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Eu sou verbo

sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Chō

Chō

Eu sempre fui uma fera.
Tem gente que me acompanha aqui há 6 anos e que já viu.
O lado B.
A saída as 3h da matina para um lugar estranho.
A casa de shows mais iconoclasta de NYc com senha para entrar.
E eu entro.
E eu sou convidada para o segundo andar – onde as coisas estranhas acontecem.
O moço amarrado no banheiro da festa no apartamento gigante em Copacabana, quando duvidou que eu faria bondage. (e eu nunca fiz – mas dei uns nós bem dados – risos. Não fiquei para ver quem soltou o bobo).

Mas o terreno aqui é borderliner.
Tem realidade e mentira.
Ficção.

Na cabeça e no texto, muito mais do que no sexo e no trabalho, vale tudo.
A questão de ser acelerada é o preço.
Então estou descendo a ladeira com mais cuidado.
E muito mais perigosa. Mas doce como nunca.

Meu lado B está virando A.
Finalmente. Que venha a pessoa de verdade.

蝶は私の体に侵入しました。

(intervalos)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Nos dias de frio, pense na velha tática de correr.

hoje?

Ocupar espaços indesejados.
Bater para se proteger.
As horas somem.
Um novo dia amanhece.

Em meses como este, de carne no açougue, fica tudo tão claro.
A insistência em falhar no último minuto.
Sem surpresa.
Em seguir por caminhos tortos.
Em não baixar (cabeça, ombro, pé) guarda.

Não tomar taça de vinho para relaxar.

O problema é que – como hoje.
Você pode acordar na hora errada.
E não ter para onde correr.

Amanhecer.

Madrugada

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

lambe-não lambe

Ouvindo os passarinhos que cantam mais alto.

Esperar pela chuva prometida.
Pensar no dia – cheio de vaziezas.
Procurar pelas luzes dessa cidade que, ao contrário do que vendem, dorme.

Madrugada adentro.

Frio sem meu fiel casaco de couro.
Saia curta.

Pensando em quem desperta – como eu.

Rebelando-se e não fazendo nada.
Rabo de olho na janela.
Toque de recolher ao primeiro sinal de raio de sol.

Portas, janelas e cardumes

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Inspiração

Há momentos em que você mergulha num livro.
Há os das grandes viagens.
Também há para praia e vadiagem.

O meu atual é de janelas.
Uma analogia para o computador – em que trabalhos, bobagens, agenda, uma foto, uma frase – todos aqueles que povoam as janelas se abrem e se fecham ao nosso bel prazer.

Minha janela da alma se escancarou na segunda adolescência.
Ela não tem muita certeza
E tudo começou com janelas de outrem se abrindo para viagens, carreira solo e grana.
As janelas da primeira adolescência.

De prático posso dizer que ir ao samba e tomar uma caipirinha em plena segunda-feira tem lá seu charme.
Passar pela Paulista com Augusta e lembrar do movimento da cidade a cada madrugada.
Chegar em casa e ser recebida com gritos e sussurros pela cachorra de madame.

E acordar empolgada às 7h da matina com uma simples terça feira…
Ah se todo dia fosse domingo de carnaval…

je m’en fou

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

buraqueira

Outra vez insone.

Infame.

Indignada.

Enquanto dormia exausta e derrotada, os bichos se movimentaram.
Latiram, miaram, piaram.
E, já acordada e arrastando correntes, eu pensei: ladrão, alma penada.

Foi nesta madrugada que descobri.
Bicho é mesmo um amuleto da sorte.
Um gato egípcio.
Uma vaca sagrada.
Bicho seja ele peludo, penudo ou pelado, bicho percebe o físico, o metafísico e o inconsciente.

Alerta!
Mais uma noite sem dormir.
Noite de dever cumprido.
Comprido.