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Honestidade

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A diferença entre o que você pensa e o que você faz.
A diferença entre o que você faz e como você se responsabiliza por seus atos.
A diferença que gera buracos profundos e constrói muros intransponíveis.
Gaza, Berlim – nada tão “simples”, tudo cada vez mais distante.

Pessoa escreveu que “a maioria pensa com a sensibilidade”, e que ele “sentia com o pensamento”.
Eu entendo Pessoa.
Nos meus mundos de letras, idéias e elucubrações, eu vôo.
No mundo de terra, água, ar e fogo – eu me dou uma pausa.

Quando eu ajo, eu sou mais do que apenas humana.
Eu sou uma força capaz de mexer com a estrutura dos átomos.
E eles sempre se rearranjam.
Isto se chama “Teoria das colisões”

Porque a gota de água que cai do seu copo muda a estrutura do mundo.
E uma coisa leva a outra até que um tsunami nos leva a todos.
Mas somente uma certa fração do total de colisões tem a energia para conectar-se efetivamente e causar a transformaçao dos reagentes em produtos

O pensamento não é produto.
O pensamento flui em outros mundos.
A ação é fato.
Ela é escrita na pedra.
Assinada com sangue.
Ela não volta no tempo.

Só quem volta é o pensamento.

E eu, por aqui, me basto.

No legacy is so rich as honesty.
William Shakespeare

Eu sou exatamente o que você não vê

Dupla

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Em você nada mais me interessa.
O pelo, a pele, o medo.
A única coisa que ainda me aguça.
O que molha.
É tudo o que você esconde.

Seu lado B.
Seu objetivo frouxo.
Seu texto cafajeste.
Com sua pose de bom moço.

De noite eu fantasio
A hora em que você
Vai conhecer o meu lado A

E aí, meu bem, vai ser tarde demais.

AAAAAbbbbbbbb

Meu primeiro cigarrinho

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Experimenta tentar pegar minha carteira

A-hã.
Estranha a literatura porcaria que ando produzindo.
A história vem aparecendo na cabeça, mas eu teimo.

Não escrevo.

E aí a história vai tecendo detalhes, eu perco o fio da meada do meu dia, e qualquer hora tenho que colocar tudo no papel.
Até agora foram cinco páginas. Pouco? Mas dói.
Por que eu não quero fazer e Chico Xavier me obriga.
Saco.

Pois bem, amigos, aqui em Paris a coisa anda preta.
Ando comendo carne e passando mal – depois de 18 anos vegetariando.
(não falarei aqui do teor alcóolico do que ando bebendo)
Por que?
Não sei.
Talvez para me reiventar.
Cigarro metafórico que não me serve de nada.

Hoje voltei para casa cedo. Estudei francês sem muito saco.
Tomei meu vinho, almocei tarde e dormi com Caio. Eu e ele estamos gostando muito de Paris.
Eu faço a cama e ele está lá, o livro doido me esperando.
Não tem Torre Eiffel ou Arco do Triunfo que me façam deixá-lo.
Biblioteca Mitterrand? Sebos, livrarias?
Louvre nem Quai D’Orsay.
Ando lendo devagar – para ele ficar comigo até fim de agosto.
Tenho a impressão de que não serei fiel.
E Cortázar pode me pegar.
Belga metido a argentino.
Metade Clarice, metade bruxo.

Esses dias dei uma navegada com minha internet de manivela…
E li a história da canadense que raspou cabeça e sobrancelhas para fingir que tinha câncer.
Arrecadou grana, viajou para a Disneylândia até que o pai descobriu a história e desmentiu tudo.
Parece com a menina que dia sim, dia não pega metrô comigo.
Ela fala com sotaque e francês milimetricamente errado: tem 3 filhos e não tem emprego.
Aceita 25 centavos, tíquete-refeição.
E não é que ontem ela estava pegando um pacotaço de M&M na máquina?
Filhos exigentes esses que ela não tem…

Por isso tenho uma política: dou dinheiro para músicos mambembes, vendedores de flores, bêbados piadistas e para todo tipo de vagabundo que decidiu ter coragem.

Viver sem mentir é um vício que não tem cura e causa estrago.

sopa de inhame

quinta-feira, 4 de março de 2010

c5411077cc1fd290cbc4db98b63eb5de66fc6f52_mReunião para avisar da partida e organizar a casa, email em separado de acordo com o gosto e a amizade – e não de acordo com a hierarquia.

Ontem entrei para uma reunião com as meninas que me acompanham nessa jornada, da agência de PR e saí doente. A sala estava fria e fechada, portanto os ácaros fizeram a festa em mim. Acordei doente.

Passei o dia com corpo dolorido, agora de noite pintou uma dor de garganta e uma leve dor de ouvido.

Vai lendo que eu te explico.

