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poète maudit

terça-feira, 21 de setembro de 2010

François Villon, dizem, foi o primeiro. Preenchia três quesitos necessários: ladrão, boêmio e ébrio.
O termo ganhou o mundo depois de uma série de artigos dos anos de 1884-1888 assinados por Paul Verlaine intitulados “Les poètes maudits”, no “Boletim Lutèce”, com citações de Tristan Corbière, Rimbaud e Mallarmé.
Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud e Lautréamont.
Verlaine abandonou mulher e filho em 1872 para ficar com Rimbaud.
Foram para Londres.
Em julho, Verlaine disparou dois tiros contra Rimbaud, atingindo o pulso do jovem poeta.
Os últimos anos de Verlaine foram marcados pela dependência de drogas, alcoolismo (muito absinto em Paris) e pobreza.
Paulo Leminski escreveu que, “se vivesse hoje, Rimbaud seria músico de rock”.
Morto há 21 anos, Leminski era tradutor de japonês, inglês, francês, latim, espanhol, judoca faixa-preta, monge iniciante, compositor popular, biógrafo, professor de história e de redação, publicitário, contista e trotskista.
Meus queridos Truffaut e Gainsbourg.
John Fante, William Seward Burroughs, Jack Kerouac. Henry Charles Bukowski Jr.
Tutti bona gente!
No Brasil, um grupo. Escolha o seu.
Francisco Alvim, Carlos Saldanha, Antonio Carlos de Brito, Roberto Piva, Torquato Neto, José Carlos Capinan, Roberto Schwarz, Zulmira Ribeiro Tavares, Afonso Henriques Neto, Vera Pedrosa, Antonio Carlos Secchin, Flávio Aguiar, Ana Cristina Cesar, Geraldo Carneiro, João Carlos Pádua, Luiz Olavo Fontes, Eudoro Augusto, Waly Salomão, Ricardo G. Ramos, Leomar Fróes, Isabel Câmara, Chacal, Charles, Bernardo Vilhena, Leila Miccolis, Adauto de Souza Santos. Incluo Cazuza, Cássia Eller e até Renato Russo entre os populares. E Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta.

Engraçado mesmo é que quem expressa opiniões costuma ser maldito.
Do latim, “maledíctus” é aquele ‘que diz ou pronuncia palavras de mau augúrio’.
Poesia.
Opinião.
Tudo se resume em uma palavra: confusão.

E aí é inevitável.
O que pode ter causado na minha cabeça um filme que vi (escondida) aos dez anos de idade?
Era a estréia da Sessão Coruja.
Peter Fonda joga o relógio de ouro no acostamento…
E o destino quis que fosse assim.

(A melhor versão está aqui: http://www.youtube.com/watch?v=nIfUD70yvz8)

Que Ney sou eu?

sábado, 6 de março de 2010
Trabalho e chuva

Trabalho e chuva

Se você é como eu e acorda cedo… Junte-se às sombrinhas e vamos fechar revista.

Adoro chuva.
(Quando não tenho que sair para nada)

Ontem tudo acabou.
Juntei meus poucos papéis, minha garrafa d’água e fui embora… para o show do Ney Matogrosso.
Antes, parada no restaurante que fica em frente à casa de shows para celebrar um novo começo. Taittinger e alguns snacks. Meu espírito se (re)encontrou nos comes e bebes. Há tempos que ele fervia em bebidinhas francesas. Mas eu tinha esquecido desse prazer da conta paga.
A saída foi suave. Deixo no Terra um monte de amigos. Fomos todos felizes nos últimos 15 meses. Recebi muitos abraços, muitos emails. Não chutei os cachorros – como já fiz em algumas ocasiões. Risos.
E Ney? Meu Deus, quem inventou esse cara?
A voz, a postura, a presença de palco. Ele manda calar e a platéia obedece. A platéia grita e ele provoca.
Lara Stone + Jack Nicholson + Kiss = Ney.
Engraçado foi que, só ontem, consegui realizar o que tentei há 15 anos.
Pobrinha e abusada, comprei – no cheque especial – 2 ingressos para um show do Ney no Palácio das Artes. Fui a primeira da fila, escolhi os melhores assentos. Passei um cheque sem fundos. Atenção para a híperinflação…

O show era muito disputado. Ney cantava de terno negro e ficava só com um fio dental no final. Ingressos esgotaram-se em 2 horas.
Mas passei num curso besta de jornalismo de Navarra e, justo no domingo do show, tive que ficar com uns espanhóis autoritários e tarados fechando jornal.
No meu lugar foi vovó, esperta e com 72 anos. Eu só chupei picolé.

Pois ontem foi espetacular. Que repertório. Tango, bolero, flamenco.

Dono do palco

Dono do palco

Os músicos se dissolvem no cenário limpo, com tons de azul, rosa, vermelho.
Em apenas uma música tudo vira um carnaval com acréscimo de verde e amarelo.
Ney magrinho num terno Panamá. Mulher que deixa as mulheres loucas.

O dia foi realmente lindo.
Brunch, almoço, fim de trabalho e balanço geral.
Champagne, Ney Matogrosso e brigadeiro de colher a uma da manhã. (Foi meu reveillon)

Agora, chove lá fora.
Eu tenho que ir trabalhar.

Alegria de pobre, diz o ditado, dura pouco.

My kind´a!

domingo, 4 de outubro de 2009

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Pois é… Ele anda super gordo e a cara de louco está mais redonda.
Dizem que é louco. Os filmes que estrelou contribuem para a fama. O meu preferido é O Iluminado. Um estranho no ninho fica atrás, na briga pelo número um.
Os últimos filmes foram bem meia-boca. Mas tudo bem, não dá para ganhar todas sempre. Dá é para sair pela Riviera Francesa num iate exibindo a pança sem medo.

Mas louco mesmo é esse inglês. Vejam a casa que ele construiu com mil voluntários. Toda de lego: paredes, móveis e até um gato. Que foi roubado.

legohouse

Agora a casa foi demolida… É que o cara pegou o terreno emprestado com um produtor de vinhos que precisa tocar o negócio e cuidar dos vinhedos. O terreno é mais produtivo com uvas do que com lego.
Para desmontar a casa e remontá-la em outro lugar o custo seria de cinquenta mil libras… Faça as contas e veja por que não sobrou lego sobre lego…

Quer saber mais ou ver a foto do gato de lego?
Vá para: http://news.bbc.co.uk/2/hi/entertainment/8269479.stm

http://tinyurl.com/ycuwob2