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Extra, extra!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pop pop pop

Moro em uma cidade interessante.
Aqui, estudantes usam drogas no campus – assim como os daí.
Mas não se iluda.
Os daqui são mais unidos. Mais bonitos. Mais bem alimentados.
São especialistas em matemática.

Faça as contas comigo: para não prenderem 3, cerca de 70 invadiram a reitoria de uma das maiores universidades públicas da América Latina.

3 + 7 = 73

E logo pintaram paredes, reviraram móveis de uma instituição pública que abriga quase 80 mil estudantes.

76.560 – 73 = 76.487 


E, com agenda vaga, de lá os não representantes de 76.487 estudantes não saíram.
Conversa vai, conversa vem…
Juiz decide.
E a turma teve que sair.

Cerca de 400 policiais usaram até um helicóptero para tirar dali os 70 que defendiam 3 maconheiros.

76.560 – 73 / 400 x um discurso ultrapassado = 72 presos
(4 são funcionários da universidade, 1 aluno estuda na PUC/SP).

A turma toda foi para o 91º Distrito Policial, na zona oeste de São Paulo.
A Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) fez uma vaquinha e pagou R$ 39,2 mil de fiança
Os detidos responderão pelos crimes de dano ao patrimônio público e desobediênica de ordem judicial.

Fatos interessantes: pais levaram Coca-Cola para os filhos detidos.
Um dos estudantes fichados reclamou que esquecera o carregador do iPhone.
Uma estudante pediu cigarros a polícia e depois retocou a maquiagem com seu blush da M.A.C.
Não há informações sobre o que a polícia comeu.
Segundo a APAA-USP (Associação de Pais de Alunos Aloprados da USP), dos 72 detidos, 68 já tomaram banho e 39 foram ao Mc Donald’s fazer um lanchinho e tentar curar o trauma. Outros 4, vegetarianos, receberam uma marmita contendo alcachofras e funghi secchi.

Qualquer novidade, estaremos de volta, ao vivo, com mais um boletim escolar nota zero.

Ainda é cedo

sábado, 28 de agosto de 2010

É nozes e café

Eita!
O último post recebeu vários comentários, meu programa travou e o seu lindo texto sumiu…
O maravilhoso mundo eletrônico!
Dia desses vi um Mac todo arrebentado no metrô. Primeiro, achei que fosse uma televisão de tela plana. Depois, vi que era um Mac de 17 polegadas… Morto e chutado.
É amor puro… risos
Por isso, a quem me escreveu, meu agradecimento sem violência.

Ainda não fui.
Mas já começou a despedida.
Ontem, festa na casa de Rodrigo e Nico, os dois mais queridos de Paris.
Eles também estão de mudança e peguei carona!
Como é da minha natureza, uma da manhã saí de soslaio e virei abóbora.
Ninguém soube, ninguém viu.

Chego em casa, desmaio na cama.
Meu jantar foi chips e bala de ursinho. 😛
Para rebater, 4 cosmopolitans tamanho pequeno e uma taça de champagne.
Hoje de manhã, nem o anti-ácido me salvou.
E fui a luta.
Uma mala está pronta.
Dentro dela, pequenas maravilhas.
Um vidro de sal e outro de foie gras – ambos com trufas (uma fortuna da Maison de la Truffe, na Place Madeleine)
Chocolatinhos, caramelos, pastas de mil coisas exóticas, cinco tipos de mel, cogumelos selvagens e venenosos – Fauchon.
Da Hediard, uma semente brasileira que nunca vi e que serve para preparar peixes e doces.
Pimenta caiena, baunilha de Madagascar, sal de Guérande, um molho agridoce de pimenta.
Um maçarico para queimar sequestradores e o açúcar do crème brûlée…
Perfume para a vovó.
Aquele creme incrível para a noite que só é vendido com receita médica, mas somos brasileiros e sempre conseguimos tudo com um papo sobre samba, praia, carnaval e, quem sabe, até futebol. Por via das dúvidas, comprei logo dois.

Já para casa!

Um leque.
Meus caderninhos. Alguns livros que não foram pelo correio.
O meu certificado nada suado e que vou guardar para lembrar que a vida pode ser muito mais leve e muito menos séria do que queremos.
Para colocar na mala… Ainda falta coisa.
Imagino que vou ter um problema e já começo a pensar naquela maleta incrível que jamais comprei porque sempre trabalhei feito moura e não tinha grana para levar.
Ha! Quanta bobagem.

Terça-feira, deixo a beira do Rio.
Quarta, parto para Champagne.
Sexta, Brasil.

Que saudades do Brasil.
Toda vez que me perguntam onde eu gostaria de morar.
Em São Paulo mesmo.
Eu sou cigana e São Paulo tem tudo o que o mundo todo tem.
E tem porteiro que é jardineiro.
Aqui não tem o Dênis da Padoca.
O japonês que costura tudo o que estrago.

Onça pintada volta da festa

A sapateira nordestina.
Sampa.
Rio, Minas, também – mas São Paulo é meu amor.
Com todo mundo correndo.
E esquecendo que existe a hora do recreio.

