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O blog da Bethânia, Liz Taylor e o misto da padoca

quinta-feira, 24 de março de 2011

O mundo é mesmo animado.
Atire a primeira pedra o motorista que, num sinal (farol se fores paulista) vermelho, olha para o lado e vê o vizinho limpando o salão na maior naturalidade.
E a naturista americana que, para facilitar, saiu logo pelada e esqueceu o GPS?
Ficou presa a 150 metros de altura numa montanha e o bombeiro ainda teve que levar uns panos para carregar a moça pendurada no helicóptero… Não, claro, sem antes tirar uma foto do mico que rodou os sites internacionais.
De americanos em americanos, vamos para a vovó com mais de 90 que mandou bala no vizinho porque exigiu e não levou um beijo na boca.
E o troglodita austríaco ex-governador da Califórnia que chamou os brasileiros de mexicanos?
Somos todos xicanos mesmo, pode esculhambar.
Sem se cansar, defendeu a energia nuclear.
Eu, sinceramente, penso que devem instalar usinas lá para os lados de Hollywood – iria dar mais dinheiro do que filme.
E, com certeza, seria um estouro de bilheteria!
Hoje sofri forte preconceito em minha aula de hidroginástica geriátrica.
A colega, incomodada por ficar para trás na corrida, falou que aquela turma era para a terceira idade e quem fosse rápido que procurasse uma pista de F1…
Fui rir da vovó e engoli água!
Ai, o povo fala de Elizabeth que será enterrada perto de Michael.
Feliz da doida que viveu metade do que a inglesa de olhos cor de violeta.
E as maravilhas da desigualdade de renda?
Em São Paulo, você come fora, recebe a conta de 300 reais e paga só 50.
É só esperar a quadrilha que anda fazendo a limpa nos restaurantes.
Pague 50 para o bandido e dê banana para o restaurante.
Afinal, já dizia o ditado: “ladrão que rouba de ladrão…”
Se você não tem 50, o misto da padoca é muito econômico.
Peço um para mim e vem tanto queijo e presunto que alimento a cachorra e o gato.
Se é saudável eu não sei…

E eu apoio totalmente o blog da Bethânia. Se entrar na lei Rouanet, vou doar meu IR todinho para ela fazer rimas ricas…

Joana

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Take 1

Queriam-me casado, fútil quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?

(…)

Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havermos de ir juntos?”

Lisboa revisitada, Álvaro? Ou seria Jåµë§?
Les oeuvres poétiques d’Arthur Rimbaud? Ou de M. Langone?
Quem tem medo do incentivo aos loucos?

Em tempos de México batendo galinhos de briguinha franceses… Onde está a virilidade?
Onde?
As mulheres perderam a ternura. Os homens, a bravura.

Por isso avanço sem medo (e com pavor) para onde quer eu vá.
Perdi a ternura, acho El Che de uma patetice total.
Se eu fosse ditador, mataria a todos de fome. E comeria pipocas cobertas de chocolate. Mas guardaria um eunuco para trocar a lâmpada. Há que ser previdente.

Foto da foto - take 1

Amigos, estou em processo de rasgar a carne na análise.
Avó, mãe, igreja, família, sexo, pai, trabalho, homens, viagens, mundo, bicicleta, poesia – abriram a terra e mergulhei como se fosse uma piscina.
O que eu gosto mais é de ver o velhinho resolver décadas com um lápis e papel.
Todo mundo faz tudo errado na infância e você gasta seus cobres no analista para confirmar isso.
Ai que maravilha seria se eu fosse rica.
Estudaria, comeria pipoca coberta de chocolate e faria análise.
E seria Fidel, Chavez, Kim Jong-il, e tudo o de pior que há. Eliana, Xuxa, Valeria Mazza e Susana Gimenez.
Iria de negro ao jantar branco do Louvre – como fui a tantos reveillons.

Iria branca e nua aos enterros.
O lugar onde você descobre que daqui não escapará.

Colocaria toda a culpa no técnico.
Preciso urgentemente ganhar na loteria.
Ou voltar a minha posição de zagueiro.

Les hommes veulent tout.
Une femme silencieuse.
Et un écran de télévision.

Le mâle a perdu.


Sósia

sexta-feira, 24 de julho de 2009

IMG00003Num evento do IAB, e encontrei o sósia do meu irmão – o narigudo aí do lado… Olha que o nariz do meu irmão é grande, mas esse se superou… Que engraçado.

Sobre evento, americano se acha. Dois coroas fizeram uma apresentação no mínimo estranha. Randall Rothenberg, presidente do IAB americano, e  Jeffrey Cole, diretor do World Internet Project, sentaram-se em duas poltronas no palco e ficaram discutindo pitangas. O futuro vai ser dos smartphones, por que os países Latam ainda gastam tanto em TV e por aí foi… Foi o maior fiasco.

E consegui dar uma volta pelo centro histórico da cidade e fui a um restaurante (Bellinis) daqueles dos anos 80: redondo, giratório, no 45 andar, que tem uma vista fenomenal da cidade.

