntam sobre filhos. Outros, chai latte. De manhã despachei bicho de pelúcia, computador, creme – família toda presenteada via Correios e Telégrafos. No almoço, adieu mes amis. Com nosso ritual de Gato Negro e um certo ar ébrio no escritório.

Amanhã tenho assinatura na justiça (tema para um looooongo post), e reunião para oficializar minha saída da sociedade que foi um sonho, uma república e uma dúvida – e nenhuma dívida. Mas que tem gente muito bacana e correta – coisa rara nos dias de hoje. E tenho que trabalhar. E tenho que organizar a casa para quem vier. E tenho que escrever, escrever, escrever. E tenho tanta coisa que queria ficar de pantufa assistindo tevê. Quem sabe um brigadeiro de colher.

O fato é que o que eu queria mesmo era um tempo para respirar.

(Vou correr para a Vogue e tento terminar esse post de lá – mas não prometo nada. Tanta coisa para falar e eu aqui com a mão coçando e sem poder contar. Ai ai)

Da minha natureza

sábado, 31 de outubro de 2009

picole

Quem diria que teríamos um sábado de sol daqueles de se jogar e ficar lagarteando na grama… Delícia.

Pintei minhas unhas de laranja para combinar com o clima. Nosso editorial da revista vem com “pink flamingos” de 1,5 m feitos de acrílico. Peguei dois e trouxe para casa. São chiques e divertidos ao mesmo tempo.

Aliás, estamos em pleno fechamento da última edição do ano. Desta vez foi pesado para a produção. Criar um clima de verão em meio às chuvas de outubro. Para mim, é “pesque e pague”.
Essa onda do FLÚO (nosso velho e conhecido neon) é diferente: tem algo de brega, muito de alegre e uma pitada de cor forte que te joga para cima. Eu, branca de leite, chegada num preto, estou hipnotizada por minhas unhas fluo-laranja. Engraçado como o calor muda tudo: até o corpo muda.

No francês, suave e sonhando com a volta a uma Paris de menina, pesquei duas rimas probres que me encantaram. Bonitas se lidas na língua de Bardot.

Je veux te voir des etoiles dans les yeux. Je vous invite à entrer dans la ronde!

Seguindo a deixa de que a maldade anda muito na cabeça das pessoas, twittei. Não passou um minuto e recebi um comentário obsceno de um desconhecido. Reli. Tem algo de devasso nas frases – se você fizer uma tradução tabajara muito ao pé da letra. Mas o convite é para a discussão. Dei uma resposta engraçada-ferina e bloqueei o cara. Abusado.

Penso nos que vivem em cidades cinzas. Que melancolia.
A São Paulo que habito é meio carioca. Vila Madalena. A São Paulo onde trabalho é Manhattan tupiniquim.
Minha empresa – que agora estou começando a gostar, será síndrome de Estocolmo? – tem cores. Fala multilínguas: gauchês, carioca, paulista, espanhol de todo lado (Colômbia, Peru, México), inglês. É pink flamingo.

Sobre música. Tirando meu compositor preferido de todas as horas, meu companheiro das tardes sem trabalho – quando as madrugadas eram intensas e caretas de jornalismo ao pé da letra -, Eric Alfred Leslie Satie, tenho ouvido muito Michael Jackson. Tão diferentes, não? Um morreu deixando centenas de guarda-chuvas no apartamento. E o outro morreu, eu creio, porque em vida, andava estragando a própria obra. Agora que é um poeta morto, voltou a ter força, voltou a ser grande. E ele é muito bom.
Ambos detestavam o sol.
Eram muito excêntricos. Satie só comia comidas brancas. Ovo, nabo, leite. E se alguém tiver um exemplar de Mémoires d’um Amnésique, eu compro! De verdade. Voltando ao Michael, minha música preferida foi interpretada pelo guitarrista mais metido (e qual não é?) e que tenho ouvido muito desde o ano passado. Bela combinação.

O engraçado é que procurei o vídeo no YouTube e o menos pior (sem narração) foi o da Globo. Pedala MTV, pedala Record!

Bom, sábado de sol. Música. Aproveitem.

E para não dizer que meu coração ficou quentinho, dou adeus com uma palavrinha bem interessante. Em inglês é asséptica, quase boba. Notei a sutileza ontem, na segunda garrafa.

Wanton.

Devassa, não a que – de tempos em tempos – fazem nas contas de políticos e empresários – e não dá em nada.

Dicionário (Google/Tabajara):

substantivo
  1. criança alegre
  2. devasso
  3. libertino
verbo
  1. agir ousadamente
adjetivo
  1. abundante
  2. arbitrário
  3. brincalhão
  4. deliberado
  5. injustificado
  6. intencional
  7. lascivo
  8. lânguido
  9. luxuriante
  10. malicioso
  11. pródigo
  12. sensual
  13. travesso
  14. atrevido
  15. temerário

Que palavra boa. Abundante de significados. Uma aura meio malandra. Mas que não afasta ninguém. Ciao.

Cabeça Dinossauro

quarta-feira, 1 de julho de 2009
Quando a revista vira arte

Quando a revista vira arte

Foi o Alê Lima, o super antenado, que viu e me mandou. E eu adorei. Uma nova versão para a capa da revista que eu edito.

