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Tudo

domingo, 25 de março de 2012

O que não posso mais ser.
Tudo o que fatalmente adiei.
Não poder.
Simplesmente jogar para o alto.
Decidir hoje, transformar tudo amanhã.
Mudar e nem piscar.
Ah…
Acordar num domingo e ficar esticando as pernas na cama.
Affogato de 8h as 18h.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

Não, não quero seu conselho, seu sentimento, sua experiência.
Não quero status quo.
Não quero ser boa ou má.
Nem quero a vida que eu tinha antes.
Não quero que me mandem.
Não quero papo para o ar.
Não quero ir com o vento.

(ser inconstante)

Não quero nada hoje, amanhã, segunda a sexta.
Quero tudo.

Crítica sem frescura

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

crimes Ontem foi dia de um uisquinho do cinema antes de ver “o” documentário do ano.

Fui ao cinema dos “intelectuetes”, o Reserva Cultural, na Av.Paulista. Na fila, duas senhoras distintas e insuportáveis reclamavam da novidade: agora o assento é com lugar marcado. Eu, animada com a chegada ao mundo civilizado, e as duas descascando o pobre do atendente. Segundo as digníssimas, elas são baixinhas e têm alergia a perfume e “imagina se no assento da frente fica uma pessoa muito alta” ou com uma escolha de fragrância que não lhes agrada… Elas ameaçaram armar um barraco.

Eu, com meu indefectível casaco de couro, e na minha delicadeza que não combina com o rostinho de moça boa, fui logo mandando a dupla passar na locadora e alugar um DVD. Na melhor das hipóteses, elas poderiam raspar a aposentadoria e comprar uma sala privê de cinema em Quixeramobim, uma daquelas que fecharam nos anos 80.

Com essa entré agitada, restou-me passar no restaurante e pedir um scotch com club soda. O estoque era fraco e fui de água com gás. Só depois de pensar em maldições terríveis  – como o emprego de vendedora de O Boticário para as duas velhinhas – é que meu espírito acalmou. E nem me dei conta da homenagem antecipada a Paulo Francis.

“Caro Francis”. Ouso afirmar que Nelson Hoineff fez uma obra-prima.  Meu último post sobre o Francis foi há um ano. E ontem, devidamente enervada e com uma destilada, cheguei pronta para este post. Os 95 minutos de filme me fizeram rir, mais do que chorar. Francis e sua porra-louquice. Francis com erros e acertos. A morte da gata Alzira. A crítica que não existe mais. Imperdível.

Francis em ação: “Hitler nos provou que política dá sempre errado. Tudo o que ele mais queria era acabar com o comunismo e com os judeus. No final da Guerra, a União Soviética virou superpotência e os judeus conseguiram fundar Israel

Depois desse êxtase total, animada e com a mão cheia de chocolate, ducha de água fria em francês. Filminho mixo com Chiara Mastroianni. “Não, minha filha, você não irá dançar”. Fuja como se o ladrão, além de armado, usasse palito de dentes… Porque você pode dançar.

E uma do Francis que vem sendo a minha…

“Bebo para tornar as outras pessoas mais interessantes”