Brasil.
Palavra mágica.
Conto algumas.
Terça-feira, Louvre.
Eu e minha amiga velhinha decidimos tomar algo no café mais bacana do museu.
Não pode não.
Só se for jantar.
Jantamos então.
Ah, mas não tem lugar.
Mas ela é brasileira… Nunca comeu aqui.
E a melhor mesa, um papo sobre cinema novo, um pão diferente para provar.
Na estação, onde eu pego a porcaria do trem para Versailles? E o atendente, em português: eu amo o Brasil, a praia, Florianópolis.
Peraí que vou te mostrar a plataforma.
E o creme de rosto?
Depois de dar uma incerta em 5 farmácias.
Ah, o Brasil.
Lá não compramos nada com receita, o rei é sapo barbudo, a próxima rainha será a bruxa guerrilheira.
Compra, compra seu creme, eu anoto aqui que você já faz uso contínuo.
Camélias para a professora.
Passo o endereço de onde encontrei o chapéu de chuva.
Esse sapato? Ah, foi ali no 2oème…
Conheço sim. Tomei o drink.
Como você descobriu?
Perguntei, ué!

Eu não quero morar em Paris, em Nova York, em Tókio.
Quero voltar para casa.

Chegando

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Depois de enfrentar a chuva, a neve, a madrugada, de receber a mala em forma de picolé (cremes e outros chegaram congelados – achei tudo muito engraçado embora desconfie que cosméticos anti-tudo não farão mais efeito); depois de, finalmente, chegar em casa com a sensação de ser a mulher maravilha… morre Walter Alfaiate, terremoto no Chile, alerta de tsunami. E a superheroína vira pipoca do dia seguinte: murchinha, murchinha e salgada.

Mau humor enquanto a neve cai e você não vê

A sacola de compras você não vê na foto

Aí é desfazer a mala e encontrar pasta de dentes inundando o plástico com comprinhas de farmácia.

Sabe aquelas coisas que só acontecem na terra do consumo? Comprei um laptop para meu irmão, aí resolvi levar um teclado wireless da Apple (recomendo – embora eu possa estar sob influência do uso de um PC  por uma semana). Passaram-se dois dias e resolvi comprar o novo mouse da maçãzinha. Os dois são acionados via bluetooth – o que significa que as entradas de USB do seu micro ficam desocupadas. Bom, a conversa está ficando muito técnica e não combina com o blog… Ah! Levei um MacBook de encomenda. Comprei cremes para a vovó (100 dólares e ela, surdinha, entendeu mil dólares e me pediu para pagar parcelado, pode? E como se eu fosse cobrar), esmaltes para a Nilza que transforma unhas quebradiças em maravilhas cor de morango silvestre. Aí, na lojinha do MET, presentinhos para as meninas da revista, para a mama, para mim (um par de brincos art déco de tirar o fôlego de Louise Brooks), porta-cartões com magnólias de Louis Comfort Tiffany (feitas para um vitral em 1885), outro de Frank Lloyd Wright para dar de presente…magnolia

Por aí, uma farra: pomada da Tiger Balm, pílulas para dormir – ideais para dois dias sem dormir e esperando o avião decolar -, coisinhas de cabelo, etc, etc, etc. E um anelzinho básico escolhido literalmente a dedo no terceiro andar da joalheria mais famosa da 5 av. by Elsa Peretti+ uma pulseira – sabe aquela que eu tanto procurava para colocar badulaques que ganho por aí na vida cigana? Sei… Que exagero!

E, claro, já inebriada pelo tilintar do cartão de crédito, parei em frente a uma vitrine no Rockefeller Center. Uma oferta imperdível – entrei e não pensei uma vez. Comprei um Wii com pad para fazer yoga. Eu estava completamente drogada. Comprar videogame foi demais. 199 dólares… E ontem joguei Mario Bros. e ainda não ousei experimentar a yoga teleguiada. Onde eu estava com a cabeça?

O curioso é que desta vez não tive coragem de entrar na Barnes & Nobles – onde eu veria livros irresistíveis por preços inacreditáveis e aumentaria mais e mais os quilos da minha bagagem. Confesso que um dia, no frio da noite, com a mão aquecida por um chai latte parei na frente da livraria e fiquei babando. E me autocensurando – não compre, não compre, não compre…

Deu no que deu – não comprei livro e comprei uma lojinha de eletrônicos Made in China.

Ainda bem que estou de volta. E aguardo em preces pela correspondência da Visa e do Mastercard.

Luz?

terça-feira, 20 de outubro de 2009
Mutante

Mutante

Luz branca = cabelo castanho escuro.
Franja = só na foto.

Tenho uma avó ligada no 220V (Freud nem precisa explicar).

Quando anunciei o primeiro namorado (eu com 13, ele 16), adivinha quem me pegou no flagra?
Quando tomei o primeiro porre da minha vida, adivinha quem questionou o bafo?
Quando falei que ia dormir na casa da amiga e passei a noite na rua, adivinha quem ligou “a” com “b”?
Quando fui sozinha para Amsterdã aos 15, adivinha quem chamou minha mãe de tonta?
Pois é, dona Chlóris* é da pá virada. Não deixa passar nada.
E a última dela foi puxar minha orelha por conta do mundo digital: “-Seu twitter é muito doidão. Você se expôe demais no seu blog. Para quê isso?”
Aos 85 anos, ela questiona o meu twitter e meu blog.
E não tem e nem usa computador.
Como pode?
Quais são as fontes da vovó?

Já meu avô conheceu meu Mac tempos atrás. Achou uma beleza ter TV5 on demand. Poder ver todos os programas de entrevistas da TV Francesa quando e onde quiser.
Mas achou muito chato ter que apertar mil botões, esperar o vídeo carregar. “Na TV vai mais rápido”. É fato.

Mudando de assunto, estou traumatizada. A fauna do vestiário da academia hoje estava demais. Vi coisas horrendas, indizíveis, inexplicáveis.
Da anoréxica à gorducha passando pela moça que, quando não reclama da babá, conta detalhes dos casos extraconjugais em altíssimo som, não sobrou pedra sobre pedra.
Detalhe: a gorducha fez um strike em mim e na minha malinha. Não contente, deixou itens pessoais caírem dentro da minha malinha. Me senti George Foreman diante de Muhammad Ali no Zaire. Que roubada.

Estou pensando seriamente em colocar venda nos olhos para entrar no vestiário.
É uma visão do inferno de Dante.
Preciso de 20 anos de análise para superar tudo o que vi e ouvi…

Socorro!

Em tempo: o nome Chlóris parece esquisito? Pois era assim que iria me chamar. Mas vovó me tirou dessa roubada. Na mitologia grega, Chóris era uma das Alseíades, ninfa das flores. Foi a última amante de Zéfiro, o vento-oeste. Depois do casamento, Hera e Afrodite a converteram em deusa das flores.

Em tempo 2: link besta e IMPERDÍVEL do dia
http://www.esquire.com/features/funny-slang-language-dictionary/funny-euphemisms-list-1109

Stoned!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Olheiras de felicidade (e uma certa boemia)

Olheiras de felicidade (e uma certa boemia)

Eu adoro fazer várias coisas ao mesmo tempo. Sempre foi assim. Tem uma cena da minha infância que é divertidíssima: às sexta-feiras, quando eu não fazia ballet, natação e aula de artes (!), eu passava a tarde na banheira ouvindo música, lendo gibi e comendo biscoitinho. Saía do banho igual a uma uva-passa. Tudo ao mesmo tempo agora. Só não era digital.

E nem precisa dizer que nasci para esta época louca de smartphones, TV com internet, muito aeroporto e muitos outros gueriguéris. (estou me perguntando se gueriguéri tem ou nao hífen segundo a nova gramática e provavelmente errando…).
Pois hoje eu estava de banho tomado, roupa posta, maquiada. Só faltava colocar meu sapato para sair e tomar meu late brunch. Bate na porta o conciérge com mil caixas. O micro novo que eu comprei. Um MacBook-pro com tela maior que o do meu micro atual, feita de led e com anti-reflexo. Além disso uns programetes (office e outros) + caixinhas micro-mínimas-minúsculas de som com um bom design…

Pronto! Fiquei chapada na hora! Botei a camisola, são 13h50 e ainda nao comi… (só fui comer às 15h40 e parecendo uma bárbara, uma “Kasper Haus”)
Ontem, depois de emendar 2 restaurantes, um bar de hotel e uma boate, fiquei pensando: será que virei nerd? HAHAHAHAHA. Uma nerd party monster?

O garçon do segundo restaurante (Bagatelle), é um francês atacadíssimo. Laurent. Ao me ver twittando, pegou meu celular e não devolveu mais. E vamos dançar, falar francês (e o meu melhorou muito), comer doces com milhares de calorias. Esqueça dos widgets. Mas com tudo isso e mais um celular… Twittei as fotos do Laurent. Il est tres mignon!

Nem contei que fui a Broadway para ver Hamlet. É a peça mais longa de Shakespeare e primeira que li. Roubei um livro do meu avô e so devolvi sete anos depois… Amei como amei os gregos que ele primeiro me apresentou. Ésquilo sempre foi meu predileto.
Bom, Jude Law é realmente bonito e bom ator. A peça me pareceu um tanto irregular, mas o resultado final foi positivo. Valeu. Agora, bonito mesmo é o cara que interpreta Horatio, de nome Matt Ryan. Meninas, olho no inglês porque é um achado!

Enfim… Muito blablablá e tenho que me desgrudar desse computador lindo e superpoderoso e sair para trabalhar… E bater perna por aqui é minha especialidade.
Chega de ficar no quarto.

Ah! E para quem também se descubriu nerd com mais de 30: http://technology.timesonline.co.uk/tol/news/tech_and_web/article6868818.ece