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Led, lido, lee, loo, lua

sábado, 19 de março de 2011

Trilha sonora para você ver a lua cheia hoje.
Sorte para a Líbia.
Ain’t no time to pack my bag, my foots outside the door

A volta dos que ficaram

quinta-feira, 10 de março de 2011

Nascemos juntos

Alheia à cervejas e musas de última hora que escorregam e caem de cara na Sapucaí, vi Inside Job.
O filme dá sono em alguns momentos – tem um palavrório que poderia ser editado.
E, como legítimo representante dos americanos, ele tem uma preocupação fora de propósito com a moral, o certo e o errado.
Mas, para além da loucura quase infantil do povo do mercado financeiro (sexo, drogas, grana, trambicaços, muita malícia e uma certa perícia), ele dá uma paulada forte no mundo acadêmico, em especial no povo da Columbia.
Não podemos esquecer da pisada na casaca de banana da London School of Economics que “passou” um dos filhotes do Kadafi depois que a família Líbia fez doações significativas à vetusta casa da economia e do saber inglesa…
Enfim, para o povo do MBA e do etecéteras, Inside Job chama muita gente de carneiro bobo para baixo.

 

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Jimi, Jimmy & cia.
Eu nasci depois que Hendrix havia morrido.
Quando John Bonhan – meu superídolo – morreu, eu tinha 5.
E, embora ame quando Chiquinha Gonzaga berra lá fora, há coisas que só Kashmir e The Ocean são capazes de fazer.
Hey Joe.
E It’s Alive?
Eu tinha 4 e até hoje me parece algo absurdamente novo.
Para mim, o rock dos anos 70 é pura cidade natal.
Montanhas de minério de ferro, litros de tudo o que pode ser destilado, mato, terra molhada, incenso, carro “emprestado”.
Como não ser puro roquenroll?
Como não virar a noite?
Como não chutar todos os baldes?

 

 

Histórias da meia-noite

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quem não conhece a história de Robert Johnson levante um dedo!

Robert Leroy Johnson é mais um ídolo da música que completou sua trajetória na Terra em 27 anos.
Ele compôs apenas 29 canções.
E esse pequeno acervo mudou a música e transformou o moço numa lenda do country blues.
“Sweet Home Chicago”, “Cross Road Blues”, “Love in Vain”, “Walkin’ Blues” e “Me and the Devil Blues” são clássicos atemporais.
Eric Clapton, Rolling Stones, Led Zeppelin, Jimi Hendrix e Red Hot Chili Peppers são alguns dos fãs declarados do músico.

Robert e seus dedos ligeiros
Robert e seus dedos ligeiros

Talentosíssimo, supersticioso e bom de marketing, Johnson também ficou famoso por conta de um contrato que assinou numa encruzilhada.

Na Umbanda, uma encruzilhada é um lugar onde são feitas oferendas aos orixás.
Os conhecidos despachos.
Se for em formato de “x” ou de “+”, a oferenda é para Exu, a entidade que faz a comunicação entre a Terra e o céu.
Se for em “t”, o presente é para a danada da Pomba-gira.

O marketing poderoso de Robert Johnson começou com uma história.
Ele teria ido (violão a postos) até a interseção da U.S. Highway 61 com a U.S. Highway 49.
À meia noite, o convidado deu um peteleco em seu ombro.
Johnson não olhou para o recém-chegado que pegou o violão e tocou algumas músicas.
Em depoimento para o documentário “The Search for Robert Johnson” (dirigido por Chris Hunt), a ex-namorada Willie Mae Powell contou que Johnson confessou ter vendido sua alma ao diabo.

Johnson morreu em 1938 pouco tempo depois de ter gravado suas canções.
Ele bebeu uma garrafa de uísque temperada com veneno (dizem que foi preparada por um marido traído ou uma namorada ciumenta – não se sabe ao certo).
Durante a recuperação do envenenamento, morreu de pneumonia em Greenwood, Mississippi.

Pois a minha história da meia-noite não tem pacto com diabo.
Tem a ver com as decisões que tomamos e as encruzilhadas que vamos encontrando ao longo da caminhada.
Todos – mesmo inseguros ou covardes – somos obrigados a fazer escolhas e lidar com as conseqüências que surgem daí.
Sair da zona de conforto, embora os papas da cultura vazia de corporações achem a coisa mais linda desse mundo, sempre é doloroso.
Afinal, todos buscamos essa tal zona onde pisamos com segurança e sabemos nos virar de olhos fechados.
Mas ela não é eterna.
E, de tempos em tempos, temos que nos virar.

Eu sempre fui “vista” como alguém que tem coragem.
E isso é caro – você não imagina o quanto.
Daria para encher sacolas e mais sacolas da Sak’s.
Parte do pagamento vai para amizades perdidas e situações afins.

Enfim, por mais que as Igrejas, os analistas e os curandeiros digam que essa característica possa ser alterada, eu não acredito.
A gente é o que é nem sempre porque queira.

Fato, companheiros digitais, que eu estou aqui bem no meio do entroncamento.
Esperando por um cutucão no ombro.
E eu não trouxe nenhum instrumento musical.
Isso pode dar em confusão…

Abaixo, uma bela homenagem do Cream:

E uma versão sensacional com dois bad boys da guitarra: Eric Clapton e John Mayer. (O som é baixo, se você quiser o melhor som vá para: http://www.youtube.com/watch?v=Zh4n1bZi4d8&feature=related)