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Assim, de repente

sábado, 21 de maio de 2011

mineiridades

Pensei em me mudar para uma casa.
Não posso reclamar do momento em que o Brasil está vivendo.
Estamos em 6º lugar no ranking das cidades com bilionários…

Quem sabe?
No meu quarteirão… Quintal, edícula, uma praça em frente.
Eu posso ser uma pobre excêntrica no jardim dos bilhões.

Assim, sem pensar, os dias têm se agitado.
Não tenho mais horário para marcar almoço com amigos.
Um trabalho novo pinta.
Eu vou inventando modas e modos.

Assim, num sábado, suco e argentino (não combina, eu sei) e “pau” no ex-presidente do FMI.
Reunião com arquitetos.
Adoro gente maluca.

Cachorrada. Sorvete. Gataria.
Sábados frios com sol.
Repetitiva, sem imaginação.
Textinho vagabundo e reciclado.
É, como diz a anetoda, o que temos para hoje.
(e é uma delícia – por isso divido – afinal, disseram que o apocalipse seria hoje)

 

Ponto de Vista

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um momento Bat-caverna na Avenida do Contorno, 6884

Durante dois anos, assinei um editorial que levava esse nome.
Com todo respeito, sempre tive que me virar de ponta a cabeça para encher aquela página.
Não era a minha praia, mas eu escrevia com toda a honestidade do mundo, fazia o meu melhor.
Fina ironia – inventar um ponto de vista.

Estou em Belo Horizonte, minha terra natal.
Amei enlouquecidamente esse lugar por cerca de 30 anos.
Todas as vezes que me mudei, sofri, chorei, esperneei.
Com 12 anos, Curitiba.
E conheci a poesia de Leminski – que ainda bebia todas – , adorei Poty.
Depois aos 20,  meu peito que doía na av. Paulista.
E vieram outras mais.
A volta certa sempre foi Belo Horizonte.
Por mais de uma década forasteira, Minas, enorme Geraes, foi minha casa, meu colo, minha comida, meu afeto, meu beijo.

Estranhamente, meu sentimento mudou.
E tenho notado que alguma coisa acontece já na sala de embarque.

Antes que você, mineiro ou amante das Minas, desista deste texto e de mim, um pedido.
Leia-me, pelo menos, até o fim.

Comi poeira, vi gente, ganhei calos novos, adotei um sotaque sem a menor personalidade.
Voltei menos vezes.
Os velhos ficaram ainda mais velhos.
Minha casa de criança foi vendida.
Os primos casaram, mudaram.
Os irmãos cresceram.
Os amigos – geniais todos eles – foram perdendo lugar para gente de fora.
O Mercado Central virou um mercado central.

Os lugares são as pessoas.
E as pessoas caminham.
Não desgosto daqui.
Mas esta rua não é minha.

Valente.

Minas (pequena) Gerais

segunda-feira, 7 de junho de 2010

João de Barro devoto

Itabirano