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Em dias de ressaca,

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

tome um café amargo e siga em frente.

Nas manchetes, além de mensalão, Sarney e outros quitutes, o cardápio é variado:
– Polícia conclui que mãe matou duas filhas;
– Mãe e filho são achados mortos em prédio;
– Casal é morto e crianças são abandonadas;
– Chacina deixa 6 mortos e 1 ferido em SP;
– Homem morre atropelado ao fugir de ladrões e o corpo antinge e mata outro motorista.

Acordei com gosto de cabo de guarda-chuva na boca.
Cabeça pesada como pedra no alto da montanha.
País de m.
Eleitores de m.
Tudo m. m. m.
Daí que pensei que meu humor irônico não pode morrer.
Pois já está tudo morrendo mesmo.
Ele há de se salvar.
Rir do bigode do Sarney, do saldo da minha conta bancária, rir dos fornecedores que, como ratos, tentam te levar uns nacos.
Rir da chuva, do sol, rir.
E continuar a chutar a cachorrada.
Hoje mesmo fiz uma croniqueta.
Segue:

Era uma vez uma viúva alegre.
Saltitava de peitos novos pelo bosque quando encontrou uma amiga.
A amiga, emburrada, não saltitava, urrava.
Tentava, desesperada, se fazer ouvir ao celular.
Do outro lado da linha, a atendente de telemarketing.
– Lalalalalá.
A viúva achou muita graça de tudo e foi celebrar no bar.
Lá encontrou um moço rico e ficaram muito amigos.
Ela ganhou carro novo, celular e computador.
E todo ano, caso não faça chuva, ela leva mantimentos para o Lar dos Meninos Pobres.

Moral da história: quem pula com peitos de silicone vai mais longe.
Patrocínio: Petrobrás.
Apoio: Lei Rouanet.

Fim.

Era uma vez um país.

Samba do doido sem razão

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Deixando a negritudepara trás

Acordei de bom humor, saí pra sentir o sol
Num impulso feminino
Gastei todos os meus cobres
Troquei a peruca negra por uma nem loura nem castanha

Animada e sem vintém
Caí de boca na calçada
Ah, a realidade!
Menino com febre
Zelador folgado
Vizinho nervoso

Explico:
O zelador inventou de guardar o carro na garagem
Não pode, não pode!
E o velhinho do vizinho, chutou porta
Queria dinheiro indevido
Tentou me convencer no grito

Síndica às avessas
Sou daquelas caretas
Preto no branco e não tem discussão
O problema é que Tim Maia já não se faz como antigamente
Hoje em dia, chutou porta, ou é doido ou é ladrão…

 

je m’en fou

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

buraqueira

Outra vez insone.

Infame.

Indignada.

Enquanto dormia exausta e derrotada, os bichos se movimentaram.
Latiram, miaram, piaram.
E, já acordada e arrastando correntes, eu pensei: ladrão, alma penada.

Foi nesta madrugada que descobri.
Bicho é mesmo um amuleto da sorte.
Um gato egípcio.
Uma vaca sagrada.
Bicho seja ele peludo, penudo ou pelado, bicho percebe o físico, o metafísico e o inconsciente.

Alerta!
Mais uma noite sem dormir.
Noite de dever cumprido.
Comprido.