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Chegando

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Depois de enfrentar a chuva, a neve, a madrugada, de receber a mala em forma de picolé (cremes e outros chegaram congelados – achei tudo muito engraçado embora desconfie que cosméticos anti-tudo não farão mais efeito); depois de, finalmente, chegar em casa com a sensação de ser a mulher maravilha… morre Walter Alfaiate, terremoto no Chile, alerta de tsunami. E a superheroína vira pipoca do dia seguinte: murchinha, murchinha e salgada.

Mau humor enquanto a neve cai e você não vê

A sacola de compras você não vê na foto

Aí é desfazer a mala e encontrar pasta de dentes inundando o plástico com comprinhas de farmácia.

Sabe aquelas coisas que só acontecem na terra do consumo? Comprei um laptop para meu irmão, aí resolvi levar um teclado wireless da Apple (recomendo – embora eu possa estar sob influência do uso de um PC  por uma semana). Passaram-se dois dias e resolvi comprar o novo mouse da maçãzinha. Os dois são acionados via bluetooth – o que significa que as entradas de USB do seu micro ficam desocupadas. Bom, a conversa está ficando muito técnica e não combina com o blog… Ah! Levei um MacBook de encomenda. Comprei cremes para a vovó (100 dólares e ela, surdinha, entendeu mil dólares e me pediu para pagar parcelado, pode? E como se eu fosse cobrar), esmaltes para a Nilza que transforma unhas quebradiças em maravilhas cor de morango silvestre. Aí, na lojinha do MET, presentinhos para as meninas da revista, para a mama, para mim (um par de brincos art déco de tirar o fôlego de Louise Brooks), porta-cartões com magnólias de Louis Comfort Tiffany (feitas para um vitral em 1885), outro de Frank Lloyd Wright para dar de presente…magnolia

Por aí, uma farra: pomada da Tiger Balm, pílulas para dormir – ideais para dois dias sem dormir e esperando o avião decolar -, coisinhas de cabelo, etc, etc, etc. E um anelzinho básico escolhido literalmente a dedo no terceiro andar da joalheria mais famosa da 5 av. by Elsa Peretti+ uma pulseira – sabe aquela que eu tanto procurava para colocar badulaques que ganho por aí na vida cigana? Sei… Que exagero!

E, claro, já inebriada pelo tilintar do cartão de crédito, parei em frente a uma vitrine no Rockefeller Center. Uma oferta imperdível – entrei e não pensei uma vez. Comprei um Wii com pad para fazer yoga. Eu estava completamente drogada. Comprar videogame foi demais. 199 dólares… E ontem joguei Mario Bros. e ainda não ousei experimentar a yoga teleguiada. Onde eu estava com a cabeça?

O curioso é que desta vez não tive coragem de entrar na Barnes & Nobles – onde eu veria livros irresistíveis por preços inacreditáveis e aumentaria mais e mais os quilos da minha bagagem. Confesso que um dia, no frio da noite, com a mão aquecida por um chai latte parei na frente da livraria e fiquei babando. E me autocensurando – não compre, não compre, não compre…

Deu no que deu – não comprei livro e comprei uma lojinha de eletrônicos Made in China.

Ainda bem que estou de volta. E aguardo em preces pela correspondência da Visa e do Mastercard.

Essas rainhas egípcias

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Cléo que se cuide

Cléo que se cuide

Olha, a chuva atrapalha as caminhadas, mas acelera a cidade. E como eu sou/ando em ritmo de maratona, fico muito confortável com esse  movimento. É uma coisa “corrida maluca” ao som de polca com um copão de café aguado na mão e o blackberry na outra. No meu caso, o copão de café perde lugar para o tchai-latte.
Sei que essa terça foi um tanto mística.
Depois de um imbroglio com Apple Store, Fedex, concierge… Um dizia que meu pacote estava na Florida, outro dizia que iria me ajudar, mas por email, outro dizia que o pacote estava comigo – roteiro ótimo para Os Três Patetas… saí correndo para o escritório. Nao era para trabalhar, era para fugir da bagunça. Da confusão.
Almocei – sem fome – mais para fazer uma gentileza para um colega. E dá-lhe a maravilhosa sopa francesa de cebola. Hey, conterrâneos, quando é que a moda da sopa vai parar no copinho aí no Brasil?

Escritório e voltinha pelo Rockefeller Center.
Essa cidade é da tríade SP-Bsas-NYC: velhas conhecidas e muito queridas.
Aqui ando com uma segurança de protagonista de novela das oito… 

E, como sempre, bati meu ponto na loja do Metropolitan Museum. Decidi ser sócia-contribuinte do museu. 50 dólares e desconto em tudo durante um ano. Ai, ai, petite bourgeois qui sait très bien que la célébration se terminera… Comprei lembrancinhas para as meninas do trabalho. Para os queridos.
Flanando pela ala de jóias (acho o máximo o fato de o museu reproduzir peças históricas e colocar a venda), experimentando pulseiras de design egípcio (uma de cobra que faria Cleópatra querer me envenenar), logo fiquei amicíssima do vendedor gay chic de meia idade. Com ele, viajei para mil mundos. Coloquei peças art-deco, braceletes do Afeganistão, brincos persas, pingentes russos, etc. E uma vendedora veio louca atrás do meu brinco indiano de dez reais. Tirei para que ela visse, ele caiu no chão e se partiu. Tudo certo, acontece. Aí outra vendedora pediu informações sobre as fitas que eu usava para prender o cabelo. Fitas com miçangas de madrepérola nas pontas (que uso para fazer yoga). Quer saber o que aconteceu… Cheguei no hotel e tinha perdido uma delas… Foi-se uma, ficou outra.

Cheguei no hotel com minhas sacolinhas cheias de objetos com reproduções de obras de Klimt, Matisse, Chagall… Ia sair na chuva e pensei… melhor ficar quietinha.

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Para nao parecer que sou uma louca alienada, dois comentários.

1) Cuba: o país onde preso político morre em greve de fome e fica preso sem motivo aparente.

2) Estados Unidos: o país onde patinação artística tem uma baiaca sem a menor delicadeza que roda como enceradeira da vovó.

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Mais um dia e ciao.