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Insônias

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

(re.sig.na.ção)

sf.

1. Ação ou resultado de resignar(-se).

2. Demissão voluntária do cargo exercido ou da graça recebida; renúncia [+ de (… em favor de) : a resignação do ministro em favor do chefe de gabinete]

3. Fig. Submissão aliada à constância e paciência face aos infortúnios; paciência no sofrimento, coragem para suportar os rigores dos infortúnios, constância em uma situação sem que se reaja contra ela, ou sem que o paciente se lamente dela; paciência: “A expressão do rosto não era propriamente de tristeza ou de resignação, mas de constrangimento, e pode ser também que de ansiedade…” (Machado de Assis, Casa velha)) [+ a, com, em, (per)ante : resignação ao sofrimento:resignação com os reveses: resignação na dor: resignação (per)ante a morte]

Houve um tempo em que minhas insônias eram pura empolgação.
Dia agitado.
Hoje é mesmo cansaço.
Antes, lutava com isso.
Hoje, ando resignada.

Será a idade?

Ah! Os anos que passam e a gente que não vai se acalmando.
Vira aquele bicho meio acuado, meio preparando o bote.
O agito externo vira interno.
Tendo paciência para a hora certa.
Sabendo que certo ou errado variam de acordo com a temperatura.

Ah. A idade.

Delírios

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Minha história começa na semana passada.
Sol nos trópicos, vento de levantar saias.
Feliz – simplesmente por ser sexta-feira – fui resolver minhas questões a pé.
Caminhar me dá um prazer daqueles.

E eis que uma das minhas tarefas era passar numa clínica de imunização.
Tão romântica…
Tal coisa é uma coqueluche na cidade.
Vai ver que é uma “coqueluche” porque a doença foi uma das principais causas de mortalidade até a década de 40 nos Estados Unidos.
Segundo dados da OMS, a incidência da doença triplicou no Brasil e América Latina entre 2006 e 2008.

E eu preocupada em não “aderir”…
Sempre correndo das multidões.
Tomei a vacina e fiquei maluca.

Os efeitos colaterais começaram horas depois.
Sono, cansaço, dor no corpo.
Como manda a tradição, tomei uma ducha e fui dormir.
Dormir?
Tremedeira, suor…
Ah! Logo cedo, peguei a estrada, sumi pela Praia de Carneiros.
E dá-lhe paracetamol em gotas.
E, no lugar do zumbido no ouvido, eu ouvia aquela música do Chico.

Encontrei uma pousada iluminada.
Entre pitangueiras carregadas de frutas, jambos cor de rosa shocking e dezenas de fruta-pão, um quarto arrumadinho, com algumas aranhas e barulhinhos de mato.
Insone, andei pela praia com o corpo todo moído.
Via cores fortes, sentia a areia sob os pés, a água quente e espumada do mar.
Cambaleei desde a hora em que o dia despertou.
Muita água de coco, delírios sob o sol.

Exausta e entregando os pontos, pedi uma cerveja.
Já que estou doida mesmo, que seja com uma bem gelada.
Aí a coisa desandou.

Voltei hoje para a cidade grande.
Passei a manhã de cama.
E já estou pronta para outra!

minha UTI