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Você não soube me amar

terça-feira, 28 de setembro de 2010

perdi meu campo magnético

Sim, ela escolheu a vida torta.
(isso é o que pensam e não dizem quando
conto onde trabalhei e porque decidi mudar)

Coitada, vai ficar para titia
(isso é o que têm certeza, mas não verbalizam
quando digo que não quero ter filhos)

Dá um caldo
(isso sugerem alguns peludos
e até umas barbudas)


*****


Mundinho-fetiche, não?
Todo mundo pensando uma coisa e dizendo outra.
E você sabe o que está perdendo?

Eu sei que a coisa está preta e pode ficar preta-azul.
E minha opinião agora virou tendência.
Leia o artigo da New Yorker e corra para explicar para vovó que você resolveu ficar para titia antes de ser mais uma stressed mother ou um (pleonasmo) stupid father.
(e analise por que filho virou uma angústia para a sociedade contemporânea)

http://tinyurl.com/2ubdf9c

E hoje, com minha amiga Mariana, descobri que não sacamos nada de arte contemporânea.
Andamos, andamos, andamos.
Pacientes, buscamos.
Persistentes, fomos até o fim.
E achamos tudo…vergonhoso.

Até mudei de lado: tirem os urubus de lá!
Eles não merecem estar cercados de nulidades ao som mal amplificado do bolero de Ravel de uma outra obra.

O conceito de arte é algo controverso.
Consultei várias fontes…
E o dicionário de filosofia de Stanford é o que melhor diz que arte pode ser tudo… ou nada.
(Confira lá porque não vou ficar fazendo tradução: http://plato.stanford.edu/entries/art-definition/)

De todas maneiras, devo dizer que:

Projeto da escolinha fundamental

1) Nada nos emocionou;
2) Nada nos surpreendeu;
3) Nada nos fez ver o mundo de outra maneira;
4) Nada vezes nada.

Uma ou outra crítica ao status quo, à política e NADA mais…
Arroz com feijão?
Nem a arte do amigo que foi a Londres para jogar óleo no chão.
E foi triste ver consagrados de outros carnavais misturados aos wanna be.
Rebentos de Hélio Oitica, Nan Goldin, Rosângela Rennó, Mira Schendel mereciam melhor companhia.
E, para termos uma conclusão muito pessoal desta bienal, descobri que a arte hoje é NADA.

Escolha um agente, um marchand e vire artista.

Melhor voltar à literatura que é algo radical dentro de um formato tão mais sutil.

All that we see or seem Is but a dream within a dream.