Saí de casa e fui trabalhar. Do trabalho para o médico – quem me acompanha há tempos sabe que sou Ana de Hashimoto, aquela que tem uma tiróide bichada, mas que funciona que é uma beleza. Janeiro é época de levar a fotografar da bicha para o Dr. Reinaldo. Tudo certo, nada combinado, voltei ao trabalho – ou a horta. Só tem pepino!

Na hora do almoço, sanduíche de queijo no bucho e carro. Fui de uma ponta a outra da cidade. Advogado ligando – atrasei 40 minutos. Essa história é longa e merece um post bem contado. Só adianto que envolve mentiras, falsificação de documentos e caixa 2. Nem Dias Gomes escrevia! O fato é que assinei o negócio e vou ganhar uma graninha que pretendo doar para as causas palestinas – integralmente.

Na saída, vejo um primo mineiro que veio morar aqui. Buzino e ele não ouve. Não tenho o celular dele. Perdi a chance, tinha que voar para o trabalho. Desconfio que ganhei umas duas multas hoje.

Momento blog e sopa

Momento blog e sopa

Volto para o trabalho e faço reunião com 7 países em 2 línguas (meu espanhol virou piada; meu inglês, vergonha), NBo intervalo vou contado via email que Alice não  mora mais aqui. Desço o elevador com meu VP predileto. Meu maior mérito nessa empresa foi fazer a foto de divulgação dele com a guitarra predileta. Isso aqui não é banco suíço, cara!

Ah! Assinei a papelada, expliquei para o RH, deixei a danada da carteira e já me preparava para o terceiro round – assinatura da saída da sociedade do ano passado… quando fiquei sabendo que a assinatura é só semana que vem…

Aí é sopa de cará ou inhame – para mim é tudo parecido – , blog e cama. Hoje não tem revista, não dou conta. Mas confesso que editei uma entrevista que está tão boa, mas tão boa que assim que publicarem eu conto. Patrícia Palumbo por Mariana Aydar e vice-versa. Deu samba!

Ciao

Mentira tem perna curta

terça-feira, 11 de agosto de 2009

 

Truth_v__Lies_Cartoon

Depois da reveleção da ex-chefe da Receita Federal que a ministra Dilma Rousseff fez reunião com ela para pedir que a investigação contra José Sarney fosse “acelerada” (leia-se encerrada sumariamente), fiquei esperando a resposta da ministra e declarada candidata a presidente do Brasil.
Antes de mais nada, é preciso lembrar que a mesma ministra falsificou o próprio currículo lattes, informando oficialmente que tinha concluído mestrado e doutorado -o que não é verdade. Atribuir-se um falso título é crime de falsidade ideológica. Crime.
Vamos lá: o presidente Lula, nos jornais de hoje, classifica de “fantasia” a declaração de Lina Maria Vieira de que a ministra teria pedido para a investigação se concluída rapidamente.
E a ministra NEGOU que tenha se encontrado com a então chefe da receita e afirma que nunca tratou desse assunto com ela.
Pergunto: a ex-chefe da receita foi demitida de uma maneira grosseira. Depois de 11 meses no cargo, deram um passa-fora na moça. Digamos que a vida dela deve estar bastante complicada. E, ao que tudo indica, ela não tem costas quentes.
E o que ela ganharia ao denunciar (detalhe, foi a Folha de S.Paulo que foi atrás dela e conseguiu o furo – portanto, tecnicamente, a moça não pretendia fazer estardalhaço nenhum sobre o assunto) a mulher mais poderosa do governo?
Enfim, a ministra disse que a moça mentiu. E só.
Estranho não? Por que a moça diria que tiveram um encontro e a ministra diria que isso é mentira? E o que foi tratado no encontro que não houve?
Espero que essa ministra não chegue a presidente. Seria uma vergonha ter esse tipo de gente governando um país. Gente no mínimo covarde. E, pior, mentirosa convicta.

Em se falando de falcatruas e mentiras, anotem o nome da Alstom na listinha.
A multinacional é acusada de abrir uma offshore no Uruguai e uma conta na Suíça para pagar propina para políticos de São Paulo. Detalhe, quem investiga a história é a própria suíça. Segundo o The Wall Street Journal (WSJ), autoridades de lá reuniram-se na semana passada com investigadores brasileiros para discutir o suposto pagamento de um total de US$ 6,8 milhões em propina pela gigante de engenharia francesa para obter um contrato de US$ 45 milhões para instalação de equipamentos na obra de expansão do metrô de São Paulo. O encontro faz parte de uma ampla investigação conduzida pelas autoridades suíças sobre o pagamento de milhões de dólares em propinas pela Alstom para vencer licitações de projetos na América Latina e na Ásia entre 1995 e 2003.
As investigações sugerem que os promotores europeus começam a apertar o cerco às práticas empresarias, consideradas crime nos EUA. As companhias multinacionais americanas reclamaram durante anos que seus concorrentes europeus utilizam-se de vantagens injustas para obter contratos e operar em países em desenvolvimento.
Durante muito tempo, o pagamento de “comissões” a autoridades de governos estrangeiros não só era permitido como tais pagamentos poderiam ser deduzidos de impostos em muitos países europeus. As mudanças começaram em 1997, quando a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) requisitou de todos os estados membros que abandonassem tais práticas. A França eliminou esta permissão em julho de 2000 e até então as empresas francesas podiam deduzir de seus impostos até 7,5% das comissões pagas em vendas internacionais.
O colonialismo ainda reina.

