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Casa grande, senzala, favela e trilho

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

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Meu universo parou na favela queimada.
Moradores não foram para o abrigo com medo que outros favelados invadissem seus ínfimos metros quadrados incendiados.
E o hit entre as babás de madame é pingar sonífero nas mamadeiras.
A empregada foi demitida só por que pediu vale refeição – não gostava da comida fresca da madame.
E tudo acaba em novela, um tal de empreguete com patroete que não entendo (nada) bem.
Brasil, sil, sil.
O ex não fala português, e diz coisas loucas, disparatadas.
E é o cara!
Em São Paulo, vence quem tira a uvinha da Mortágua em pleno carnaval.
No Rio, nem tropa de Elite tira o bandido do trono.
Está lá a moça morta por tiro de fuzil dentro do posto de saúde.
Zil, zil, zil.

Porque eu só quero ser feliz, andar tranquilamente…

…Quero ser feliz
Nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar.

E a saudade no meu peito ainda mora (…)

quando pego meu cavalo e encilho
Sou pior que limpa trilho e corro na frente do trem.

Fogo no Twitter!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

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Exercício de como agir em caso de incêndio num conjunto empresarial que abriga 7 mil pessoas… Imagine o caos que foi no meu local de trabalho.
Eu cheguei e o trânsito já estava parado no meio da Marginal Pinheiros – afinal, fecharam a entrada principal do estacionamento. No Twitter, o aviso – ninguém sobe. Aí fiz tudo com calma. E até consegui pegar elevador da garagem antes de todo mundo!
No saguão, centenas de pessoas… Fila para subir para o trabalho. Pessoas contando das reuniões que haviam perdido.
Reunião perdida? Risos. Tem empresa que não trabalha, faz reunião.

E pensar que quem não seguiu as regras num incêndio de verdade – e desceu de elevador do World Trade Center – conseguiu se salvar… Muitos daqueles que desceram as escadas viraram pó…

No twitter hoje, mais uma coisa diferente:

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“O mais longo poema em todo o mundo” une posts que rimam.  São mais de 4.000 versos / dia. É uma idéia interessante. Embora meu post tenha sido uma grande bogagem…

Por aqui, não li hoje notícias sobre o avião desaparecido. Nem precisa, a história é como a de uma novela: as pessoas falam, o rádio comenta – e você fica informado por osmose.

Agora dei uma busca no assunto para ilustrar minha opinião:

Cerca de 2.000 pessoas lotaram hoje (4) a igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, durante culto ecumênico em memória dos passageiros do Airbus A330. O avião desapareceu na madrugada da última segunda-feira (1º), quando fazia a rota Rio de Janeiro-Paris.
Além de parentes e amigos de passageiros, estiveram presentes funcionários da companhia aérea Air France e autoridades brasileiras e francesas. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, representou o presidente Luiz Inácio Lula da Lula na celebração. (UOL)

Quem não tem Sarkozy, reza com Celso Amorim. É o fim mesmo. Nosso presidente é uma piada pronta.

E eu estou apostando que o acidente foi por conta da máquina mesmo. Esses aviões são tão modernos que os pilotos quase não têm autonomia para fazer nada. A máquina pifou e deu no que deu…

E me impressiona a rapidez da internet quando o quesito é morte.

Eu li no The Nation, um minuto depois já estava na wikipédia:

David Carradine (Los Angeles, Califórnia, 8 de dezembro de 1936Bangcoc, 4 de junho de 2009) foi um ator estado-unidense.

David, nascido John Arthur Carradine, era filho do ator John Carradine, irmão de Bruce Carradine e meio-irmão de Keith Carradine e Robert Carradine. David Carradine é mais conhecido por sua personagem Kwai Chang Caine na série de televisão Kung Fu, em que interpretava um monge Shaolin, mestre em Wushu, no Velho Oeste dos Estados Unidos.

Carradine também interpretou Bill, na série de dois filmes Kill Bill, de Quentin Tarantino, com Uma Thurman como protagonista.

Foi encontrado morto dia 4 de junho de 2009 em um hotel de luxo em Bancoc, na Tailândia. [1] O primeiro relatório da polícia local indica que Carradine cometeu suicídio por enforcamento; uma empregada do hotel encontrou o seu corpo sentado em um armário, com uma corda em volta do pescoço e em outras partes do corpo.[2]

O pai dele, John Carradine, era demais. Foi trabalhar com Cecil B. DeMille como cenógrafo. Cecil achou o trabalho dele uma droga. Mas o colocou em vários filmes. Amigão de John Barrymore (o que diz muito sobre quem ele era), ficou famoso ao trabalhar com o grande John Ford. Meu filme predileto com ele é As Vinhas da Ira. Aliás, excelente livro. Não precisa mais explicar, né?