Posts com a Tag ‘Inglaterra’

Malu Magalhães é péssimo exemplo

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

I95BridgesThamesRiver-781041

A barra pesou.

Não se trata de comparação.
Mas ganhamos menos.
Fazemos mais coisas ao mesmo tempo.
E carregamos os bagrinhos.
Não sabemos por que vamos nesse ritmo.
Já experimentou nadar contra a maré?
Não sei se é a conta furada.
Se é a falta de rumo generalizada.
E o fato de não podermos parar.

http://www.timesonline.co.uk/tol/comment/columnists/guest_contributors/article6732389.ece

Esse artigo (não) diz tudo. O título é: Ensine as jovens a ser advogadas, médicas – e mães

Nele a colunista expôe suas dúvidas, não soluções. Ela conta que a Comissão da Mulher e Trabalho da Inglaterra emitiu recentemente um relatório dizendo que a razão pela qual as mulheres são subvalorizadas no trabalho é porque não estão recebendo conselhos suficientes sobre aspirações e carreira.
A educação formal das escolas não está preparando as moças para este mundo.

Convidada para falar na formatura da escola onde havia se graduado há 30 anos, a colunista ficou espantada ao notar que as meninas que encontrou prontas para receber o diploma são extremamente perfeccionistas. E mães trabalhadoras não podem chegar à perfeição em todas as áreas de suas vidas.

“Eu sinto muito, meu amor, por você e as meninas. Mantenha-as por perto “, foram as últimas palavras da advogada Catherine Bailey para o seu marido, um médico. Ela se atirou no Tâmisa. O médico legista concluiu: “Ela era uma mulher muito capaz e profissional e mãe de três que descobriu que é difícil atender às exigências da maternidade e do elevado padrão que ela mesma se impôs.” Sócia de um escritório de advocacia, a moça vinha trabalhando enlouquecidamente. Ao voltar para casa, ela parou o carro na beira do rio. Ligou do celular para o marido. Tirou os sapatos e se atirou nas águas turvas.

Não é apenas a profissão. A colunista, que viaja pela Inglaterra, notou que as meninas têm mais consciência sobre o que querem fazer do que os meninos. Os meninos são mais relaxados sobre o próprio futuro.

As estatíscas mostram que quatro quintos das mulheres têm filhos. Isto não significa que as escolas deveriam estar ensinando meninas a cozinhar e costurar. Mas também não significa que as escolas devem preparar as meninas para querer o mesmo que os meninos.

Talvez tenhamos errado quando decidimos queimar os sutiãs. Eles são necessários.
Queimamos os sutiãs, trabalhamos feito mouras, acumulamos tarefas.
E eles não se preocupam muito.

Alice, minha cachorra, o livro, a imagem

quarta-feira, 24 de junho de 2009
Foto de Divulgação

Foto de Divulgação

Alice é uma menina levada que “nasceu” em 1862. Entrou em uma toca atrás de um coelho falante e caiu em um mundo fantástico. Muitos enigmas contidos no livreo de Lewis Caroll são quase que imperceptíveis para os leitores de hoje, pois continham referências da época, piadas e trocadilhos que só fazem sentido na língua inglesa.

Minha cachorra se chama Alice. Encontrada por uma ONG que recolhe bichos das ruas, foi colocada para adoção num supermercado e levada para um apartamento na Vila Madalena. Hoje come comida orgânica, passeia todos os dias, toma banho uma vez por semana e já conhece Rio, Belo Horizonte, Salvador e Campinho – um paraíso tropical.  Adora lagosta e camarão. Mas não dispensa um resto de comida encontrado no chão. Risos.

Alice é mítica. Win Wenders já a retratou em um filme incrível. Alice foi o nome que deram para minha sogra quando no Brasil chegou, vinda do Japão. O nome dela é Yuki, mas Alice seria mais fácil para ela ser “recebida” pelos paulistas. As histórias de Caroll  foram inspiração para a música  I AM THE WALRUS, dos Beatles. Alice no País das Maravilhas é uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.

Carol, se vivo estivesse, e se morasse num país onde a lei é respeitada, com certeza estaria preso ou na capa de uma revista tipo imprensa marrom. Ele gostava de desenhar e fotografar meninas nuas, tudo com a permissão das mães. “Se eu tivesse a criança mais linda do mundo para desenhar e fotografar”, escreveu, “e descobrisse nela um ligeiro acanhamento (por mais ligeiro e facilmente superável que fosse) de ser retratada nua, eu sentia ser um dever solene para com Deus abandonar por completo a solicitação”. Por temor que estas imagens criassem embaraços para as meninas mais tarde, pediu que, após a sua morte, fossem destruídas ou devolvidas às crianças. Quatro ou cinco fotos ainda sobrevivem.

E no estranho mundo de Tim Burton, Alice ganha novas cores. Mais sinistras – embora berrantes.

Fotos de Divulgação

Fotos de Divulgação

Todo esse posto para repetir uma frase que, para mim, faz todo sentido:

“Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e, então, pare”. Lewis Carroll (Alice no País das Maravilhas)