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Ok, fui vencida

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Plim-plim

Ok, o mundo gira e a Lusitana…
(piada interna)

Aqui em terras tupiniquins, nem mensalão, nem eleição.
Tudo e todo mundo só fala é da novela.
Na rede anti-social, Carminha, Tufão e Max.
No veterinário, sofre meu gato Leleco.
Eu não sei quem é quem, mas conheço pelo nome todos os ninguéns.

Por onde ando, ninguém é muito lindo.
Ninguém ganha todas.
Ninguém é constantemente agradável.

Ninguém acorda como em propaganda de TV.
Dorme de dentes escovados.
Ninguém vê flores em todos os lugares.
Ninguém é pudico, boa praça ou boa gente.

Na nação de ninguéns, todos somos assim, mais ou menos.
E vamos vivendo apesar do frisson que uma novela causa.
Causa?

Capítulo 29 – A ruiva

terça-feira, 19 de junho de 2012

pow!

Escandalosa, falava alto e tinha uma risada meio boçal.
Chegou atrasada.
Entrou na piscina com os olhos carregados de maquiagem.
A filha, fantasiada de Carmen Miranda dos alpes de Higienópolis.

Ela, que voava longe em seus pensamentos, levou água.
Cara lavada, maiô preto, touca de silicone preta.
Ficou olhando o rebento: calmo, observador.

A pequena não era bem acabada.
Agitada, feliz, soltava gritinhos.
Crianças costumam ser todas iguais (menos os filhos de Woody Allen).

Ela, tentando não deixar o Concorde pousar, pensava em vinho, Spinoza, ia longe e toda a gritaria era comprimida em um grande silêncio de templo budista.
Ela ali, germânica, com cadeiras de índia paraguaia, pensando em filosofia e em tudo o que não entendia.

O mundo girando como a Lusitana.
Até que acabou.

Ao sair, chovia.
Decidiu voltar a pé para casa.
No meio do caminho, tirou os sapatos.

Asfalto e mais nada.