De tarde (leia-se 15h), almoço-reunião com muita pimenta e suco de abacaxi. Chega a ser divertido – vc passa tanta fome e trabalha tanto que quase levita. Como é que pode almoçar às 15h e num calor infernal…Coisa de louco.

Ah! De tarde, chuva, trânsito, chuva.

Abaixo, o belo teatro municipal da cidade.

IMG00016

Correndo e comendo no México

quinta-feira, 23 de julho de 2009

labuenaonda

Depois de um vôo tranquilo e pouco sono, cheguei a DF. Fila para carimbar mil papéis, incluindo um que garantia eu não estava sentindo nenhum sintoma da gripe A. Enquanto isso, a cachorrada cheirando minha bagagem. Espero que eles gostem de Mac e Clinic.

O trânsito aqui é uma coisa SP. E o bairro onde estou, uma cara Berrini misturada com Interlagos. O evento do dia foi no coração da cidade. Numa vila ao estilo espanhol feita para receber múltiplas festas – o que significa velhas super plastificadas, habitantes típicas com vários quilos a mais e muito, muito decote + engravatados e gringos. Jardins super lindos =  ponto a favor. Comida farta, farta… Gente, eu acho que como muito – mas perto dos mexicanos sou uma francesinha. E comem muito e com muito pão e muita manteiga e, claro, muita pimenta, muita pimenta… Fartura total.

Como aqui são duas horas menos, e se almoça às 3 da tarde, fui prevenida. Fiz uma boquinha no hotel e não almocei com a galera…

Engraçado foi o taxista que me pegou no aeroporto. Adora música brasileira, saca tudo de futebol – dos 70 até hoje. Resultado: fui falando de Rivelino, Tostão, Zico e Kaká e conhecendo a cidade ao som de Águas de Março, de Madalena e outras músicas. Divertidíssimo. Uma viagem e tanto.

O evento esteve bacana, deu tempo de fazer um pit stop para comprar um regalito para o Fred (afinal os próximos dias são agitados) e, depois de muito trânsito e calor intenso (e o povo achando a brisa fresca) caiu uma chuva de granizo fenomenal – algo que nunca vi da vida. Fui me arrastando até o hotel, tomei uma mini-sopa de  não sei o quê e desmaiei…

Hoje o evento é às 8h30 da manhã! Socorro!!!

Abaixo, duas fotos para ilustrar minha visita: Santa Fé, a Berrini mexicana. E o local típico onde foi o evento: Hacienda de los  Morales…

Santa_fe1mxcima_comedor

A união dos polvos

quarta-feira, 25 de março de 2009

doctor-octopusMomento de burocracia

 

11h20 – Consulado do México

Entrevista para visto marcada pela internet

O táxi para na porta. O segurança (brasileiro) ameaça mandar multar o carro porque é proibido parar no local.

Mesmo sem haver fila, o segurança – num total abuso da falta de autoridade – me faz ficar parada na porta.

Depois de um tempo, outro segurança me bota para dentro.

Um deles me informa que não posso usar celular dentro do Consulado.

Pedem para eu abrir a bolsa. Será que o fofs sabe que uma bolsa-saco não abre? Eu nem me dou ao trabalho. Deixo para ele a bolsa. Ele não mexe e me devolve.

Numa conversa rápida com o rapaz que confere os documentos, ele me conta que a reclamação é geral. Que os caras são trogloditas mesmo. É patada para todo lado.

mexico-visa2Uma hora de espera e duas perguntas depois, visto autorizado.

Na saída, adivinha quem está atendendo o celular dentro do Consulado? O troglodita.

Gente, o cara veste um terno preto num calor de 29 Celsius e começa a tratar a brazucada a patadas.

Isso porque trabalha num consulado xicano que pede visto porque os americanos mandaram.

Que vergonha!

14H30 – Banco Real do Centro Empresarial das Nações Unidas.

Pego minha senha de atendimento e me junto a 4 caras que estavam esperando há 15 minutos pelo atendimento.

Os caras, todos contínuos de grandes empresas não se falam.

Mas eu começo a perguntar: vocês estão esperando desde quando? quem é o primeiro da fila? você vai demorar? veio fazer o quê?

Caramba!

Todos eles se conhecem, embora nunca tenham se falado. Sabem quem demora mais. Quem só faz saque polpudo. Quem paga muita conta… Quem segura a fila.

E a conversa gera uma revolução. Um deles dá uma prensa num funcionário do banco.

O funcionário dá uma prensa na única caixa – que deve medir 1,40 – e a fila começa a ser atendida.

Pago meu visto. No site, falavam em 300, 400 dólares. Paguei 90 reais.

Às 16h meu passaporte chega. O visto é igual ao dos Estados Unidos. Cópia fiel.

Só que a foto ficou horrível e vale por dez anos.

Tô livre da burocracia mexicana até 2019.

Então fui.