Vivam os porcos

Tantos assuntos

terça-feira, 28 de abril de 2009

porcosjudeus

Hoje começo com o mistério do dia!

A gripe do suíno chegou a Israel… Desde 1963, as fazendas de porcos foram banidas naquele país – afinal, o bicho com a pata bipartida é amigo do demo. Mas serve para estudos científicos. Sem contar que a turma adora soltar a franga no México…  Frango, se bem assassinado por eles, é kasher.

Sobre ontem, posso dizer que foi, no mínimo, divertido. Foi uma novela mexicana privê. Uma experiência antropológica.

Ponto alto. Usaram meus emails do trabalho como prova. Prova de que eu trabalhava sem parar! Adorei. E, depois de um ligeiro desconforto e susto, relaxei. E achei o máximo ter meus emails vasculhados, lidos, usados sem permissão. É isso o mundo hoje: blogs, twitters, emails. A informação está no ar para quem quiser. Portanto, se você não deve, não tema! E use seu email corporativo com fins voyeurísticos (ou exibicionistas).

Melhor momento: a gerente financeira mentindo descaradamente para a juíza (!). Se você não é ator, meu conselho: não tente mentir para um juiz. A moça começou bem, firme – falando barbaridades sem fraquejar. Quando notou que estava sendo observada não apenas pela excelentíssima, mas pelas pessoas que trabalharam com ela – e que, portanto, sabiam que ela estava mentindo –  tal qual o super homem ao se aproximar da cryptonita, ela enfraqueceu. E aí foi um festival de desmentidos. Ela dizia uma coisa, o advogado apontava documentos e ela voltava atrás na maior elegância, como se não tivesse falado nada demais. Foram vários gols-contra. Hilário.

Mudando mais ou menos de assunto, tenho mais um daqueles casos em que se prova que o mundo é pequeno.

Trabalhei para uma empresa que tinha uma agência daquelas porta-de-cadeia. Toda a galera envolvida com ela ganhava um pingadinho mensal. E TODO mundo na empresa suspeitava que a alta chefia fazia vista grossa para a bola correndo solta porque, com as notas fiscais da agência, como o judeuzinho esperto de ontem notou, a grana saía limpinha da lavanderia.

Não preciso dizer que não durei muito tempo na empresa.  E tenho que admitir: os caras tentaram de todas as maneiras me derrubar. Foram bem criativos – até depósito de pagamento tentaram manipular para que parecesse bola.

O interessante é que quando um sujeito se deixa corromper, ele contrai uma doença. Ele não consegue mais viver sem aquele troco sujo. Vira um vício – e ele fica meio cego. Acho que, quando isso rola, o cidadão deve ter um misto de mediocridade misturada com um falso ar de espertinho, e deve ter um puta complexo de inferioridade. Afinal, por que uma pessoa bacana, talentosa, trabalhadora iria se vender? Nem a Demi Moore – que levou 1 milhão para ficar com o Robert Redford – se deu bem… Tem que ser meio marmota para levar uma graninha por fora…

Hoje posso dizer que forneço o crack para os caras. Explico.  Estou na empresa que paga o BV da agência. Com o BV, a agência passa a bola.  Detalhe: doidões com a bola, os caras anunciam onde?

Gente, virei traficante! Que loucura.

 

Glossário: BV = Bônus por Volume

Bola = grana que agências dão de presente para alguns funcionários de empresas (propina, meu rei!)

Leiam o que escreveu Cláudio Weber Abramo.

Esse apelido de “BV” estende-se a remunerações fraudulentas, obtidas por propinas que são cobradas tanto de veículos (por inserir os anúncios) quanto de fornecedores (por serem escolhidos para prestar serviços), e incluídas nas faturas que os clientes pagam. Há ainda, às vezes, processos de faturamento fictício por parte de veículos, gerando comissões indevidas pagas às agências. E não são desconhecidos casos em que diretores dos clientes recebem propinas de agências em troca de aprovar campanhas e/ou veículos.

De toda forma, mesmo que este último mecanismo fraudulento seja ocasional, a cobrança de propinas é a praxe do setor publicitário, como completamente conhecido por qualquer pessoa que já tenha passado perto do tema. 

http://tinyurl.com/ckprmh