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Montanhas

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Eu já corri de vento em popa, mas agora com que roupa?

Eu não sei como é para quem não vem das montanhas.
Subir.
Aos poucos, sem pressa, pois o caminho é árduo.
E, de cima, ver como se é pequeno.
Depois, descer e se misturar a todo o resto.

Dia delicioso.

Por aí.
Primeiro, Pigalle.
Puteiros, casas de massagem, saunas, sexshops.
Eu acho tudo ótimo.
Não tenho vergonha de ver os porta”coisas” bleu blanc rouge.
As moças fazendo o trottoir.
Os caras com cara de malandro.

Aí subir Montmartre.
Passar pelo café que já era famoso antes de Amelie Poulain.
É impossível não pensar em Santa Tereza.

Piuííí


poeira de estrela


mar

mar


Zenus, o pretendente

Bonde ou trenzinho?
Talvez
o Pão de Açúcar.

Tem um quê de Urca.
Calma.
Suspensa no ar.

Ver as casas,
passear com Zenus.
Alice tem que conhecer.

Tomar Cosmopolitan.
Sair altinha pelas ruelas.
Acabar em vinho branco num japonês da moda.
E comemorar minha alforria de uma ex-vida chata e de gente que não quer ser feliz.

Ai, Noel, vem me buscar…
“Agora vou mudar minha conduta.
Eu vou para a luta pois eu quero me aprumar.
(…)
Pois essa vida não está sopa.
E eu pergunto: com que roupa
eu vou
para o samba que você me convidou?
(…)
Eu hoje estou pulando como sapo
para ver se escapo dessa praga de urubu!”

Uma para o santo!

pOeSIa (roubada) ConCRetA

domingo, 25 de abril de 2010

Vesti uma camisa listada… Quem mandou mudar para Belo Horizonte?

Mudou-se para Belo Horizonte, trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Paes, recaindo sempre na boêmia. De volta ao Rio, jurou estar curado. Faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em consequência da doença que o perseguia desde sempre.

Que lindo não chegar aos trinta e não ter que pensar no que não fez.

Você suspeita que eu não seja um bom sujeito.
Para tudo conte comigo.

Quem conhece essa mulher
é que sabe o que ela é

Segurança era a única coisa que ele não desejava
“Now we rise, and we are every were”

pelos caminhos que ando
um dia vai ser
só não sei quando

Ce qui suit dévoile des moments clés de l’intrigue.
On comprendra, après mes explications, que je l’aie dit sans aucune intention de blasphème et seulement avec l’affection un peu ironique qu’un artiste a le droit d’éprouver à l’égard des personnages de sa création.

Porque se chamava homem
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem

Maybe I have been here before
I know this room, I’ve walked this floor

Os “primeiros erros” inauguram uma fatalidade que, de elo em elo, semeará a desgraça numa família, inevitáveis seqüelas da irresponsabilidade e da desobediência.

Para mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta.