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Mad Women

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Logo mais e sem direito a blood mary ou Don Draper...

Nem fiz as malas…
Amanhã, vôo de volta para casa.

Depois de uma semana nesse cenário Mad Men dos trópicos, vida de verdade.
E seja dura ou amalucada, é minha e eu sinto falta.

See ya.

Desculpe o auê

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mas hoje foi carnaval.
Começou como uma brincadeira maliciosa no twitter e virou uma experiência.
Cansada da chuva, da vida, do vai-e-vem infernal, botei meu Hervé Léger, escolhi um saltão anti-queda, carreguei meu indefectível casaco de couro (eu sei que está calor) e fui tomar um martini sozinha.

diliça

Algumas voltas por aí, e pensei num bar que é sempre cheio de gente interessante e sem muita ave de rapina.
Com o bônus de ter estacionamento próprio.

Cheguei animadíssima, o bar lotado – todo mundo em ritmo de Natal.
Eu, com confete na cabeça, sem lugar para sentar.
Pedi um clássico – seco de fazer careta.
Fiz careta, brinquei com o celular, continuei em pé.

Outro, garçon – agora um cosmopolitan.
E um viva para Donald Draper.
De repente o garçon trouxe mais um.
Cortesia do senhor lá do fundo.

Aceito ou não?
Pelo sim pelo não, aceitei – vai que o moço é um enviado do Papai Noel.

Surge um lugar no bar. O barman puxa papo.
– Por que sozinha, o que faz, seu cabelo é dessa cor… blábláblá.
Garçon, nós viemos aqui para falar ou para beber?

Uma moça senta no banco ao lado.
Puxa um cigarro (eu imaginando a ousadia de fumar em local proibido), puxa papo:
– Sozinha?
Eu aponto para o martini:
– Bem acompanhada.

Ela diz que se separou, que é a primeira vez que sai de casa em três meses (entendi o cigarro), que engordou, que suspeita que o ex a traiu.
Foi a deixa:
Voltei a mesa no meu mecenas e falei:
– Hora de pagar mais uma rodada pelo Natal das crianças!
O moço, empolgado, manda vir drinks para todo mundo.
Eu pergunto:
– Vocês assistem Mad Men?
Os dois dizem que sabem o que é.
E eu:
– Pois a saideira é para a Joan Harris!

Tomo tudo de um gole só, pago a minha conta – inclusive os drinks do mecena -, pego o carro.
O moço ainda tenta ganhar meu telefone.
E eu escrevo numa nota fiscal.
Dita – 9995-05″e o resto eu esqueci”.
Dobro o papel e entrego para o moço bobo.

Coloco a primeira e acelero.
Bendito dia em que entrei nesse carro com motor de Porsche.

Boas festas para você.
Se beber, não dirija.

Na terra, na água, no ar

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

céu

tarde

Enquanto vôo como pardal faminto (agora num Gol a caminho de Sampa), tenho acompanhado com apetite a novela Esperança 2.
Ela é mais um sucesso da TV que estréia em novo formato.
Uma história de polícia e bandido com discurso oficial transmitido pelos telejornais.
Cenário: Rio de Janeiro.

O poder de um discurso.
Como jornalista precocemente aposentada, tenho celebrado a cada dia minha decisão de flanar em outros terrenos.
Quando leio opiniões de ex-colegas de trabalho sobre a tenacidade da equipe que acompanhou as incursões na Vila Cruzeiro e no Alemão, eu penso em Tim Lopes.

Tim era um jornalista à moda antiga.
Foi um amigo quando entrei na Globo.
Me levava para o café, contava causos, ajuda.
Eu, fantasiada de boneca que aparece na telinha, comi o pão que o diabo amassou.
Caras, vocês não sabem o que é cair de pára-quedas neste mundo maravilhoso dos Bozós.
Nego torce para você cair.

Eu.
Excesso de opinião e incompatibilidade com o coiffeur e um talento danado para não me encaixar numa baia.
Talhada para escolher o caminho mais difícil

Bom, esse discurso todo é para dizer que, para mim, Tim foi longe demais em sua dura tarefa de garantir a comida no prato.
E sua empregadora não surpreendeu ao deixá-lo à mercê da sorte.
Hoje, vendo a tchurma iludida com esse papo de “momento histórico”, confirmo que meu mundo é outro.

o*o*o*o

Do outro mundo.
Estou viciada em Mad Men.
Acho que algumas vezes nos “vemos” nos filmes, nos livros, na arte.
As histórias subliminares.
Mad Men é muito da minha vida hoje.
O publicitário Junior, o sênior, a secretária, a dona de casa – eu estou todos ao mesmo tempo.
E a sensação de segurar as pontas por um fio que se esgarça é universal.

o*o*o*o

Eu queria ser porra-louca como Leminski e Vinícius.
Mas o máximo que consegui foi ser um pouco menos certinha do que os meus.
E isso já dá muito trabalho.

Mal vejo a hora de encerrar 2010.
Esse ano foi uma montanha russa.
E minha versão 3.6 promete.