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Casca de banana, a miӍӋo

quarta-feira, 30 de março de 2011

 

Hoje cedo, como não poderia deixar de ser, o assunto em minha aula de hidroginástica geriátrica foi José Alencar.
E, para a minha surpresa, pude constatar que ninguém engana todos o tempo todo.
Sobre este político tropical, tenho a dizer que nunca antes neste país o Palácio do Planalto foi um lugar tão adequado para um velório.

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Em homenagem ao povo, queria levantar dois casos que li hoje.
O primeiro, de uma americana que está processando o médico porque não consegue mais fechar os olhos por completo.
O médico alega que a moça, com histórico de dezenas de procedimentos cirúrgicos, teve que assinar um termo especial dando ciência e se responsabilizando por uma eventual esquisitice que viesse a acontecer.
Detalhe: a cirurgia foi em 2005.
E eu achei que a fofa ficou ótima com o olho de boneca sonolenta.

O segundo assunto não é Bolsonaro, mas quase: Cibele Dorsa.
Acho um caso raro de sinceridade para com o mundo atual.
A moça viveu de e para a mídia e mandou para a Caras a carta de despedida.
Agora o ex-companheiro, atual escort da Athina Onassis, quer proibir que o nome dele saia na mídia.
E o twitter da moça ganhou 3 mil novos seguidores.
E muita gente aproveitou a deixa para dar sua opinião online – grande parte para descer a ripa na “devassa que abandonou os filhos” (!).
Ora, ora, minha gente.
Quem somos nós para julgar uma suicida?

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Para terminar a croniqueta do dia, Adriano.
Abandonado pelo empresário, recusado pelo museu do Ipiranga, o jogador tem uma pedreira pela frente.
Num país com bolsa para tudo, por que não criar a bolsa “reinserção na sociedade” para jogadores de futebol?
Sair da favela, ser alcóolico, andar com um diamante do tamanho de uma ervilha na orelha…
Nem Elizabeth Taylor seguraria essa onda!

Perdas e ganhos

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

You don't know me

Graças a 2010, eu não choro mais do que o necessário para seguir em frente.
Mas anda doída a perda de meu amigo de 18 anos. Não posso negar.

Graças a 2011, abrem-se novas e boas portas.
E estou revendo algumas das minhas decisões radicais.
Ex-amigos, mudanças que quase-foram, outras que foram, velhos conceitos.
É chegada a hora de voltar atrás, fazer a curva. Quero ser menos “definitiva” com o que um dia não deu certo.
E quero caminhar na paz.

Nesse clima, meu espírito contraditório veio com tudo.
Mais uma vez, esbravejei contra essa onda de transformar José Alencar em herói.
E andei jogando porcaria dos outros no ventilador…
“Paz” com assinatura Ana Pessoa.

Depois de resolver as chatices burocráticas que todo dono de empresa enfrenta no começo de um ano, hoje me dei uma folga.
Deixei o texto do amigo que estava quase pronto para depois, não cobrei a entrega de material do fornecedor atrasado, congelei o grande projeto da enorme empresa.
Deixei tudo para amanhã na cara dura.
E fui para o salão de bairro com minha prima 4 anos mais nova.
Pé, mão, café e fofoca.
Mais uma escova que me deixou com o cabelo todo oleoso de “produtius”.

Ah, Belo Horizonte é uma cidade estranha…
Parece o ensaio de uma série daquelas tipo Mad Men só que feita com baixo orçamento.
Uma coisa do passado com personagens muito marcantes.
E, definitivamente, eu não faço parte do cast.

Agora, hora de ir para a degustação dos novos pratos do bistrô francês com a mamãe.
(Leia-se: As incríveis aventuras da balzaca inconformada com a condição humana e com os dois pés definitivamente na jaca…)

Por que o povo elogia José Alencar?

domingo, 27 de setembro de 2009

metro

Acho bem estranho o caso.
Nosso VP tem câncer.
Incurável e agressivo.

Se fosse um brasileiro de classe média – como eu – já teria batido as botas.
Mas se candidatou a um tratamento experimental nos Estados Unidos.
E, no Brasil, faz tratamento no Sírio Libanês, um dos melhores hospitais de São Paulo.
Tem os melhores médicos, equipamentos, medicamentos, a melhor infra-estrutura (faz bate-volta em avião particular seja de Brasília para SP ou para Boston).
Na imprensa, nas rodinhas de café, todos são só elogios.
Como é guerreiro. Como tem disposição. Como não esmorece.

Eu sou jornalista de formação.
E mineira.
Vamos ao que levantei: cada bate-e-volta do VP para os Estados Unidos não sai por menos de 60 mil reais.
Cada exame – esqueça nossas tradicionais tomografias e outras. Ele faz exames modernésimos e tenho um contato que trabalha com o médico responsável pelos exames de José Alencar. Pois bem, cada batelada de exames (que nenhum plano de saúde cobre) sai por cerca de 20 mil reais.
Ele chega a fazer até 2 séries desses exames por mês.

Calma, não me leve em uma conta tão ruim.
Eu não estou aqui fazendo matemática mesquinha.

Mas quero entender a adoração do povo.
Se esse homem tem tanto dinheiro para enfrentar uma doença que – querendo ou não – vai tirá-lo desse mundo, por que ele não faz como os endinheirados europeus e americanos?
Faz uma doação para um centro de estudos e pesquisa do câncer.
Constrói um centro de estudos.
Ajuda os que não podem enfrentar essa doença como ele.
Por que ele não pensa nos outros? Se a profissão dele é para isso…

Será que sou do contra?
Será que não vejo o copo meio cheio?

Mas eu espero sempre mais de líderes públicos – políticos ou não.
E, nesse caso, é o triunfo do egoísmo.
Bacana ele seria se pensasse nos que estão na mesma situação que ele e que não têm os mesmos recursos.

Há brasileiros que pensam de outro modo.
E estão salvando vidas.
Recomendo a leitura de uma matéria que foi publicada hoje:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2709200901.htm

É sobre gente que parou para pensar nos outros.
E salvou vidas.
Mesmo sem possuir recursos.

Abaixo, dois links sobre alguém que pensou de outro modo. E fez a diferença.

http://www.icla.org/default.asp?id=255

http://www.newyorksocialdiary.com/node/44203

E um link para quem quer ser doador.

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64