Tem humor, tem ironia, tem sangue, tem CET. Fechou! Achei ótimo.

E tem mais: fechamento da revista é sempre aquele caos. Costumo chamar de Kinder Ovo. As meninas correm, a gente planeja, mas sempre vem com uma surpresa.

No mais, vida seguindo, hoje chegou o meu chip da OI. Vou me libertar da TIM (ganei) no dia 11/07. Mal posso esperar. Tudo é melhor do que o péssimo atendimento da TIM. E sou fiel às minhas opiniões: ao ser entrevistada para um bom cargo nessa empresa, o entrevistador fez a clássica pergunta: Você tem alguma pergunta? E a bocuda,  honesta, perguntou: vocês têm algum plano para mudar o atendimento desta empresa? Porque só posso “vender” produtos nos quais creio…  É claro que o único convite que recebi foi o para me retirar…

Ontem foi dia de terapia de casal. Uma coisa indescritível. Você paga para alguém te ouvir discutir a relação. E dizem que é bacana…

No mais, preparando para o evento do ano na empresa. Pena que não posso contar.

 

Fui!

O Plágio…

terça-feira, 19 de maio de 2009

photo-170

Finalmente a onda que eu esperava começou!

Apple this summer is recruiting about 450 “At Home” technical support staff in at least six cities across the U.S., according to a document seen by Cultofmac.com.
Instead of locating these workers in a centralized call center, they will work out of their own homes.
“As a company who’s motto is ‘think different,’ our ‘work different’ philosophy offers you the opportunity to work independently in your home office,” the job ads said. “You will receive all the wonderful benefits of working for an amazing company without ever leaving your home.”

http://tinyurl.com/p23k3j

 Acho o máximo. Trabalhar em casa. Defendo super.

Principalmente se o cidadão é da minha área – jornalismo, marketing. É muito mais produtivo. É muito melhor. Para quê vir para o escritório todos os dias? Vamos fazer nossas reuniões essenciais e tocar o barco.

É assim que eu fecho revista e, embora ainda haja um nariz ou outro torcido por aí (até dentro da editora), funciona.

Falando de filmes, o novo do Ken Loach, Looking for Eric deve ser incrível. Ken Loach sempre surpreende com seus filmes bem amarrados, suas preocupações com questões sociais… Eu simplesmente amo Costa Gravas. E acho que Loach é da mesma escola…

Já o Anticristo de Lars Von Trier… Sinceramente!  Dos caras do movimento Dogma, ele foi sempre o diretor que menos me encantou. Mas… Não sirvo como referência de crítica. Não mesmo. Ainda mais se a crítica é do cult. Risos.

E leiam isso (no Blue Bus saiu uma nota em português):

Dowd wrote: “More and more the timeline is raising the question of why, if the torture was to prevent terrorist attacks, it seemed to happen mainly during the period when the Bush crowd was looking for what was essentially political information to justify the invasion of Iraq.”

Marshall wrote: “More and more the timeline is raising the question of why, if the torture was to prevent terrorist attacks, it seemed to happen mainly during the period when we were looking for what was essentially political information to justify the invasion of Iraq. “

 Alguma diferença? Trocando o “we were” para “the Bush crowd was”, nenhuma diferença… A crítica do New York Times simplesmente copiou o texto de um blogueiro e jura que foi mera coincidência, que ela nem leu o blog. E pior, a culpa é de um amigo dela!

“I didn’t read his blog last week, and didn’t have any idea he had made that point until you informed me just now. I was talking to a friend of mine Friday about what I was writing who suggested I make this point, expressing it in a cogent — and I assumed spontaneous — way and I wanted to weave the idea into my column. But, clearly, my friend must have read josh Marshall without mentioning that to me.
We’re fixing it on the web, to give Josh credit, and will include a note, as well as a formal correction tomorrow.”

 Maureen Dowd, minha filha, assume que você copiou o blog do moço. Ou então fica calada. Porque mentir assim é feio demais…

 E falando em confusões via blog, matéria da Gazetaonline dá uma dica aos candidatos a emprego: “Dizer em páginas de relacionamento que odeia o chefe ou odeia trabalhar na segunda-feira, pode colocar tudo o perder. “

Gente, hello! Todo mundo odeia chefe e odeia segunda-feira! Ou quase todo mundo. Eu nunca li num blog alguém escrevendo que AMA o chefe que que mal vê a hora de chegar a segunda-feira. Recrutadores, hello! Procurem pessoas de verdade. E “odiar” o chefe pode ser pesado. Mas querer ser o chefe pode ser positivo… Vou usar uma frase do diretor-geral do Google Brasil, Alex Dias, 37 anos, que foi publicada numa entrevista hoje: “A transparência é que faz a diferença. É falar para o usuário, deixar claro para que ele não se sinta traído.”

Hello!

Ai, tanta coisa para falar… Hoje estou super com a macaca. Mas esse post já deu.

Como última, antecipo novidades da próxima revista. Tudo caminhando para nosso próximo editorial ser feito em Paris. Que delícia.

Mas eu não vou… Tenho meu segundo emprego para tocar.  :-(